Cinco tendências que irão impactar a Educação Empreendedora

Blog Cinco tendências que irão impactar a Educação Empreendedora

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A Educação Empreendedora tem como princípio preparar as pessoas para a vida, seja pessoal, seja profissional. A ideia é que elas desenvolvam competências necessárias a fim de que se tornem capazes de pensar em seus projetos de vida, conhecer seus talentos e interesses. Assim, poderão identificar oportunidades e criar soluções que geram valor para si mesmas e para as pessoas à sua volta.
Por isso, a Educação Empreendedora deve andar alinhada com as tendências do mundo da tecnologia, inovação e do mercado de trabalho. Afinal, o propósito dela é fazer a diferença neste mundo, em constante transformação.
Neste post, vamos conhecer cinco tendências recentes que impactam a forma como o Empreendedorismo é vivenciado nas escolas e instituições de ensino. Confira!

1 Cultura Maker

Uma das tendências dos últimos anos que têm contribuído enormemente para o fortalecimento da Educação Empreendedora é a Cultura Maker. Maker é uma palavra do inglês que significa, literalmente, “fazedor”, ou seja, a pessoa que coloca as “mãos na massa”. Não é um conceito novo, ou seja, profissões como marceneiro, serralheiro ou artesão podem ser consideradas maker. Mas o que muda então?
Com a revolução tecnológica das últimas décadas, passamos por um longo período pensando em soluções digitais. No entanto, o movimento maker, considerado um movimento mundial, vem resgatando a importância do fazer como um dos pilares essenciais para o estímulo da criatividade e da inovação – e, consequentemente, para a Educação Empreendedora.
Com a popularização dos espaços Maker e FabLabs, estudantes ganham ferramentas e ambientes propícios para a criação e a experimentação, dando origem a ideias empreendedoras. Nesses locais, é possível unir teoria e prática, testando e prototipando soluções e visualizando melhor as próprias ideias para que elas possam sair do papel de forma viável e aplicável no mundo real.

2 Diversidade

A sociedade está, finalmente, mudando. Nos últimos tempos, discussões acerca da diversidade têm ganhado mais espaço na mídia e nas redes sociais. O ideal é que esses debates não sejam apenas tendências, ou algo passageiro. Mas de fato passem a fazer parte da pauta cotidiana da nossa sociedade, em busca de relações igualitárias de poder, remuneração, oportunidades e visibilidade.
Por isso, a diversidade pode e deve, cada vez mais, também pautar a Educação Empreendedora. Até porque, considerando que a Educação Empreendedora é, em sua essência, a resolução de problemas, ter um ambiente diverso é fundamental para que isso aconteça de maneira plena. Como resolver problemas de verdade se só uma perspectiva ou um ponto de vista privilegiado está sendo levado em conta? Se não há espaço para ouvir diferentes opiniões e considerar realidades distintas?
É importante que o olhar para as multiplicidades seja desenvolvido desde a educação básica, com o propósito de que a diversidade seja contemplada em toda iniciativa empreendedora. É preciso que a Educação Empreendedora pense cada vez mais em inclusão e diversidade. O Ecossistema de Startups, por exemplo, ainda é predominantemente do sexo masculino. Isso começa a mudar através das discussões e políticas públicas implantadas por cada país.

3 Modelos híbridos

Modelos híbridos de educação e trabalho são uma das tendências mais relevantes nos últimos tempos. Com a democratização da tecnologia e da qualidade de acesso à internet (embora ainda haja muitos desafios de acessibilidade, principalmente em países como o Brasil), nossa relação com os espaços físicos tem mudado. Não faz mais sentido ter a obrigatoriedade de estar presente em um escritório, em determinado horário, se você pode realizar as mesmas tarefas de forma mais otimizada e econômica (pense em todo o dinheiro e tempo perdido em deslocamentos, por exemplo) no conforto da sua casa.
Por outro lado, há momentos em que nada substitui a presença física, como em reuniões de brainstorming ou feedbacks de equipe. Assim, em vez de adotar somente os modelos remotos ou somente os modelos físicos, a sociedade tem caminhado a passos largos para modelos híbridos, em que o melhor do on-line e o melhor do off-line são combinados para gerar mais produtividade e bem-estar.
Como isso impacta a Educação Empreendedora? O hibridismo exige novas competências de todos nós: autonomia, autogestão, capacidade de navegar em diferentes ambientes, domínio das tecnologias, entre outras. Isso muda a forma como trabalhamos, estudamos e também consumimos, abrindo novas oportunidades para a criação de soluções pensadas nessa nova realidade.

4 Foco na resolução de problemas

Com a automação de tarefas operacionais, o mercado de trabalho busca profissionais mais capazes de ter senso crítico e de oportunidade. Não há mais espaço para a figura do “inventor”, que ficava sozinho em seu laboratório criando soluções. Agora, o que pauta as criações são as equipes e o mercado. Isso é muito importante não só para a economia, como também para pensar nas necessidades das cidades, como água potável e saneamento básico.
Profissionais que conseguem olhar para as comunidades e para a realidade em que vivem e enxergar oportunidades de melhoria são os profissionais do futuro, e a Educação Empreendedora deve ter o foco em desenvolver essas mesmas competências nos estudantes desde cedo: pensar como podem fazer a diferença no mundo, gerando valor por meio de um produto, serviço ou atitude.

5 Competências

Todas essas mudanças na sociedade e no mercado de trabalho que mencionamos acima têm liderado outra transformação importante: o foco em competências, em detrimento do acúmulo de informações. No mundo digitalizado, as empresas começam a valorizar mais o profissional que sabe colocar conhecimentos em prática, transitar em diferentes situações e que tem habilidades socioemocionais como empatia, resiliência e colaboração. O valor do profissional passa a estar mais em quem ele é e menos no que ele sabe. Até porque a informação nunca esteve tão disponível e podemos contar com a tecnologia para nos facilitar acesso a qualquer tipo de conteúdo à distância de um clique.
Isso impacta também a Educação e, claro, a Educação Empreendedora. No Brasil, o salto rumo à Educação Baseada em Competências está sendo dado com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece as 10 competências gerais para a formação básica dos estudantes. Muitas delas, fazem parte das competências empreendedoras ou têm interseção nelas .
Portanto, direcionar a Educação para o desenvolvimento de competências, colocando o estudante no centro do processo é uma tendência para a Educação como um todo que também deve ser observada pela Educação Empreendedora.
Para continuar se aprofundando no tema das competências, convidamos você a ler um post sobre isso. Nele, abordamos as competências gerais da BNCC e qual o impacto delas na formação dos jovens. Confira.
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