Você sabe como funciona o ensino híbrido?

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O ensino híbrido ganhou destaque em março de 2020, logo no início da pandemia, quando as escolas se viram diante de um grande desafio, ou seja, manter o aprendizado mesmo a distância. Com os estudantes e os professores em casa, a tecnologia foi essencial para que o ensino não parasse.
Durante esse período, as instituições de ensino e os educadores tiveram queimplementar novas metodologias, fazendo com que tal modalidade de ensino se tornasse tendência para os próximos anos.
Mas o que é o ensino híbrido e como todos devem se preparar para o futuro da educação? Continue a leitura e entenda um pouco mais do conceito, conheça exemplos de escolas que já o adota e quais metodologias podem ser utilizadas.

O que é o ensino híbrido?

Entender o que é o ensino híbrido é compreender que a educação pode ser aplicada de modo eficiente de múltiplas formas. Ele é reconhecido como uma metodologia de ensino que tem como objetivo a junção de aulas presenciais e on-line.
Os estudantes terão a oportunidade de ter contato com ferramentas digitais consideradas ótimas fontes de desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para a sua formação. Mas é importante ressaltar que, para que o ensino híbrido consiga trazer resultados positivos, é preciso que as aulas presenciais e as atividades remotas sejam complementares, como considera, em nota técnica, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB):
“[…] o ensino híbrido é entendido como uma abordagem que utiliza e integra as várias tecnologias digitais, tanto nos momentos presenciais quanto nos remotos. Ou seja, há ensino híbrido considerando os momentos presenciais e há ensino híbrido considerando a integração entre presencial e remoto […].”
Outro ponto importante que define essa metodologia é o protagonismo do estudante, fazendo com que ele esteja no centro do processo de ensino-aprendizagem. Tudo isso abre espaço para a personalização do ensino, compreendendo e respeitando as diferenças e as prioridades de cada estudante.

Como implementar o ensino híbrido?

É fato que não se deve fazer uma mudança brusca nos modelos de ensino de uma instituição. É necessário analisar quais foram os resultados obtidos com base em ações feitas no ensino remoto durante a pandemia e então traçar objetivos por meio desses resultados.
Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional e também organizadora do livro Ensino Híbrido: Personalização e tecnologia na educação, também compreende que não se deve começar do zero. Para ela, é importante entender as bases do ensino remoto, compilar os resultados e a partir disso criar um ponto de partida para planejar as ações.
O uso de ferramentas digitais será indispensável na implementação. Desse modo, os professores devem estar por dentro dos recursos digitais disponíveis, identificando elementos que possam aprimorar o aprendizado e o desenvolvimento dos estudantes.
A utilização da BNCC também será uma ótima fonte para o planejamento. Ela apresenta as dez competências que precisam ser trabalhadas e desenvolvidas em cada ano escolar. Assim, é possível alinhar as metodologias preconizadas pela BNCC às aulas presenciais e remotas de forma que elas possam ser complementares.

Como é o ensino híbrido na prática?

Visando entender melhor os caminhos do planejamento e da implementação, é fundamental conhecer os tipos de metodologias que podem ser aplicadas e que vêm trazendo resultados positivos às escolas.
As opções são múltiplas e cabe a cada instituição encontrar aquelas que melhor se encaixem na realidade da escola. Abaixo estão alguns modelos, publicados na nota técnica do CIEB, que podem ser colocados em prática:
  • Sala de aula invertida
Esta é uma das metodologias ativas mais aplicadas. A ideia central é fazer com que os estudantes desenvolvam a busca ativa por conhecimento, e com isso cheguem à aula com o conteúdo visto e estudado.
Dessa forma, o professor terá o tempo presencial para orientar o aluno e tirar todas as dúvidas encontradas durante a busca pelo conhecimento, além da resolução de exercícios. O estudante terá autonomia para estudar, utilizando as ferramentas digitais. O comprometimento e o pensamento crítico são bastante desenvolvidos.
  • Laboratório rotacional
O laboratório rotacional é ideal para compreender como a turma se relaciona com os dois modelos de aprendizado: virtual e presencial. A turma é distribuída em dois grupos, em que o primeiro realiza as tarefas em sala de aula e junto ao professor. O segundo, em um ambiente virtual dentro ou fora da escola, com o auxílio de ferramentas digitais.
O objetivo é que os estudantes possam aprender de duas formas distintas, além de dar informações necessárias para que os professores entendam as dificuldades de cada membro da turma.
  • Rotação por estações
Neste modelo, os estudantes também serão dispostos em pequenos grupos que aprendem com base em estações de aprendizagem diferentes e complementares. O professor deve passar o conhecimento específico para cada turma, sistematizando o que foi aprendido no final.
Todos desenvolvem as mesmas atividades, porém em períodos diferentes, nos quais exercícios e dinâmicas remotas devem fazer parte do ensino. Isso fará com que a personalização do ensino aconteça, dando informações suficientes a fim de que o professor entenda o processo de aprendizagem de cada membro.
  • Modelo virtual aprimorado
O modelo virtual aprimorado é aquele em que os estudantes têm dias específicos para comparecerem à escola, onde realizam atividades com base no conhecimento adquirido no ambiente virtual.
O educador definirá o percurso do que será aprendido, direcionando e orientando os estudantes na busca pelo conhecimento. A turma terá que estipular os próprios horários de estudos, seguindo as fontes indicadas pelo professor.

Conheça o case da Escola pública Burnett Elementary, na Califórnia, Estados Unidos

A professora Alison Elizondo, da escola pública Burnett Elementary, na Califórnia, utiliza o ensino híbrido com os estudantes do 4º ano do ensino fundamental. Ela criou um programa chamado “We <3 2 Learn” ou “Nós amamos aprender”, em tradução livre.
Ela passou a utilizar algumas plataformas on-line que visam colocar os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado. Nesse contexto, ela planeja as aulas em cinco etapas de 25 minutos, fazendo uma rotação entre as atividades propostas.
As quatro primeiras etapas são focadas no aprimoramento do conteúdo, envolvendo busca ativa e resolução de problemas com base no que foi aprendido. Os estudantes também têm a oportunidade de aplicar na prática tudo o que assimilaram, aproximando da realidade de cada um e engajando cada vez mais a turma.
Por fim, eles fazem uma reflexão sobre tudo o que estudaram, levantando pontos de melhoria e também quais foram as principais dificuldades encontradas durante as etapas do programa. Assim, a professora tem informação suficiente para fornecer ajuda individualizada, encontrando meios de resolver algumas deficiências da aprendizagem.

CER histórias e o ensino híbrido

O CER também acredita que a junção do presencial e do remoto na aprendizagem pode ser uma ótima fonte de desenvolvimento das competências empreendedoras. Os estudantes têm mais autonomia, trabalham o autoconhecimento e ainda conseguem ter uma formação completa.
Por isso, é sempre indicado que os educadores busquem inspiração para a implementação de novas formas de ensinar. O CER histórias é ideal para conhecer cases de professores e escolas que sabem como é o ensino híbrido, conhecendo também como eles adequaram a metodologia à realidade da instituição.
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