7 dicas para ajudar alunos com transtorno de atenção

Saber valorizar as diferenças, entendendo as potencialidades e os limites de cada estudante tem o poder de transformar a sala de aula. Um ambiente mais acolhedor favorece a qualidade do ensino, a colaboração e até a inovação, aspectos fundamentais para uma educação mais empreendedora.

Um dos desafios para os educadores é conhecer as melhores formas de integrar os alunos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) nas atividades pedagógicas. O  transtorno neurobiológico, que acomete de 3 a 5% das crianças, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, é caracterizado pela falta de atenção, irritação e impulsividade, o TDAH, em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta, geralmente com sintomas mais brandos.

Também conhecido como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção), o transtorno de atenção pode dificultar a aprendizagem do aluno e sua socialização com outros colegas. O papel do professor é fundamental, não só para entender as necessidades especiais de um estudante com TDAH e nutrir um ambiente de compreensão na turma, mas para criar estratégias para a inclusão da criança de forma efetiva na dinâmica da classe.

Se você tem entre seus alunos uma criança diagnosticada com TDAH e está buscando soluções para melhorar seu desempenho e inclusão nas atividades, selecionamos sete dicas práticas e fáceis de serem implementadas no dia a dia. Confira!

Planejamento

Planejar as atividades do dia e comunicar a programação de cada aula antes de seu início é uma boa prática não só para ajudar alunos com TDAH, mas toda a classe. Manter uma pequena tabela no quadro negro com a indicação da ordem de tarefas e atividades e o tempo previsto para cada uma ajuda a reduzir a ansiedade dos alunos e dá ferramentas para que eles aprendam a fazer uma melhor gestão do tempo.

Evite distrações

Cuidados simples com a disposição e organização da sala de aula podem ajudar o estudante a se concentrar: deixar a porta fechada, ajudá-lo a escolher um lugar longe da janela, manter o ambiente bem iluminado ou avisar, de antemão, quais materiais serão usados para determinada tarefa. Assim, ele tem a sua vista e em mãos somente o necessário para aquele momento.

Seja mais visual

Gráficos, infográficos, vídeos, tabelas. Tudo isso facilita a compreensão do conteúdo e a capacidade de concentração. Por isso, use e abuse dos recursos visuais quando tiver algum estudante com TDAH em sua turma. A estratégia vai acabar, ainda, beneficiando todas as outras crianças e deixando a aula mais dinâmica.

Reforço positivo

Palavras de incentivo e reforço positivo são ainda mais importantes para quem tem TDAH. “Vamos lá”, “parabéns”, “você consegue”, “estamos quase no fim” ajudam a criança a ter mais confiança e superar pequenos obstáculos aos poucos. Outro aspecto importante é evitar comparações em relação ao desempenho dos estudantes. Isso só vai gerar mais pressão e baixa autoestima nos alunos, principalmente naqueles que têm alguma dificuldade de aprendizagem.

Ajude a manter as mãos ocupadas

Dar algum objeto para que o aluno mantenha suas mãos ocupadas durante as aulas é outra maneira de ajudar quem tem TDAH. Bolinhas terapêuticas anti-stress, balões com farinha, miçangas ou feijões, e até um pedaço de velcro podem cumprir bem essa função. A dica foi testada, aprovada e compartilhada por professores no site Edutopia.

Tire um tempo para conversar com a criança

Crianças com TDAH têm um tempo e uma dinâmica de aprendizagem diferente. Por isso, invista tempo extra para ouvir as queixas desse aluno, entender quais são suas dificuldades e buscar juntos as melhores alternativas. Deixar que ele tenha autonomia para propor soluções e fazer acordos pode ajudá-lo a lidar melhor com sua condição e se engajar mais nas atividades.

Fique atento aos sintomas da Síndrome de Irlen

É comum que crianças sejam taxadas, erroneamente, como hiperativas por não conseguirem concentrar nas leituras, acompanharem o que está escrito no quadro e em apresentações ou terem dificuldades para praticar exercícios físicos. A causa pode estar ligada a outro distúrbio de aprendizagem, a Síndrome de Irlen, ligada à neurovisão. Crianças com essa síndrome podem apresentar hipersensibilidade à luz, enxergar letras tremidas ou em movimento no papel e dificuldades de orientação espacial, impactando diretamente na sua capacidade de concentração e níveis de irritabilidade.

A dúvida pode ser resolvida com um Teste de Screening, disponível em todo o país, e, caso o diagnóstico seja confirmado, os alunos conseguem contornar os sintomas com o uso de lâminas coloridas (lâminas espectrais) ou filtros com cor em óculos.

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