Fail fast: como a filosofia das startups pode beneficiar a educação empreendedora

Você já deve saber que, na educação empreendedora, o erro não pode ser considerado a pior coisa do mundo. Isso porque errar é parte essencial da criatividade e da inovação, e, por essa razão, fundamental para a prática do empreendedorismo.

Contudo, no sistema atual de ensino, no qual o aluno é avaliado por meio de provas e está sujeito a perder pontos sempre que erra uma questão, é difícil encarar a imperfeição como natural ao processo de aprendizagem. Isso acaba formando jovens que têm muito medo de falhar, e assim não conseguem assumir riscos e inovar em produtos, processos e abordagens na vida profissional.

Neste cenário, conceitos como o Fail Fast, próprio do mundo das startups, podem ser soluções para ajudar a naturalizar o erro e até mesmo a ensinar o jovem a errar melhor. Neste post, conheça o que é e como aplicar o Fail Fast na educação.

O que é Fail Fast

Do inglês, Fail Fast significa literalmente, em português, “Fracasse Rápido”. A ideia é explorada pelo empreendedor Eric Ries em seu livro Lean Startup (Startup Enxuta). Nele, o autor defende testes constantes de protótipos ainda não totalmente finalizados (o produto mínimo viável) para agilizar o desenvolvimento de um produto. O processo também poupa gastos desnecessários que existiriam caso o produto com erros fosse levado mais adiante.

A grande ideia por trás da construção dos protótipos é testar todas as hipóteses rapidamente, vendo o que funciona e o que não funciona. O método é construir, testar e aprender. O erro é, então, parte natural do processo. O importante é saber errar mais rápido para evitar desperdício de tempo e de dinheiro.

fail fast

O fracasso pode ser bom

Neste conceito, a noção de fracasso adquire nova conotação, totalmente oposta àquela que costumamos aprender na nossa sociedade. Ele passa a ser associado à jornada do aprendizado, à criatividade, à adaptabilidade e à trajetória da empresa em direção ao sucesso.

Com base nos testes com o produto mínimo viável, é possível escolher se aquele projeto terá continuidade ou se receberá um novo direcionamento – ação chamada de pivotagem. Trata-se de repetir o mesmo processo de novo e de novo, até conseguir desenvolver um produto final excelente e que seja aprovado pelos consumidores.

Junto ao conceito de Fail Fast, muitas empresas utilizam também termos como Fail Early (Fracasse Cedo), Fail Often (Falhe Frequentemente) e Fail Better (Falhe Melhor), ressaltando os pontos centrais da metodologia. Nela, a incorporação de testes frequentes e da falha como mecanismo de aprendizagem faz com que os erros sejam cada vez mais inteligentes, direcionando o produto para a excelência.

Aplicando o Fail Fast na educação

Embora o sistema de ensino atual costume desfavorecer as falhas no processo de aprendizagem, é verdade que o ambiente escolar é o local ideal para que o jovem tenha liberdade de se arriscar e errar, visto que seus erros não têm grandes consequências em perda de dinheiro, como numa empresa. Outra vantagem é que na escola há mais tempo para fazer várias tentativas.

Para isso, mostre aos seus alunos como o erro é uma oportunidade de aprendizado. Apresente exemplos, como nos casos de grandes companhias que aprenderam com suas falhas e se tornaram fortes no mercado exatamente por causa disso. A rede de pizzarias Domino’s ilustra esse processo bem neste vídeo do YouTube:

www.youtube.com/watch?v=AH5R56jILag (embedar)

Além disso, dê aos estudantes oportunidades de errar com mais liberdade. Uma ideia é, ao propor trabalhos, fazer com que o aluno possa refazer a atividade, aprendendo com o feedback que recebe do professor e até mesmo de colegas. Ele também pode ser encorajado a levantar hipóteses de como aperfeiçoar seu trabalho sozinho, testando cada uma de suas ideias e tendo mais etapas de desenvolvimento do projeto.

Viu como incorporar o erro ao processo de aprendizagem, afora ser muito benéfico para as novas gerações que passam pelo sistema educacional, pode ser mais simples do que parece? Saiba mais de como o erro faz parte da educação empreendedora e conheça a Quest to Learn, escola que procura naturalizar o erro por meio de uma educação empreendedora gamificada.

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