Como a atitude mental pode influenciar a aprendizagem

Como formar jovens participativos, autônomos e criativos? Esse é certamente um dos grandes desafios de professores, pais e gestores espalhados pelo Brasil nos dias de hoje. Preparar uma geração capaz de pensar criticamente e desenvolver suas habilidades é tão fundamental quanto trabalhoso. Mas a maneira como é aperfeiçoada a atitude mental de cada aluno pode ser um caminho extremamente bem-sucedido no processo de aprendizagem. É o que mostra o livro “Mindset: a nova psicologia do sucesso”, da renomada psicóloga Carol S. Dweck.

Na obra, Carol defende que o sucesso de todos nós depende, em grande parte, da atitude mental que assumimos. Baseada em anos de experimentos e observações, a autora divide as pessoas em dois grupos: aquelas que possuem uma mentalidade fixa (fixed mindset), na qual acredita-se que as próprias capacidades são imutáveis; e aquelas que adotam uma mentalidade de crescimento (growth mindset), que se baseia na ideia de que é possível aumentar as competências cerebrais e resolver problemas aparentemente mais difíceis. Mas como compreender cada um dos dois grupos e trabalhar isso no ambiente educacional? Para tanto, é preciso entender melhor as diferenças entre eles.

Mentalidade fixa x mentalidade de crescimento

É comum encontrarmos, no ensino atual, modelos de atuação baseados na valorização do resultado. Modelos que pregam, acima de tudo, que sucesso é sinônimo de se provar talentoso. E esse é o primeiro equívoco quando o objetivo é estimular a criança ou o jovem a crescer e se superar. Esse tipo de pensamento, que considera a inteligência uma “pedra bruta a ser esculpida”, é chamado justamente de mentalidade fixa (fixed mindset). Ele leva as pessoas a acreditarem que possuem uma quantidade determinada de inteligência e uma personalidade predefinida. De que só se é vencedor se o objetivo for alcançado de primeira. Dessa forma, cria-se uma necessidade constante de autoafirmação, desestimulando facilmente os indivíduos nas primeiras dificuldades. A crença de que falhar é sinônimo imediato de fracasso faz com que, principalmente essas crianças e jovens, se sintam deficientes e desconheçam suas potencialidades.

No entanto há outra maneira bem mais eficiente de pensar. No mindset chamado de crescimento (growth mindset), o esforço é valorizado muito antes do resultado. A ideia aqui é de que cada um é capaz de desenvolver suas habilidades se persistir nas tentativas e acumular experiências. Falhar não é fracassar, mas sim parte natural no processo de aprendizagem. É preciso focar no caminho e não no destino final. Segundo Carol, quem adota esse tipo de pensamento acaba se tornando muito mais resiliente e aberto a desafios, desenvolvendo uma paixão inigualável pelo aprendizado. Mas isso significa que quem adota esse mindset acredita que é possível se tornar um gênio? Não necessariamente. Quem considera a mentalidade de crescimento crê, na verdade, que o verdadeiro potencial de uma pessoa é desconhecido. Portanto é impossível determinar aonde ela pode chegar, sendo assim fundamental continuar estimulando a mente com treinamentos e obstáculos cada vez mais difíceis, em um processo contínuo de evolução.

Uma nova e ampla maneira de educar

Os dois tipos de mindset mostram com clareza que a opinião que você adota a respeito de si vai afetar de modo significativa a maneira pela qual você leva a vida e evolui nas suas atividades. Dessa forma, é fundamental que se mudem os conceitos. Se antes, esforço e dificuldade significavam desencadear nos jovens a sensação de que eles não eram capazes, fazendo-os rapidamente ter vontade de desistir, agora os dois devem significar as chaves para desenvolver conexões cerebrais ainda mais fortes na mente de cada um deles.

Adotar uma mentalidade de crescimento nos ambientes de educação desperta nas novas gerações um interesse maior pelo conhecimento e afastam delas o medo de não conseguir. Em vez de desenvolver jovens focados apenas em tirar boas notas, essa mentalidade estimula o pensamento mais amplo de mundo, fazendo com que eles sonhem mais alto.

Portanto elogie e estimule o processo, e não o puro talento ou inteligência. Dê créditos para o esforço, as estratégias para atingir os objetivos, o foco, a capacidade de não desistir.

Dessa forma, é preciso deixar para trás a ideia de criar os alunos e filhos para o agora, para o acerto. Devemos pensar no “ainda”: “Se errei, o que ainda preciso melhorar?”, “Ainda não atingi os objetivos, mas estou no caminho”. Esse é um passo básico para desenvolver pessoas e profissionais mais capacitados, motivados e interessados pela educação.

A ideia é inspiradora, não é? Conte-nos em nossas redes sociais o que você achou do tema e como a teoria de Carol Dweck pode ajudá-lo em sua instituição de ensino!

leia também

Saiba como transformar o TCC em ferramenta de empreendedorismo
continuar lendo
Intercâmbio profissional: como a experiência pode enriquecer a formação superior
continuar lendo
Aprender pela experiência: conheça a metodologia criada pela Perestroika
continuar lendo

Quer ficar sabendo de tudo antes? Assine a
newsletter e receba novidades no seu e-mail.

x
área restrita
Usuário
senha