Como montar um plano de aula para educação empreendedora?

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No contexto escolar atual, o processo de ensino-aprendizagem vem se modificando a cada dia. Dessa maneira, os estudantes, atrelados a uma vasta tecnologia informativa, estão cada vez mais exigentes em buscar soluções inovadoras para solucionar algum problema que encontrem no momento.
À vista disso, grande parte desses estudantes não espera a explicação do professor para aprender o conteúdo de uma disciplina. Nas próprias casas, por exemplo, eles pesquisam na internet e já vão para a sala de aula contextualizados com um determinado assunto.
Sob essa ótica, é impossível não se pensar em elaborar planos de aula voltados à Educação Empreendedora, que desenvolvam ainda mais a autonomia dos estudantes, preparando-os para as suas tomadas de decisão.
Por isso, neste artigo mostraremos como o professor pode montar um plano de aula focado em Educação Empreendedora, ajudando-o a colocar em prática no dia a dia da sala de aula.

Plano de aula para Educação Empreendedora no contexto atual

Planos de aula para a Educação empreendedora colaborarão para que os estudantes desenvolvam o próprio senso crítico. Diante desse prisma, essa criticidade gera autonomia e também trabalho colaborativo.
Segundo Luana Carulla, mestre em educação e coordenadora do Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sebrae, o empreendedorismo vai além da abertura de um próprio negócio. Ele visa ao desenvolvimento de competências socioemocionais necessárias para que os estudantes consigam lidar com os desafios de um mundo sujeito ao rápido avanço das novas tecnologias.
Por conseguinte, a reflexão deles para com o próprio aprendizado dará autonomia para que possam administrar seus projetos de vida.
Esse novo modelo de plano de aula, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), objetiva a inversão do papel do professor: o aluno se torna ativo nas tomadas de decisão, e o educador fica na qualidade de intermediador.
Entretanto, o professor não perderá seu papel de ministrador de sua disciplina, muito pelo contrário, ele arquitetará situações que induzirão o estudante à reflexão e ao engajamento.
Isto é, ao protagonismo para discernir suas escolhas, como analisa Tiago Eugênio, professor de pós-graduação de Metodologias Ativas do Instituto de Singularidades, em São Paulo (SP) e autor do livro Aula em Jogo: descomplicando a gamificação para educadores.

A gamificação é um exemplo de metodologia ativa

A metodologia ativa é interessante para o aprendizado do estudante porque diverge da metodologia tradicional em que ele apenas assistia às aulas de forma passiva com anotações no caderno. Nesse período, decorava-se o conteúdo com o propósito de fazer a prova, e, alguns dias depois, a maioria desses estudantes já não se lembrava mais da matéria que caíra no exame.
Diante desse contexto, elaborar planos de aula com metodologias ativas faz toda a diferença porque desafia o estudante a chegar num resultado, e este, por sua vez, não é simplesmente dado ao educando.
Corroborando com tal informação, uma dica prática é da professora de Língua Portuguesa, Giovana Picolo, da Escola Estadual de Ensino Médio São Paulo de Tarso, em Pinhal da Serra (RS), que aplicou a metodologia ativa ao ensinar orações subordinadas aos seus estudantes.
A professora, ao entrar na sala de aula, imediatamente lançou um desafio à turma: “Valendo mil reais. Qual é o tipo de oração subordinada que temos em “como acordei tarde, cheguei atrasada“? Letra a, conformativa; letra b, causal; letra c, comparativa… Tempo na tela. Sente-se o clima de tensão. Pode parecer o trecho do Show do Milhão”.
Neste prisma, ainda com a professora em pauta, vale ressaltar que o educador “pode formular e explorar jogos a favor da aprendizagem que busca atingir”, pois essa estratégia chama-se, portanto, gamificação.
E, nessa aula, a intenção dela foi aplicá-la para haver um aprendizado buscado pelo próprio estudante, e não apenas copiar a teoria do quadro. Assim, a aula fugia da monotonia e ainda existia uma competitividade entre eles, e, para quem acertasse, ganharia a recompensa de mil reais.
A gamificação, no entanto, diverge dos jogos tecnológicos e de tabuleiro porque estes trazem um resultado pronto e aquele é o próprio professor que o constrói visando prender a atenção do estudante, com a finalidade de obter deles as próprias conclusões de forma ativa.

Filmes também são importantes para constar nos planos de aula

Patrícia Liz, consultora especialista em Educação, menciona em uma live que, além da gamificação, dos jogos de tabuleiros e dos tecnológicos, os filmes de curta e longa metragem são importantes para serem explorados nos planos de aula atuais.
Esses filmes aguçam a criatividade do estudante e o estimulam, independentemente da série que ele esteja.
Dessa maneira, todos esses artifícios explanados no plano de aula voltado ao empreendedorismo elencam uma série de itens a serem trabalhados, tais como:
  1. argumentação
  2. autoconhecimento
  3. cidadania
  4. comportamento empreendedor
  5. comprometimento
  6. confiança e autonomia
  7. criatividade
  8. inovação
  9. empatia e cooperação
  10. empreendedorismo
  11. ética
  12. flexibilidade
  13. ideias e oportunidades
  14. resolução de problemas e desafios e
  15. educação econômica, financeira, dentre outras.
Diante dessa enumeração, verifica-se que a Educação Empreendedora, enquadrada no novo modelo do currículo da BNCC, norteia o conhecimento do estudante em relação ao conhecimento e ao pensamento científico / crítico / criativo.
Tudo isso é importante a fim de que o educando saiba atuar em equipe, apresentando toda uma exposição dialogada para com colegas e professores, trabalhando a empatia e a cooperação, seu autoconhecimento e também seu autocuidado.

A Educação Empreendedora aumenta, significativamente, as chances de o jovem ter sucesso na vida profissional

O atual currículo da BNCC, perante os planos de aula voltados ao empreendedorismo, requer que o estudante se capacite para viver uma nova realidade, em que a tomada de decisões tem que ser bem discernida, urgente e eficaz. Isso posto, é evidente que a criança de hoje, ao ingressar no ambiente escolar, precisa aprender a empreender. Entre outras palavras, ela sai da zona de conforto em que apenas aprende as disciplinas passivamente e se torna ativa com todo o seu poder de decisão.
Em função disso, o professor, contextualizado com essa nova maneira de ensinar, sobretudo com seus planos de aula adequados a essa nova realidade empreendedora, fará os aprendizes de hoje construírem o próprio senso crítico.
Assim, estarão prontos para enfrentar esse novo mercado de trabalho repleto de inúmeros obstáculos advindos dessa nova maneira de se viver.
Para se contextualizar com essa realidade empreendedora, com o novo currículo da BNCC e com planos de aula voltados à Educação Empreendedora, visite o portal do CER Sebrae.
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