Pequenos empreendedores: conheça negócios criados por crianças

Existe idade certa para começar a empreender? Definitivamente, não. Algumas crianças aproveitam a imaginação fértil e conseguem unir brincadeira ao empreendedorismo. Enquanto estão desenhando, brincando ou jogando com os amigos, elas podem encontrar a solução para algum problema de seu dia a dia e, se estiverem imersas em um ambiente que fomenta o empreendedorismo, até influenciar  a vida de muitas outras pessoas.

Ensinar a criança a empreender desde cedo, mesmo a partir de pequenas ideias, é uma forma de prepará-la para o futuro, na medida em que ela aprende a importância do planejamento e da organização para atingir suas metas. Quer conhecer alguns desses pequenos empreendedores? Selecionamos alguns exemplos de jovens que fizeram suas empresas saírem do papel e alcançaram o sucesso antes mesmo de chegarem à maioridade!

Robert Nay

Você já ouviu falar do menino de 14 anos considerado o novo Mark Zuckeberg? Em 2011, Robert Nay criou um aplicativo para iPhone que se tornou febre e desbancou o sucesso mundial da época “Angry Birds” na App Store. Seu aplicativo, o jogo gratuito Bubble Ball, foi baixado por mais de dois milhões de usuários. Ele criou a ideia em casa, ao longo de um mês, em um programa chamado Corona SDK. Com o sucesso do aplicativo, ele fundou a Nay Games e planeja desenvolver outros produtos, desta vez pagos.

Leanna Archer

Leanna Archer é um exemplo de como transformar uma brincadeira em grande negócio. Quando tinha oito anos de idade, ela começou a misturar ingredientes e criar produtos para o cabelo, em Nova York, de acordo com uma receita de sua bisavó haitiana. No começo, só ela usava os produtos que fazia, mas, com o passar do tempo, algumas pessoas próximas a Leanna ficaram interessadas nos seus xampus e cremes. Então, ela decidiu aumentar a produção. Atualmente, passados mais de 10 anos , Leanna chega a faturar cerca de 500 mil dólares em vendas anualmente. O negócio, Leanna’s Essentials, cresceu tanto que ela teve de envolver mais oito pessoas no dia a dia da sua empresa, e o próximo passo é se fixar em um espaço próprio.

João Camargo

O gosto pela culinária do brasileiro João Camargo começou aos oito anos de idade, quando ele fez seus primeiros biscoitos. Como boa parte das crianças, João queria comprar um cachorrinho e passou a usar a cozinha a seu favor: vendendo doces. Hoje, sua marca própria “Do João”, que fundou aos 13 anos de idade, conta com naked cakes e outras sobremesas.

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Moziah Bridges

O início de tudo foi a vontade de “se vestir com estilo”, que acabou tornando Moziah Bridges um jovem CEO. O garoto começou a empreender aos nove anos e, atualmente, já vendeu mais de 200 milhões de dólares em gravatas-borboletas. A ideia do seu empreendimento surgiu quando ele procurou por gravatas que fossem diferentes e estilosas, e encontrou pouquíssimas opções no mercado. Assim como muitos outros casos, para a sua marca “Mo’s Bows” crescer, Moziah contou com uma ajuda. Ao participar do programa de TV Shark Tank, Karen Katz, o presidente do Neiman Marcus (um e-commerce especializado em artigos de marcas de luxo), viu sua participação no programa e decidiu fechar um contrato para revender seus produtos.

Noa Mintz

Em agosto de 2012, quando ainda frequentava a escola, Noa encontrou uma solução para sua frustração e a transformou em negócio. Na infância, não teve muita sorte com suas babás, até encontrar uma “perfeita”. Satisfeita com o serviço dessa babá, sua mãe começou a indicá-la para outras pessoas. Essas indicações deram uma ótima ideia para a menina, que criou, então, a agência de babás Nannies by Noa, que conecta mães e babás, que passam por uma entrevista e têm referências verificadas, facilitando na procura pela “babá perfeita”. Hoje, a jovem fatura cerca de US$ 500 mil por ano.

João Pedro Miranda Caldas

O brasileiro João Pedro Miranda Caldas, proprietário do “Mirim”, despertou o interesse por uma câmera fotográfica ao se mudar para Paris e tomou gosto pela fotografia. Para passar o tempo, nos primeiros meses morando na cidade-luz, passou a tirar fotos e vendê-las em seu site. Com essas vendas, aos 13 anos o garoto conseguiu poupar dinheiro para investir em novos equipamentos e continuar aprimorando seus produtos, que envia aos seus compradores com uma dedicatória especial. João ainda não tem um negócio grande, como os exemplos anteriores, mas já está trilhando seu caminho: fazendo seu hobby se tornar um empreendimento.

Cory Nieves

O negócio do norte-americano Cory Nieves surgiu por uma necessidade. Aos 10 anos, o menino estava cansado de  esperar o ônibus escolar todos os dias. Resolveu, então, vender cookies para levantar fundos e comprar um carro para que sua mãe pudesse levá-lo ao colégio. Com uma barraquinha em frente à sua casa, em Nova Jersey, iniciou a venda de biscoitos caseiros e 100% naturais, por um dólar a unidade. Ao participar de um programa de televisão nos Estados Unidos, ganhou o carro de sua mãe e levou 10 mil dólares para investir no seu negócio. Agora, os interessados podem encomendar antecipadamente os cookies pelo seu site e buscar a encomenda no local. Os cookies fazem tanto sucesso que chegam a render US$ 1.000 por fim de semana, abrindo as portas para a própria marca, a “Mr. Cory’s”.

A experiência de empreendedorismo é uma grande aliada no processo de aprendizagem. Desenvolvendo e estimulando atividades desse tipo em sala de aula ou em família, o resultado pode ser um futuro de crianças empreendedoras e mais atuantes em suas comunidades.

Sabia que a brincadeira pode estimular também o espírito empreendedor dos pequenos? Descubra como os momentos de lazer contribuem para formar cidadãos mais focados na resolução de problemas.

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