Como incentivar a Educação Empreendedora na escola

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A educação do século XXI apresenta algumas demandas que fazem com que os educadores e os gestores tenham de buscar novos métodos de ensino e aprendizado. Diante disso, o incentivo à Educação Empreendedora na escola é vista como ponto fundamental para a formação completa dos jovens.
É por meio de um ensino empreendedor que o estudante consegue desenvolver as habilidades essenciais para a sua formação, fazendo com que ele fique preparado para o novo mercado de trabalho. Por isso, é de extrema importância que os gestores escolares consigam desenvolver métodos de incentivo ao empreendedorismo nas instituições.

Qual a importância do incentivo à Educação Empreendedora?

Partindo do ponto que o ensino empreendedor é o conjunto de práticas e métodos que visa também ao desenvolvimento completo do estudante, é possível entender que a sua presença nas escolas é indispensável.
Diferentemente do que muitos pensam, o empreendedorismo na escola não tem o objetivo de criar gestores de empresas ou cidadãos que tenham um bom conhecimento administrativo. Pois, por mais que esses pontos também sejam trabalhados, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais também fazem parte da Educação Empreendedora.
Os estudantes passam a ter uma visão mais ampla sobre o mundo, abrindo espaço para que a mente comece a trabalhar focada na criação de projetos que envolvam muito mais do que os ganhos financeiros. Assim, pode-se dizer que o ensino empreendedor consegue desenvolver múltiplas competências, otimizando o aprendizado e incentivando os estudantes a ter ações transformadoras e a ser donos das próprias escolhas.

O empreendedorismo está na BNCC?

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) apresenta dez competências essenciais que precisam estar presentes na formação dos estudantes. Elas são divididas por cada etapa do ensino, fazendo com que os jovens consigam terminar todas as etapas do aprendizado com uma visão mais elaborada sobre o mundo.
Em razão da sua exigência, é possível que os professores das instituições já estejam cientes das dez competências e buscando adaptações para o ensino. Desse modo, os gestores podem aproveitar este momento para mostrar como o empreendedorismo também está presente na BNCC, dando início às práticas de incentivo à Educação Empreendedora.
Para exemplificar, abaixo estão três competências presentes na Base Nacional Comum Curricular e que casam, perfeitamente, com as premissas do empreendedorismo no ensino:
Competência 2: exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências visando investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas).
Competência 10: agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Competência 3: argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, buscando formular e defender ideias que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbitos local, regional e global.
É possível perceber que a Educação Empreendedora está presente nas bases das competências citadas. Esse fato é uma porta de entrada para os gestores mostrarem aos professores a real necessidade de um empreendedorismo voltado à formação integral dos jovens.

Como implementar o empreendedorismo na escola?

O primeiro ponto a ser entendido é que o empreendedorismo na escola, de modo geral, não é possível ser aplicado caso a instituição ainda siga padrões tradicionais de ensino. Nesse caso, será necessário que as metodologias ativas façam com que os estudantes sejam protagonistas do próprio aprendizado e que se façam presentes nas aulas.
Quando os professores, os gestores e os próprios estudantes começarem a perceber os benefícios da Educação Empreendedora para a formação, o incentivo será natural e acontecerá por meio desses resultados.
Mas como implementar o empreendedorismo na escola?
A implementação ocorre com base na criação de projetos empreendedores que conseguem aliar os conhecimentos exigidos pela grade curricular ao desenvolvimento do protagonismo do estudante e das competências e habilidades essenciais para a formação.
Existem inúmeras metodologias ativas que podem ser utilizadas. O lado positivo dessa diversidade de métodos é que os gestores podem escolher aqueles que correspondem à realidade da instituição.
Abaixo estão dois exemplos de práticas que podem ser aplicadas e utilizadas como implementadoras do empreendedorismo na educação.

Cultura maker

As atividades escolares que envolvem a cultura maker estão crescendo no Brasil. O termo tem referência ao conceito “Faça você mesmo” ou “DIY”, então o estudante terá atividades que envolvem colocar a mão na massa para criar soluções para problemas internos da escola ou da comunidade em que ele vive.
Essas atividades são ótimas fontes de desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como autoconfiança, criatividade, senso crítico, liderança e empatia para trabalhar em equipe. Essas ações promovem também o aumento do engajamento escolar por parte dos estudantes, uma vez que os trabalhos são dinâmicos e ótimo para incentivar novas práticas que envolvem a Educação Empreendedora.

Design thinking

Esta metodologia ativa é utilizada para desenvolver algumas habilidades dos estudantes por meio da resolução de um problema proposto, sendo também conhecida como “aprendizagem investigativa”.
As atividades serão baseadas em: esboçar, prototipar, testar e experimentar alguns conceitos e ideais criados durante o planejamento e o reconhecimento do problema indicado pelo educador.
Os estudantes passam a ter uma nova visão sobre os problemas, ganham autonomia para buscar respostas para os questionamentos e ainda desenvolvem habilidades práticas de gestão na hora de resolver os problemas que envolvem a vida pessoal e profissional.

O CER e o incentivo à Educação Empreendedora

O CER desenvolve trabalho de incentivo à Educação Empreendedora na divulgação de conteúdos que mostram as novidades da educação e também os benefícios que o empreendedorismo traz para a vida dos jovens.
Visando exemplificar essa dedicação na disseminação da importância do empreendedorismo na escola, aproveite para ver um ótimo conteúdo complementar sobre a elaboração de um plano de aula para a Educação Empreendedora.
Ele é ideal para gestores e professores em busca de soluções adaptativas para incentivar e implementar novas metodologias na instituição.
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