EdTechs: conheça 5 tendências de tecnologia na educação

Nos últimos anos, a tecnologia aliada à educação está revolucionando os modelos de ensino em todo o Brasil e no mundo. Além, claro, da democratização do acesso à tecnologia, da maior oferta de banda larga e da popularização dos smartphones, outras grandes responsáveis pela inserção da tecnologia na educação são as EdTechs, as startups com foco educacional.

 

 

Considerado um dos nichos mais promissores do empreendedorismo, as EdTechs investem em inovação e modelos de negócio enxutos para desenvolver soluções que facilitam a rotina dos educadores e dos alunos, ajudam na gestão escolar ou potencializam o aprendizado, com plataformas gamificadas e experiências de educação diferenciadas.

Para ficar por dentro das tendências que têm pautado o trabalho das EdTechs no último ano e vêm ganhando espaço nas escolas, nas universidades e nos institutos, conheça essas cinco tendências para o uso de tecnologia na educação:

1) Criatividade em primeiro lugar

De que adianta ter à disposição aplicativos e sistemas com tecnologia avançada sem uma experiência centrada nas necessidades do usuário e no seu desenvolvimento? As EdTechs estão e se tornarão cada vez mais focadas na criação de soluções em que a tecnologia é apenas o caminho e não o objetivo final.

O propósito deixa de ser o uso de ferramentas hi-tech para a oferta de uma experiência divertida e significativa de aprendizado. É o caso das aulas gamificadas, em que o aluno imerge no contexto e avança na jornada de aprendizado, literalmente, brincando.

2) Análise de dados como instrumento de evolução

Índice de abstenção, média das notas, atrasos dos alunos, participação em atividades extracurriculares… As escolas geram, constantemente, uma infinidade de dados que podem ser analisados para identificar padrões de comportamento ou tendências. No entanto, com a inserção da tecnologia digital no sistema educacional, essa possibilidade foi amplificada, contribuindo para fundamentar a melhoria contínua da qualidade da educação e do relacionamento da instituição de ensino com a comunidade escolar.

Por meio de aplicativos, softwares, games e outras plataformas, é possível acessar dados qualificados sobre o desempenho dos estudantes, suas atividades e seus hábitos de estudo. A análise sistematizada dessas informações pode oferecer insights valiosos sobre o modelo de ensino, o perfil dos jovens e a gestão escolar como um todo. Juntos, os educadores e a gestão da escola podem usar os dados para implementar mudanças e inovações relevantes para os alunos.

3) Mais investimento em infraestrutura

Banda larga com mais capacidade, maior proteção dos sistemas e informações, acesso a múltiplas plataformas. A nova geração de alunos chega às escolas com expectativas elevadas em relação à tecnologia. Espera-se nada menos que o mesmo nível de conectividade que eles têm nas outras esferas de sua vida: em casa, pelo celular etc. Por isso, as escolas devem se preparar para investir em infraestrutura de TI, equipamentos e gadgets, além da capacitação contínua do corpo docente e dos funcionários para tirar melhor proveito da tecnologia disponível.

4) Sala de aula invertida

Embora possa ser colocada em prática de forma analógica, a metodologia da sala de aula invertida (link para post sobre sala de aula invertida, quando for divulgado) se apoia na tecnologia presente nas instituições de ensino e também nos lares dos estudantes. A ideia, como o próprio nome diz, é inverter a ordem das aulas tradicionais, fazendo com que o aluno tenha o primeiro contato com o conteúdo por conta própria, por meio de apps, sites, videoaulas e outros recursos. Em um segundo momento, o conteúdo é debatido em sala de aula de forma mais analítica e com as primeiras impressões pessoais dos jovens já formadas.

A sala de aula invertida contribui para estimular  a autoestima, o senso de responsabilidade e até a criatividade – uma vez que o aluno tem mais abertura para investigar o conteúdo livremente –, e, por isso, está cada vez mais presente nas soluções digitais voltadas para educação.

5) Tecnologia para inclusão

As possibilidades de personalização do ensino que as ferramentas digitais oferecem são uma ajuda essencial na hora de promover a inclusão de alunos com necessidades especiais. Com elas, os jovens conseguem superar suas limitações e explorar suas potencialidades, enquanto os professores têm mais feedback para mediar as diferenças em sala de aula.

A jornada de aprendizado mais personalizada também permite que cada aluno trabalhe em seu próprio ritmo, aumentando a autoestima dos estudantes e reduzindo o bullying pela comparação entre o desempenho dos colegas.

Quer entender a fundo o que são as EdTechs, seus modelos de negócio e as possibilidades de mercado? Confira o material completo que preparamos sobre as startups de educação.

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