Tecnologias e inclusão social: juntas pela educação do futuro

Coordenador do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o professor doutor Klaus Schlünzen Junior é especialista em temas como a formação de professores, o uso de ferramentas digitais na educação e de tecnologias da informação na comunicação. Além disso, é de autor do livro Aprendizagem Cultura e Tecnologia e co-autor de Inclusão Digital: tecendo redes afetivas-cognitivas.

Na 25a edição do Bett Educar, que aconteceu em maio de 2018 (saiba como foi), o professor Klaus falou aos educadores presentes sobre o emprego das tecnologias na construção de uma educação mais personalizada, atenta às diferenças de cada estudante e, consequentemente, na promoção de maior inclusão social nas instituições de ensino. Durante o evento, concedeu entrevista para o CER, confira:

1 – As novas tecnologias são responsáveis por uma mudança na forma de atuação dos professores. Qual é esse novo papel dos educadores em sala de aula?

Antes de tudo, nós professores precisamos entender que temos um novo cenário para a educação, novos espaços de aprendizagem. A tecnologia permite que o espaço do professor junto aos seus estudantes seja mapeado, dando acesso a novas informações. O professor deixa de ser um elemento que, até pouco tempo atrás, era um mero transmissor de informação, e passa a ser o profissional responsável por mediar todo o acesso do estudante à informação e o uso que ele faz dela.

Isso vai muito ao encontro de um espírito empreendedor. O educação empreendedora é privilegiada quando o professor sabe conduzir o estudante a buscar informação, a construir projetos e produtos.

2- Quais os desafios atuais para que os professores assumam, cada vez mais, esse novo papel?

O desafio, na universidade principalmente, é a formação dos professores, para que eles entendam que são líderes de empreendedorismo e inovação dentro da instituição de ensino. Nosso desafio é trabalhar a formação inicial e continuada a partir do conceito de um professor que usa as tecnologias e navega nesse novo ambiente de aprendizagem, composto por estudantes que têm outra expectativa: eles são nativos digitais, sabem onde buscar informação mas não sabem o que fazer com ela.

3 – Como a mentalidade empreendedora na educação pode beneficiar a inclusão social de alunos com algum tipo de deficiência?

Quando você trabalha com metodologias diferenciadas, coloca em prática modelos disruptivos, fora dos contextos tradicionais de educação. Dessa forma, o modelo empreendedor demanda uma nova forma de agir a cada projeto que o professor desenvolve com o estudante. Isso permite ao educador ter suas atitudes renovadas constantemente, construindo uma educação transformadora.

Por meio das metodologias e tecnologias, o professor tem que saber mediar as diferenças, potencialidades e capacidades de cada estudante.

4- E qual o benefício para os demais alunos? 

Muitas vezes, o maior ganho da inclusão social é para nós, da comunidade escolar. Por exemplo :magine um futuro profissional que consegue entender as diferenças, consegue ver que as pessoas não são iguais. Assim, os serviços que ele vai prestar no futuro, as tecnologias que vai desenvolver, tudo o que fizer terá como valor às diferenças.

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