Descubra 4 formas de ensinar empatia a seus alunos

A capacidade de se colocar no lugar do outro pode e deve ser uma habilidade estimulada em sala de aula. Para ensinar empatia, educadores podem adotar exercícios simples no dia a dia dos jovens. As práticas vão desde exercícios individuais de escrita a atividades coletivas, que ajudam na reflexão sobre como tratar o outro.

A empatia é uma qualidade importante para a vida dos jovens e é também fundamental para a carreira empreendedora. Investir em seu próprio negócio significa conviver com pessoas diferentes, com histórias de vida e experiências diversas. Por isso, quanto mais cedo for desenvolvida, melhor!

Como ensinar empatia no ambiente escolar

O ambiente escolar é muito propício para que os jovens pratiquem os princípios da empatia. O fato de conhecerem os colegas pode ajudar no desenvolvimento dessa habilidade e, assim, tornar mais fácil a prática com pessoas desconhecidas. Mas como estimulá-la no dia a dia da escola? Confira quatro dicas de atividades práticas que podem ser facilmente realizadas em sala de aula:

  • Troca de experiências: reunir os jovens em grupos para que possam falar sobre suas experiências de vida é fundamental para que entendam a realidade do outro. Os relatos pessoais fazem com que eles criem laços entre si de compreensão e solidariedade. Especialistas apontam que falar sobre os sentimentos ajuda a romper as barreiras do individualismo. Invista em atividades coletivas com temas específicos e peça aos alunos que pensem sobre o assunto dividindo suas reflexões. A socialização e o diálogo são fundamentais nesse processo de percepção e prática da empatia.
  • Livros como aliados: além das experiências pessoais, a literatura também pode ajudar. Contar histórias de personagens de diferentes livros incentiva o jovem a se identificar com realidades diferentes. O outro, que antes parecia distante do seu dia a dia, passa a ter uma outra influência em suas reflexões. Organizar rodas de contação de histórias e também clubes de leitura pode ser uma boa estratégia para colocar a empatia em pauta na sala de aula.
  • Estabeleça limites: em todas as atividades realizadas, é importante que os jovens tenham independência para que se sintam responsáveis por suas atitudes e tenham noção de como elas impactam a vida do outro. Por isso, evite uma postura extrema, e isso vale para os dois opostos: permissividade e autoritarismo. A solução está em dosar ambas as características para que o jovem tenha uma percepção real dos limites da convivência e de como valores como respeito e compaixão são essenciais para a coletividade. Empatia é, acima de tudo, entender que você não está sozinho.
  • Atividade prática: em uma folha de papel, peça aos alunos que dividam o espaço em duas colunas. Na da esquerda, escreverão sobre encontros que tiveram com pessoas com quem não necessariamente se identificam. Na da direita, irão registrar outros tipos de experiência, como as percepções dos colegas sobre certos fatos ou mesmo notícias com as quais tiveram contato. Depois, vão colorir suas experiências: verde para aquelas que consideram positivas, as neutras de azul e de vermelho para as negativas. Dessa forma, conseguirão visualizar com mais facilidade quais situações são de difícil compreensão e como as avaliações alheias influenciam suas experiências. Exemplo: na coluna da esquerda, o jovem avalia como negativa a experiência que teve com o vizinho estrangeiro. Mas, ao descrever, na coluna da direita, uma notícia que fala sobre a crise migratória no mundo, percebe que sua avaliação negativa tem a ver com uma construção da mídia sobre aquele assunto. Ao atingir essa percepção, ele pode rever sua postura diante daquela situação e ter a certeza de como a empatia nesse caso pode fazer a diferença. Ao realizar essa atividade em grupo, os estudantes podem ainda dividir suas conclusões e ajudar uns aos outros a analisarem suas experiências.

Essas são apenas algumas sugestões de como essa qualidade pode ser trabalhada em sala de aula. Ensinar a empatia para os jovens é uma tarefa que deve ser compartilhada com todo o grupo de educadores para que seja inserida na rotina da escola em diferentes disciplinas e conteúdos trabalhados. E você, quais experiências positivas relacionadas à empatia já colocou em prática em sala de aula? Conte-nos em nossas redes sociais!

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