Conheça as iniciativas dos cinco primeiros colocados no ‘Nobel’ da educação

Considerado o maior prêmio para educadores, o Global Teacher Prize foi criado em 2014 com o objetivo de elevar o status da profissão de educador, reconhecendo iniciativas inspiradoras e transformadoras ao redor do mundo. Confira algumas iniciativas dos cinco primeiros colocados da edição de 2018 e inspire-se!

Andria Zafirakou (Inglaterra)

Em uma escola em que 35 idiomas são falados e a violência de gangues ameaça a integridade de alunos e familiares, promover a inclusão e proteger os estudantes são os primeiros passos (e talvez os maiores desafios) para um ensino de qualidade.

A professora Andria Zafirakou encontrou nas artes, disciplina ensinada por ela, uma forma de promover a tolerância e a confiança dos alunos. Para isso, ela conta com a ajuda de um artista residente que, além do apoio técnico às atividades, ajuda os jovens a explorar novos caminhos e possibilidades, além dos muros da escola.

A própria Andria se encarrega da segurança dos estudantes. Com um walkie-talkie em mãos, em colaboração com a polícia local, ela guia os alunos até a parada de ônibus, impedindo que eles sejam abordados pelas gangues na saída do colégio. Entre outras iniciativas, a educadora criou um clube de boxe, que oferece uma alternativa para a prática de exercícios físicos e um momento para ‘desabafo’. Além disso, ela lidera ações para formação de seus colegas e outros funcionários da Alperton Community College.

Nurten Arkkus (Turquia)

Em meio à lama, literalmente, Nurten fundou o primeiro jardim de infância do condado turco onde ela mora. Ela mesma comprou materiais, pintou, limpou, criou parquinho e áreas de lazer da escola. A iniciativa contribuiu para aumentar a capacidade de aprendizado (de 20 para 90%) dos alunos com situação socioeconômica vulnerável,  além de reduzir distúrbios comportamentais e aumentar o engajamento (95% mais participação em eventos sociais).

Marjorie Brown (África do Sul)

Ex-ativista dos direitos humanos, Marjorie Brown dá aulas de história para meninas na África do Sul e concentra seus esforços para alfabetizar crianças em desigualdade social. Ela lidera, por exemplo, o programa Kids Lit na África do Sul, competição internacional de alfabetização, e também é responsável por introduzir testes de alfabetização em escolas com recursos escassos. Os livros enviados por ela são os únicos recursos de leitura dessas instituições.

Luiz Miguel Bermudez (Colômbia)

Quando ensinava na escola localizada em uma das áreas mais pobres de Bogotá, Luiz Miguel foi impactado pela violência e casos de gravidez precoce que atingiam seus alunos. Decidiu, então, atacar os problemas em três frentes: promovendo educação sexual, conscientizando sobre direitos humanos nos âmbitos sexuais e reprodutivos e implantando mudanças no próprio currículo escolar.

De 2014, quando as mudanças no currículo começaram a ser feitas, a 2017, os casos de gravidez na escola caíram de 70 para 0. Ainda em 2017, ele foi eleito professor do ano na Colômbia.

Jesus Insilada (Filipinas)

Membro da comunidade indígena de Panay Bukidnon, Jesus foi o primeiro em sua família a se qualificar profissionalmente e hoje administra e dá aulas em uma escola onde mais de 90% dos estudantes também são indígenas. Sua abordagem é baseada na cultura dos alunos (e em sua própria história), ensinando através de danças típicas, músicas, brincadeiras locais e artesanato. Com a metodologia de ensino contextualizado, 87% de seus alunos alcançaram os resultados esperados para o nível de aprendizagem de suas idades.

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