Sala de aula invertida: conheça os benefícios e saiba como colocar a metodologia em prática

Dia de apresentar conteúdo novo em sala de aula e a dinâmica, na maioria das vezes, é:  o professor explica o conteúdo em uma aula expositiva, os alunos tomam nota, fazem perguntas e recebem algumas referências para aprofundarem o conhecimento em casa, além de exercícios de fixação da matéria. Certo? Não mais.

Com origem na expressão em inglês flipped classroom, a sala de aula invertida vem ganhando popularidade nas escolas, por reduzir o volume de aulas expositivas, desenvolver a autonomia dos alunos e inserir as tecnologias digitais na rotina de estudos. Como o próprio nome diz, a ideia é inverter a ordem das tarefas – se é que existe uma ordem correta.

Entenda o que é sala de aula invertida

A sala de aula invertida consiste em deixar que o aluno tenha o primeiro contato com o conteúdo, por conta própria, em sala de aula ou em casa. Isso é feito por meio dos materiais didáticos utilizados ou recursos extras, geralmente vídeos.

Quando o estudo inicial é feito em casa, os estudantes trazem suas conclusões e dúvidas para a aula seguinte e debatem com colegas e professores, aprofundando, juntos, na compreensão do tema. Em sala de aula, a dinâmica é parecida. No entanto, enquanto leem ou assistem aos vídeos, eles têm a possibilidade de acessar o professor ou os colegas, dependendo do tipo de atividade proposta.

Entre as principais vantagens da sala de aula invertida, estão:

  • Estudantes mais engajados: no modelo, os alunos trabalham no seu próprio ritmo e têm o primeiro contato com o conteúdo de forma livre. Fica por conta deles, também, escolher outros recursos de aprofundamento, ver vídeos no YouTube, procurar mais referências sobre o assunto ou fontes que contraponham os conceitos vistos. Isso os ajuda a entender como preferem estudar, como aprender melhor e, consequentemente, a se engajarem mais no assunto.
  • Mais autonomia: escolher quando e como querem aprender é um dos benefícios da sala de aula invertida, pois os alunos têm mais autonomia e controle do processo de aprendizado.
  • Novo papel do professor: sem o apoio de uma longa aula expositiva, o aluno deixa de ser a figura à frente da sala que transmite conhecimento e passa a ser um mentor dos jovens e curador do conteúdo.
  • Personalização: deixar a turma livre para trabalhar com recursos pode ser uma ótima maneira de investir mais tempo em atendimentos individuais, entendendo exatamente as dificuldades e potenciais de cada estudante.

Como colocar em prática

A sala de aula invertida não é baseada em um modelo rígido. Ou seja, você consegue adaptar o conceito para o perfil da sua turma e conforme sua disponibilidade. Confira dicas que podem te ajudar a colocar a ideia em prática:

1 – Planejamento

Um bom planejamento é um dos fatores mais importantes quando o assunto é sala de aula invertida. A seleção de um recurso – ou mais de um – para servir como ponto de partida é o que garante a segurança dos estudantes em trabalharem sozinhos por um tempo. É importante que o site, texto ou vídeo tenha todas as informações que o aluno precisa e conte com materiais complementares disponíveis para os interessados em aprofundar o conteúdo.

2 – Disponibilidade

Se optar por realizar a sala de aula invertida no próprio horário de aula, esteja à disposição dos alunos durante todo o tempo da prática, tirando dúvidas, fazendo atendimentos individuais ou abrindo exceções para pontuações coletivas. O mais importante é entender o ritmo dos alunos e ter sensibilidade para não interferir de mais ou de menos.

3 – Empatia

Ao planejar a aula e selecionar os recursos, procure se colocar no lugar dos diversos alunos da turma (você pode até eleger alguns, com perfis diferentes, como suas personas de trabalho). As informações estão claras o suficiente? Algum ponto pode deixar dúvida? É possível chegar à mesma conclusão por outros caminhos? Quais? É importante levar tudo isso em consideração para que a metodologia seja aplicada com eficácia.

4 – Recursos

Lembre-se de checar a conexão da internet da escola, uma vez que a maioria dos recursos para a sala de aula invertida está disponível on-line. Procure saber também sobre a qualidade do acesso que os alunos têm em casa antes de recomendar tarefas. Caso sua turma tenha dificuldades em acessar a internet, alternativas como livros, revistas, arquivos salvos em pen drive ou download prévio de vídeos podem funcionar.

5 – Colaboração

Uma maneira de estimular o aprendizado em pares é propor o estudo inicial em grupos ou uma etapa intermediária de trabalho com colegas. A ideia é que, antes de se certificarem sobre os conceitos corretos com o professor, os alunos discutam entre si suas conclusões e divergências de pensamentos, estimulando a análise crítica e capacidade de interpretação e argumentação.

A sala de aula invertida é só uma das modalidades de aprendizagem da Educação Híbrida. Quer saber mais sobre o assunto? Confira no Observatório especial sobre o tema.

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