Como educar as novas gerações?

Peixes fora d’água. Muitas vezes, é assim que os professores se sentem quando entram no universo dos jovens. Do consumo aos relacionamentos, das organizações do trabalho ao uso da tecnologia, tudo parece ter passado por uma grande reviravolta recentemente. E é verdade. As mudanças comportamentais, naturais de uma geração para outra, foram potencializadas pela intensa transformação tecnológica das últimas décadas.

As gerações Y e Z – dos nascidos entre os anos 1980 a meados dos anos 1990 até os dias de hoje -, é hiperconectada e chega às escolas com diferentes perspectivas sobre educação, carreira e propósito de vida. Como, então, conectar com esses jovens, falar a língua deles e educá-los?  Veja a seguir alguns aspectos que devem ser considerados:

Protagonismo e autonomia

Acostumados a terem espaços para falar e ser ouvidos, os jovens querem que suas opiniões sejam levadas em consideração. Querem ter o poder de escolha sobre os rumos de suas carreiras, estudos e vida. E isso inclui tanto as decisões mais estratégicas quanto pequenas escolhas como quando, onde e em quais plataformas ler um texto ou aprender sobre um novo tema. A nova educação deve oferecer, portanto, suporte ao aprendizado prezando pela liberdade de escolha, tão importante para os estudantes.

Propósito

Se anteriormente a estabilidade e o retorno financeiro guiavam as escolhas de carreira e de vida, atualmente o propósito é que tem ocupado um lugar de destaque. Ao fazer planos futuros, os jovens das novas gerações querem se conectar com marcas, instituições, escolas e empresas que tenham propósitos alinhados a seus valores e que contribuam para as pessoas, para o meio ambiente e para a sociedade como um todo.

Trabalho x Lazer

A relação com o trabalho é outro aspecto que passou por grandes mudanças nos últimos anos. As novas gerações valorizam seu tempo livre e querem usá-lo para desenvolver projetos pessoais. Por isso, jornadas flexíveis são imprescindíveis. E por falar em diversão, ambientes de trabalho e estudo mais descontraídos, que incentivem a criatividade e a inovação, sem hierarquias rígidas e que possibilitem a troca de experiências é outro ponto importante para esses jovens.

Tecnologia

A hiperconectividade tem grande influência na mentalidade e no comportamento dos jovens de hoje. Com seus celulares sempre em mãos e conectados à internet 24h por dia, eles encontram na rede as respostas para grande parte de suas perguntas. Os modelos tradicionais de ensino já não são capazes de responder aos questionamentos e anseios desses jovens, que demandam uma educação mais profunda e contextualizada.

Mão na massa

O movimento maker também tem revolucionado a educação e o mercado de trabalho. Baseado na cultura do faça-você-mesmo, ele estimula o aprendizado por meio de vivências práticas, em ambientes colaborativos e de experimentação. Este é exatamente o tipo de experiência que os jovens das gerações Y e Z valorizam no ensino, que estimula a criatividade, o dinamismo e a mentalidade empreendedora.

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