Lá da Favelinha para o mundo

O Centro Cultural Lá da Favelinha, localizado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, foi um dos destaques do painel Escolas Inovadoras e Educação Não Formal, promovido durante o Seminário Internacional de Educação Empreendedora. O evento, realizado em julho no Sebrae Minas, discutiu a educação empreendedora no Brasil, seus benefícios e desafios.

O MC Kdu dos Anjos, gestor do projeto, apresentou o Lá da Favelinha e falou sobre como a vida dos moradores do Aglomerado da Serra se transformou após a iniciativa. A educação promovida no Centro Cultural forma cidadãos com senso crítico, capacidade de trabalho em equipe, visão ampla da realidade brasileira e preparados para serem multiplicadores do aprendizado.

 

1.

“É preciso estudar português e matemática, mas também temos que ter outras possibilidades. Existe muito conhecimento fora da sala de aula.”

 

2.

“A educação arcaica que nos oferecem está formando diaristas e repositores. Não estou diminuindo essas profissões, mas elas serão sempre as nossas únicas opções?! No Lá da Favelinha ensinamos línguas estrangeiras para preparar as crianças e os jovens para o mercado de trabalho. Eles aprendem a entrevistar, filmar e fotografar, além de terem oportunidade de serem oficineiros de outras danças. Estamos criando o futuro.”

 

3.

“Eu estava fazendo sucesso como MC, mas me incomodava ver que nem todos da comunidade tinham as mesmas opções que eu. Por isso, resolvi reservar um espaço físico para eventos de rap e uma biblioteca. Isso foi em janeiro de 2015. Hoje temos mais de 16 oficinas, entre elas de inglês, espanhol, comunicação, danças, rap, culinária, artes e acroyoga.”

 

4.

“O Lá da Favelinha transformou a vida das crianças e dos jovens. Uma criança que tinha repetido o primeiro ano duas vezes na escola virou a melhor aluna da sala depois de participar das oficinas. Nós não ensinamos o que a escola ensina, mas trabalhamos autoestima e comportamento.”

 

5.

“O Lá da Favelinha ensina jovens e crianças a serem protagonistas da própria história. Eles aprendem a parte artística, a organizar os eventos e realizam uma importante troca com os moradores de fora do aglomerado que vão nos visitar. Estamos ensinando a empreender e a sonhar.”

 

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