Como criar uma cultura da inovação na escola

Blog Como criar uma cultura da inovação na escola

11/01/2022
No cenário atual, muito se fala a respeito de tecnologias, avanços na ciência, um novo negócio que surge numa conversa descontraída entre amigos, empregos que deixarão de existir, os que surgirão, por exemplo, engenheiro de nanorobôs, roboticista, designer de órgão 3D, programador IOT.
Enfim, uma infinidade de novidades de que a geração Z terá de tomar conhecimento. Em 100 anos, o mundo desenvolveu-se muito rapidamente.
Exemplificando, com o surgimento do smartphone, é possível saber o que está acontecendo no mundo em tempo real, como também comprar algo que esteja há milhares de quilômetros de distância.
Isso é simplesmente fantástico, pois esse aparelho que cabe na palma das mãos tornou-se um divisor de águas na vida de cada um!
Diante desse contexto veloz, o ensino está sendo obrigado a sair da inércia do modelo tradicional, em que os alunos se encontram na condição de apenas espectadores de conteúdos, para serem protagonistas do próprio aprendizado, esse vinculado sobretudo à Educação Empreendedora.
Para isso, é preciso, porém, criar uma cultura de inovação escolar. Neste artigo, vamos ver como elaborar e implementar tal cultura no ambiente escolar.

Cultura de inovação no ambiente escolar

A cultura de inovação deve ser iniciada pelos gestores da escola. Estes a apresentarão aos coordenadores, aos professores e aos funcionários para que todos fiquem contextualizados. Depois do amadurecimento do tema em questão, esse pode ser levado à sala de aula.
A Educação Empreendedora, por sua vez, é um excelente alicerce a fim de que se crie uma cultura de inovação no ensino, inclusive dentro do ambiente escolar. Ela amplia os horizontes de expectativas do estudante, tornando-o protagonista da sua aprendizagem.
O estudante é incentivado a pensar e trazer soluções para a sala de aula que melhorem os processos escolares. Essa busca por alternativas cria o hábito de se fazer as perguntas certas para alcançar a origem do problema.
E as perguntas podem ser ferramentas eficientes para o desenvolvimento do raciocínio lógico e estratégico.
Veja este exemplo:
  • “Como posso diminuir o tempo no trânsito para chegar mais rápido na escola?
  • Posso usar um aplicativo de transporte e aproveitar o tempo de trânsito para estudar no celular ou notebook.
  • Mas, pegar um transporte de aplicativo todos os dias fica muito caro! Não vale a pena…
  • Existe alguma maneira do transporte ficar mais barato?
  • Sim, se eu compartilhar a viagem com outras pessoas. Mas, como vou saber quem vem para escola no mesmo horário que eu?
  • Poderíamos criar um grupo no whatsapp de compartilhamento de transporte? Assim, poderiam organizar as pessoas por região e saber quem poderia compartilhar o mesmo transporte.”
A reflexão sobre o problema, promovida pelas perguntas, foi o fio condutor para encontrar uma solução viável e barata, que atendesse a maioria.
A reflexão que houve perante essas perguntas, portanto, foi a criação de uma empresa de transportes no mundo, que não mantém carros, nem motoristas.
Por conseguinte, no contexto escolar, a união da inovação com o empreendedorismo têm a capacidade de criar novas vivências, ampliando o aprendizado dos estudantes e dos educadores.
Essas vivências abrangem desde a capacitação em novas tecnologias, até o desenvolvimento de novas habilidades socioemocionais como análise crítica, resolução de problemas, criatividade e autonomia, entre outras.
Abaixo, encontram-se algumas ações práticas que as escolas podem implementar para incentivar a cultura de inovação.

Práticas que podem ser implementadas para incentivar a cultura inovadora

  • engajar os colaboradores: como já foi mencionado neste artigo, a contextualização dessa temática tem que abranger todo o quadro educacional. É essencial realizar campanhas de conscientização para todos os integrantes da instituição, pois, somente assim, será criada uma cultura interna voltada para a inovação. Os gestores e professores precisam “comprar a ideia”, percebendo seus benefícios, para depois implementar nas salas de aula;
  • definir metas e planos de ação: uma mudança cultural é profunda e, por isso mesmo, leva tempo. É essencial que as instituições elaborem planos de ação com metas bem estabelecidas no curto, médio e longo prazo, para que as soluções inovadoras sejam implementadas. Os corpos docente e discente devem ser envolvidos e incentivados a participarem, abrindo canais de comunicação para serem feitas sugestões de mudanças e melhorias;
  • desenvolver a empatia na gestão: uma escola inovadora precisa ter a empatia como premissa básica, pois as mudanças deverão ser feitas de acordo com as necessidades do coletivo. A partir da identificação das necessidades, as inovações devem refletir o que a instituição precisa fazer para melhorar a experiência de aprendizado.
  • gamificação: a aplicação de jogos em salas de aula pode ser um excelente recurso para criar um ambiente inovador, através do desenvolvimento da criatividade dos estudantes. Jogos como o xadrez, por exemplo, que demandam raciocínio estratégico e trabalham a memória, entre outros.
Gil Giardelli, um dos difusores de conceitos e atividades ligados à inovação no Brasil, argumenta que o conceito de inovação é um “um tijolinho que a cada dia vamos construindo e montando”, pois, no ambiente escolar, o tema em questão se dá de forma semelhante por ser uma caminhada diária. Assim, todo o processo tem de ser repensado todos os dias.
Ele ainda aponta que o mercado está deixando aos poucos o trabalho repetitivo. Este será produzido cada vez mais por máquinas. Então, o ser humano será incumbido, sobretudo do trabalho intelectual, como criar robôs para o trabalho repetitivo, advindo da cultura industrial.
O processo de criação para o cenário futuro dos próximos anos é responsabilidade, especialmente, da escola!
Entre outras palavras, o autor, entusiasta da inovação, ressalta que:
“As nossas escolas têm a missão de cada dia despertar mais a curiosidade. Entender que a diferença é que a invenção é um ato de criatividade intelectual e uma atitude econômica. Ora precisamos de inventores, ora precisamos de inovadores, e, mais do que isso, de qualquer modo precisamos de curiosos neste novo mundo.”

E a sua escola, está pronta para criar essa cultura de inovação?

Se afirmativo, basta acessar a plataforma do CER Sebrae para conhecer eventos, projetos, metodologias, dentre outros, que versam sobre cultura de inovação e cultura empreendedora como estímulo para a sua escola.

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