Faça você mesmo e aprenda fazendo

“Desafios globais cada vez mais complexos são agravados pela falta de capacidade interna de gerar inovações que podem criar um impacto duradouro. O resultado tem sido um aumento da procura de aprendizagem inovadora”,de acordo com o site oficial".

Uma das características do empreendedor é a coragem de arriscar, prototipar, estar disponível para errar, experimentar e testar de novo, até chegar a uma solução inovadora e relevante. Mas empreendedorismo só se aprende fazendo. Empreendedorismo trata daquilo que se faz.

Dentro deste cenário prático e utilizando o trocadilho diy (“do it yourself” – no português, faça você mesmo) surgiu o Development Impact and You: Practical Tools to Trigger & Support Social Innovation (ou, em tradução livre, Desenvolvimento de Impacto e Você: Ferramentas Práticas para Engatilhar e Apoiar a Inovação Social). A tradução já é capaz de sintetizar a missão da plataforma, ou seja, ser um conjunto de ferramentas essenciais que apoiam o empreendedor durante sua trajetória.

O sucesso foi tão grande que o DIY firmou uma parceria com a Open University para promover formas inovadoras de aprendizado. “Desafios globais cada vez mais complexos são agravados pela falta de capacidade interna de gerar inovações que podem criar um impacto duradouro. O resultado tem sido um aumento da procura de aprendizagem inovadora”, de acordo com o site oficial.

Quando o tema é inovação, as primeiras ferramentas que vêm à cabeça estão ligadas à tecnologia. No entanto, conteúdo on­line e aparatos tecnológicos por si só não vão trazer o aprendizado profundo ou a capacidade de inovar.

Este movimento abre um espaço de experimentação que permite a fabricação de objetos e protótipos de forma rápida, barata e experimental, apoiada por metodologias que vão ao encontro do fazer primeiro (ainda que intuitivamente) e refletir/teorizar depois” HELOISA NEVES

Uma das iniciativas que merecem destaque dentro deste contexto é o Movimento Maker, que tem no autor e empreendedor Chris Anderson um dos seus principais entusiastas. Ele escreveu o livro Makers: A nova revolução Industrial, que coloca os fazedores como criadores de novos produtos e serviços. O que isso tem a ver com educação empreendedora? Tudo, já que impera a filosofia do “aprender fazendo”.

O pensamento aqui é que com a internet, a cultura colaborativa, o open source, as tecnologias a preços mais acessíveis, como impressoras 3D e arduíno, por exemplo, as pessoas poderão fabricar objetos, inventar produtos e ver suas invenções tornarem-se realidade. A cultura maker já está presente da sala de aula às grandes corporações.

“Este movimento abre um espaço de experimentação que permite a fabricação de objetos e protótipos de forma rápida, barata e experimental, apoiada por metodologias que vão ao encontro do fazer primeiro (ainda que intuitivamente) e refletir/teorizar depois”, diz Heloisa Neves, uma das principais referências do movimento maker no Brasil, coautora do livro Fab Lab, a Vanguarda da Nova Revolução Industrial.

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