Competências Empreendedoras e Socioemocionais: 4 dicas para trabalhar

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A Educação e o aprendizado devem andar paralelamente às mudanças sociais. Desse modo, exige-se que os padrões tradicionais de ensino sejam reformulados, implementando então metodologias que visam ao desenvolvimento de Competências Socioemocionais.
O aprendizado puramente cognitivo é importante, porém, não é suficiente para o fortalecimento das relações de afeto. É necessário também que os estudantes aprendam a lidar com suas emoções, sendo capazes de tomar decisões conscientes.
Mas quais caminhos as instituições e os educadores devem seguir para que essas competências possam ser desenvolvidas?
Para que esse desenvolvimento integral se concretize, é primordial que os professores estejam aptos a realizar adaptações aos conteúdos e às atividades ministradas em aula. É preciso estudo e conhecimento sobre as práticas que podem ser aplicadas.

O que são Competências Socioemocionais?

Sabe-se que o mercado de trabalho e a vida pessoal estão exigindo cada vez mais dos indivíduos. Antigamente, a qualificação e a capacitação acadêmicas eram suficientes para que os jovens pudessem ingressar no mercado de trabalho; porém, a realidade atual é outra.
O mercado está exigindo a formação de cidadãos que sejam aptos a lidar com as suas emoções, sendo capazes de guiar suas decisões pelos melhores caminhos. Nesse contexto, as Competências Socioemocionais são aquelas desenvolvidas valendo-se da Inteligência Emocional.
Elas contribuem para formar cidadãos com um senso social e coletivo ampliado, além de serem indispensáveis para o trabalho das Competências Empreendedoras. Todo esse conjunto de características ajudará a formar cidadãos íntegros e participativos nas ações que integram o avanço da sociedade.

Qual a relação com a BNCC?

A implementação da BNCC foi fundamental para que os currículos escolares começassem a priorizar o trabalho das Competências Socioemocionais. A Base Nacional Comum Curricular orienta que todas as instituições utilizem metodologias que desenvolvam tais competências.
As ações devem ser praticadas desde a educação infantil, permanecendo até o final da jornada educacional. Dessa maneira, é evidente que as grades curriculares devem ir além dos modelos tradicionais, tendo o compromisso de trabalhar as dimensões sociais e emocionais dos estudantes.
A BNCC apresenta Dez Competências gerais para o desenvolvimento dos estudantes, sendo que grande parte delas trabalha, mesmo que indiretamente, a Inteligência Emocional dos jovens. Dentre as Dez Competências, é possível citar quatro que trazem os aspectos sociais e emocionais em evidência. Vejamos:
  • Trabalho e projeto de vida
  • Autoconhecimento e autocuidado
  • Empatia e cooperação
  • Responsabilidade e cidadania
É perceptível que todas são baseadas na capacidade de pensar, sentir, decidir e agir. Desse modo, cada uma delas deve ser transformada em atividades que promovam a otimização dessas capacidades.

4 dicas para trabalhar as Competências Socioemocionais e Empreendedoras no ensino remoto

Por serem competências que envolvem as relações, ainda existe uma resistência quanto à confiança no desenvolvimento delas no ensino remoto. Entretanto, hoje em dia, há algumas metodologias que apresentam alta eficácia no Ensino a Distância (EAD).
Diante disso, há a possibilidade de trazer quatro dicas para trabalhar as Competências Socioemocionais e Empreendedoras no ensino remoto.

1.Utilização de redes sociais

As redes sociais são lugares para trabalhar as relações, fazendo com que a interação continue mesmo a distância. O professor pode aproveitar esse ambiente virtual com a intenção de criar outros caminhos de comunicação com a turma.
Os estudantes passam, então, a trabalhar a externalização dos sentimentos por meio de figurinhas, desenhos, emojis e gifs. Também é possível que as redes sejam locais de incentivo, isto é, o educador pode criar uma tarefa diária em que os estudantes tenham de alimentar a rede com mensagens positivas ao grupo.
Vale destacar que a abordagem nas redes sociais deve sempre ser monitorada, para evitar possíveis efeitos nocivos do excesso de uso desses canais de interação.

2. Gamificação

A Gamificação é uma das Metodologias Ativas que mais conseguem trazer resultados positivos para a aprendizagem. Por mais que ela seja bastante aplicada no ensino presencial, é viável fazer adaptação para o aprendizado a distância.
Existem muitos jogos que estão disponíveis para serem utilizados dentro de uma rede, na qual várias pessoas jogam ao mesmo tempo. O professor, por exemplo, pode buscar games que façam com que os membros da turma trabalhem em conjunto para atingir um objetivo.
No uso de jogos, também é importante que haja um acompanhamento para prevenir os efeitos do uso exagerado de telas por parte de crianças e jovens.

3. Uso de vídeos para aprimorar as aulas

Os vídeos são ótimos aliados no engajamento da turma e também podem ser utilizados para trabalhar as Competências Socioemocionais. Nesse caso, a atitude do professor é propor que os estudantes assistiam a alguns vídeos que abordam questões importantes da sociedade.
Feito isso, todos os membros da turma devem se manifestar na reunião on-line qual foi a sua visão sobre o que foi visto. O professor será o mediador dessa conversa, incentivando sempre o pensamento crítico da turma.

4. Desenvolvimento de projetos on-line

O mundo digital é grande e existem milhões de possibilidades para que um projeto seja desenvolvido on-line.
Uma boa alternativa para os professores seria, por exemplo, trabalhar em conjunto com os estudantes na criação de um blog educativo. Todo o processo de definição do nicho a ser trabalhado, da criação do site, incluindo a alimentação com conteúdo, fará com que a turma aprimore as habilidades do trabalho em grupo.
Além disso, a cooperação e a responsabilidade serão bastante exploradas. Os estudantes entenderão que, mesmo a distância, essas características devem ser priorizadas para o andamento dos projetos.

Competências Socioemocionais e Educação Empreendedora

A Educação Empreendedora tem papel fundamental no trabalho dessas competências, pois, além de trabalhar a formação emocional do indivíduo, ela evidencia a importância do uso das ferramentas digitais.
É imprescindível entender que o desenvolvimento de competências empreendedoras vai muito além do estudo financeiro e de negócios. Ele trabalha também o emocional e como os indivíduos podem desempenhar os melhores papéis dentro de um contexto social, no qual se criam ações que beneficiam o todo.
Partindo desse pensamento, é indiscutível que a Educação Empreendedora deve fazer parte do conjunto de ações que visam ao desenvolvimento das Competências Socioemocionais. Caberia às instituições e aos professores trazer as competências empreendedoras para a sala de aula. Essa união será a ponte para a criação de cidadãos autoconfiantes e com consciência social e emocional.
Conheça o case do Colégio Estadual Chico Anysio, em Andaraí (RJ). É indiscutível que a Educação Empreendedora pode ser considerada eficaz em todos os processos de desenvolvimento das Competências Socioemocionais e das Competências Empreendedoras.
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