Educação financeira: o quanto antes, melhor

Saber fazer uma boa gestão financeira é imprescindível para qualquer profissional. Para os empreendedores, então, a habilidade é ainda mais importante. Afinal, permite maior controle sobre as atividades e crescimento do negócio, além de uma atuação sustentável ao longo dos anos.

Quanto mais cedo temos contato com educação financeira, melhor. Assim, aprendemos a administrar ganhos e gastos, incorporamos bons costumes na rotina e desenvolvemos hábitos de consumo consciente. Tanto a família quanto a escola podem contribuir nessa missão.

Papel da família

Um dos papeis dos pais, nesse sentido, é ajudar a criança a diferenciar ‘desejo’ de ‘necessidade’. Isso significa mostrar que nem tudo o que ela quer ter é realmente uma necessidade para o dia a dia. Levá-las ao supermercado, à farmácia e ao banco, para pagar contas, é uma das formas de começar.   

Além disso, instituir uma mesada ou semanada é outra boa maneira de incentivar as crianças e os adolescentes a lidarem com dinheiro. Ao receberem uma quantia com regularidade, eles conseguem assumir pequenas despesas ou gastos por conta própria e podem se planejar para adquirir algo de mais valor, fazendo uma poupança por certo tempo.   

Pequenas tarefas domésticas também podem ser remuneradas, para ensinar o valor do trabalho e do dinheiro. Lavar o carro aos finais de semana, fazer consertos e reparos simples dentro da casa, fazer o planejamento financeiro de viagens de férias e até produzir algo para vender (bombons, sanduíches) são algumas ideias.

Educação financeira na escola

Entender a educação financeira como uma leitura da realidade, e não só o domínio de conceitos matemáticos, é o primeiro passo para trabalhar a educação financeira de forma interdisciplinar. Alguns projetos podem ser realizados com esse intuito.

Muitas escolas já pedem ajuda dos estudantes na hora de arrecadar fundos para gincanas, festivais e feiras. E se, além disso, os alunos fossem envolvidos no planejamento financeiro do evento? A turma pode orçar o valor dos produtos e serviços, decidir a destinação correta de cada recurso e pensar formas de otimizar os gastos. No final, um relatório financeiro pode ajudá-los a consolidar o aprendizado e, ainda, servir como referência para as turmas seguintes.

Se as escolas têm o costume de arrecadar fundos para doação, o mesmo exercício pode ser feito. Proponha aos alunos que se envolvam no levantamento das necessidades das instituições e planejamento das compras (cestas básicas, remédios, roupas). Além disso, a iniciativa é interessante pois coloca os jovens em contato com outras realidades. Assim, os leva a refletir sobre os custos de necessidades básicas como alimentação, vestuário e higiene.

Para as crianças menores, excursões ao supermercado podem ser divertidas e muito ricas em aprendizado. Ensinar a ler etiqueta de preços, fazer comparações de produtos e marcas, calcular o valor final, o troco e propor desafios de economia são algumas das possibilidades.

Conheça esta escola na Finlândia que ensina empreendedorismo na prática.

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