Include: conheça o projeto de inclusão digital da Campus Party

Quanto custa equipar um laboratório de robótica de última geração e oferecer acesso e treinamento para jovens? Para algumas comunidades de baixa renda no Brasil, nada. Elas são beneficiadas pelo Projeto Include, do Instituto Campus Party, que tem o objetivo de promover a inclusão social e econômica de jovens, empoderando-os dentro de suas comunidades por meio do acesso e do domínio da tecnologia.

Os espaços atendem turmas semestrais de 25 alunos, entre 8 e 18 anos, com o cuidado para que toda turma seja formada por 50% de mulheres e 50% de homens. As aulas, que são realizadas duas vezes por semana durante quatro horas, seguem o método de ensino de robótica educativa TRON (Tecnologia, Robótica e Natureza) e incluem disciplinas como  eletrônica, robótica, mecânica, sensores, entre outras. O material didático é o mesmo utilizado em escolas privadas e “espaços makers”.

Inclusão digital com foco na atuação profissional

A intenção das aulas nos laboratórios do Include extrapola o simples ensino da robótica, mas buscam inserir os jovens no mercado de trabalho, criando alternativas para que comecem a ganhar dinheiro desenvolvendo soluções para suas próprias comunidades. Para isso, a abordagem é altamente guiada pela prática e contextualizada pela realidade em que vivem.

No primeiro dia de aula os alunos se reúnem para discutir os principais problemas de suas comunidades e, nas aulas seguintes, durante os seis meses de duração do curso, eles são divididos em grupos e passam a desenvolver e construir soluções para cada um desses problemas.

Com as ferramentas e os aprendizados teóricos, se tornam aptos a resolverem problemas enfrentados na comunidade, sem que os moradores precisem terceirizar os serviços de pessoas de fora. Assim, além de ganhar seu próprio dinheiro, fortalecem a economia local.

Cuidado do início ao fim

A sustentabilidade é outra preocupação do Instituto Campus Party no Projeto Include. Toda a estrutura é conseguida por meio de parcerias com empresas e patrocinadores. Os computadores, por exemplo, seguem para as comunidades após passarem pelo Centro de Reciclagem de Computadores, do Ministério das Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicação. O uso correto dos equipamentos e descarte adequado do lixo eletrônico também é uma premissa em todos os laboratórios.

Para receber os laboratórios, basta que as comunidades disponibilizem um local de 50 m², com instalações eletrônicas, ar condicionado, segurança, água e energia elétrica. Um total de seis laboratórios já foram inaugurados no Brasil: 2 no Piauí, 2 no Paraná, 2 na Bahia e 1 em Brasília. De acordo com o Instituto Campus Party, a expectativa é de que até o final de 2018, 150 laboratórios já estejam com as portas abertas em todo o país.

Você sabia que o aprendizado tecnológico também é uma ferramenta poderosa para empoderar meninas? Leia mais sobre o tema aqui.

leia também

Aprender pela experiência: conheça a metodologia criada pela Perestroika
continuar lendo
Saiba como aplicar as estações de aprendizagem em sala de aula
continuar lendo
Acesse todo o conteúdo ConecteCER!
continuar lendo

Quer ficar sabendo de tudo antes? Assine a
newsletter e receba novidades no seu e-mail.

x
área restrita
Usuário
senha