Transformando a sala de aula em um local de inovação e criatividade

Segundo o livro The Experience Economy: Work Is Theatre & Every Business a Stage (Harvard Business School, 1999), depois da revolução agrária, industrial e de serviços, estamos vivendo a “economia da experiência”. Para os autores Joseph Pine e James H. Gilmore, ao contrário de serviços, que viraram commodities, a experiência é insubstituível, subjetiva e remete ao afeto, à emoção.

Esse conceito é aplicado também na educação, como Experience Learning. Aqui, a experiência é tão importante quanto o conteúdo no processo de aprendizagem, que deve ser criativo, interessante, colaborativo, divertido e focado na atitude empreendedora.

A escola de cursos livres Perestroika, que ensina inovação e criatividade àqueles que querem empreender, desenvolveu uma metodologia open source para disseminar e compartilhar a filosofia. A Experience Learning reúne “um método, um processo, um sistema, um fluxo bem organizado” que a Perestroika usa “como uma bússola na hora de montar o programa de um curso, uma aula, uma palestra ou qualquer outro formato ou dinâmica de aprendizagem”. O objetivo é “construir espaços de aprendizagem através da experiência”.

A metodologia é constituída de 23 pontos organizados em quatro grandes módulos: Conteúdo, ou seja, a profundidade com que ele é aplicado em sala de aula; Forma, o modo mais efetivo para passar este conteúdo e fazer com que ele seja aprendido realmente; Emocional, a importância da relação e interação social; e Estrutural, como o próprio nome já diz, a estrutura do curso.

Criada e reaplicada desde 2007, a Experience Learning faz com que os novos empreendimentos tenham “papel ativo como agente de transformação e estejam em sintonia com um novo protocolo de conduta social, empresarial e educacional”. Afinal, a educação, a sociedade e a economia estão mudando.

apresentar as diferenças entre o jeito de pensar do não empreendedor, do empreendedor tradicional e empreendedor contemporâneo”.TIAGO MATTOS

Essa filosofia de mudança é aplicada na prática pelos sócios da Perestroika e está no livro VLEF – Vai lá e faz: Coisas que aprendi planejando menos e fazendo mais, escrito por Tiago Mattos. O autor descreve que a intenção do livro é “apresentar as diferenças entre o jeito de pensar do não empreendedor, do empreendedor tradicional e empreendedor contemporâneo”. Ou seja, formas de teorizar menos e praticar mais.

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