Universidades de portas abertas para o mercado

Implantar uma educação empreendedora nas universidades depende da mudança de mentalidade da equipe de gestão, do corpo docente e dos alunos. Todos os envolvidos devem aceitar os novos modelos de aprendizagem e avaliação. Mas outro fator pode fazer toda a diferença: a abertura ao mercado. Abrir as portas da universidade a empresas pode enriquecer o ensino acadêmico, fazendo com que o empreendedorismo deixe de ser somente uma disciplina isolada e se aproxime das verdadeiras práticas empreendedoras.  

O primeiro passo é repensar o currículo acadêmico, incorporando disciplinas e atividades que preparem os alunos para os desafios reais vivenciados no mercado de trabalho. Os programas de estágio, por exemplo, podem se tornar mais estratégicos e alinhados ao aprendizado em sala de aula. Uma boa ideia é propor que o estagiário desenvolva um projeto final para a empresa empregadora em parceria com o professor ou um orientador.

O caminho inverso também é válido: convidar lideranças empresariais para colaborarem como mentores de projetos de alunos pode trazer benefícios para ambas as partes. A empresa se mantém mais próxima da efervescência de ideias e energia que a comunidade acadêmica naturalmente possui e os estudantes têm a oportunidade de colaborar em soluções que, de fato, serão implantadas nas organizações.

Criar programas de aceleração internos, fomentando a transformação de ideias dos alunos em negócios, é outra forma de incentivar o empreendedorismo. Se a iniciativa for realizada em parceria com startups e outros programas de aceleração, ainda melhor.

Allan Costa, consultor de negócios e mentor de startups, comenta a necessidade de transformação do ensino superior para que ele se torne mais empreendedor. Veja o vídeo:

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