Errar é fundamental

Durante todo o ensino básico, aprendemos a ter medo do erro. Até nas questões mais básicas: alguns professores não deixam os alunos usarem caneta até terem certeza de que não haverá nada errado na hora de escrever.

 

Isso também se reflete no mercado de trabalho tradicional, que em alguns casos até pune as falhas. Segundo o professor e pesquisador John Holt, a escola não deve ser pautada pela busca das respostas certas, mas um espaço de discussão sobre os problemas e questões além dos muros.

 

Quando a criança se sente pressionada a só acertar, fica propensa a se culpar pelas confusões que podem ocorrer. Quando o foco passa a ser o desenvolvimento e aprendizagem, o importante é o processo e não o produto.

 

O próprio método científico é baseado na tentativa e erro. Muitas descobertas aconteceram dessa forma. Se gênios e ganhadores do prêmio Nobel, como Einstein ou Da Vinci, tivessem se punido ou culpado por errar, não teriam chegado onde chegaram e realizado as contribuições que os tornaram tão importantes.

 

Para a educação empreendedora, ter esse pensamento é essencial. O desenvolvimento de uma atitude empreendedora nos alunos só se dá a partir da naturalização do erro. Basta observar o mindset das startups, que é baseado nessa premissa.

 

Já falamos aqui da escola Quest to Learn, que procura naturalizar o erro por meio da educação empreendedora gamificada. Em um jogo, quando você perde, tem a chance de recomeçar, sem culpa, apenas “treinando” para passar de fase. Saiba mais sobre a metodologia aqui.

 

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