As aulas de Projeto de Vida transformaram a vida dessa professora

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A BNCC estabeleceu 10 competências essenciais para a formação dos jovens. Elas devem ser aplicadas em todas as etapas do ensino, seguindo os padrões e a capacidade de cada turma. Em relação à Competência 6: Trabalho e Projeto de Vida, os professores trabalham orientando os estudantes a encontrar caminhos que estejam de acordo com o exercício da cidadania e suas prioridades.
Por mais que todas as ações criadas em sala sejam voltadas para que os estudantes possam gerir a própria vida, os processos também são transformadores para os educadores. É possível comprovar esse fato conhecendo um pouco mais a história da professora Carolina Lino, que conseguiu modificar a sua visão sobre educação e métodos de aprendizado.

O que é o Projeto de Vida?

A Competência 6: Trabalho e Projeto de Vida da BNCC apresenta o principal propósito de desenvolver algumas habilidades que fazem com que os estudantes comecem a pensar sobre seus objetivos de forma mais livre.
Os educadores responsáveis por aplicar atividades que trabalham essa questão devem entender e respeitar a diversidade existente em sala de aula. É necessário trazer pontos de reflexão a fim de que os estudantes consigam refletir sobre os seus desejos e também como eles podem colocar os seus planos em prática.
Dessa forma, eles vão desenvolver autoconfiança, organização, determinação e uma visão clara de mundo, do trabalho e como alguns aspectos dentro desse meio podem impactar a sociedade.
Por isso, a inclusão do Trabalho e Projeto de Vida nas instituições de ensino é essencial para formar jovens com direcionamentos que estejam de acordo com a sua realidade e vontade.

A história da professora Carolina Lino

Carolina Lino é uma professora da rede pública de ensino na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A sua formação universitária foi pautada em métodos tradicionais, em que o professor era a autoridade máxima dentro da sala de aula.
Sua vida profissional começou em 2005, como professora substituta no 6° ano de uma escola municipal da região. Ela continuou seguindo os métodos aprendidos durante a sua graduação, porém percebeu que eles não estavam trazendo os resultados esperados. Os estudantes acabaram desenvolvendo um sentimento de medo, e o aprendizado não mostrava sinais de crescimento.
Ela começou a perceber que esse padrão de ensino não era adequado quando lecionou na Escola Municipal Osvaldo Cruz, em Campo Grande. A instituição tinha um projeto chamado Traje (Travessia Educacional de Jovens Estudantes), cuja proposta era ajudar jovens de 15 a 17 anos afastados da escola a recuperar o tempo em que ficaram longe dos estudos.
No entanto, ela identificou que o projeto trabalhava muito além do ensino cognitivo, pois a escola também tinha a função de acolher os jovens, trazendo atividades que seriam úteis para inseri-los na sociedade. Foi então que a professora Carolina percebeu que o ensino deveria extrapolar a simples absorção de conteúdo, ou seja, era necessário também aplicar a aprendizagem afetiva.

A importância do Projeto de Vida para a professora Carolina Lino

A professora Carolina Lino teve o seu primeiro contato com o Projeto de Vida em 2017, quando recebeu a proposta para lecionar esse componente curricular. O trabalho era realizado em uma escola do Ensino Médio, e a educadora se viu diante de muitos questionamentos, e o principal dizia respeito ao próprio projeto de vida dela.
Foi durante a busca por essa resposta que ela notou que o Projeto de Vida ia muito além da definição profissional, e era preciso trabalhar as bases subjetivas da construção do ser humano. Ela compreendeu que, se ela não estivesse bem estruturada sobre a sua intencionalidade socioemocional, todo o trabalho com os estudantes não teria êxito.
Ela observou conseguiu também que os métodos aplicados deveriam abordar além dos muros da escola, respeitando a individualidade de cada um e trazendo discussões reflexivas que visavam encontrar respostas sobre si mesma.
“O primeiro ensinamento vem de dentro para fora, e acontece em nós mesmos, para depois chegar aos nossos estudantes. Se eu não acreditar e não estiver receptiva para essa nova proposta, não irei conquistar os meus estudantes para participarem e se entregarem a cada nova proposta e intencionalidade das competências socioemocionais trabalhadas antes, durante e depois das aulas,” afirma a professora Carolina Lino.

O autoconhecimento e a criação dos laços de confiança

Foi com base no autoconhecimento que a educadora conseguiu conduzir por quatro anos o Projeto de Vida na instituição. Ela descobriu que todo esse processo de se conhecer foi fundamental para que ela pudesse entender e ter uma visão mais sensível sobre os sonhos e as perspectivas de cada estudante.
Todas as fases do trabalho trouxeram transformações tanto para a sua vida quanto para a vida dos estudantes. Na oportunidade, foram criados laços de confiança e respeito, e Carolina cumpriu muito bem o seu papel como educadora e orientadora do Projeto de Vida.

Conheça o CER histórias

Conhecer histórias de educadores que conseguiram realizar transformações com a utilização de novos métodos de ensino ajuda bastante a incentivar a disseminação das mudanças educacionais necessárias.
A história da professora Carolina Lino foi essencial para demonstrar que, ao transformar a vida dos estudantes, é possível promover outras mudanças importantes na sociedade.
O CER histórias é um canal de comunicação que trabalha na divulgação de cases educacionais de sucesso. Aproveite para acessá-lo e se inspirar ainda mais com outras histórias que mostram os inúmeros caminhos que ainda são possíveis de ser explorados na educação.
Caso tenha uma história de sucesso, você também pode enviar ao CER histórias e contar um pouco sobre o seu projeto e como ele foi importante para os estudantes.
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