Conheça 6 modelos de coensino

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Quem trabalha com educação sabe que a mudança no modelo de atuação dos professores é um dos passos fundamentais – e mais urgentes – para a transformação da aprendizagem. Seja com a utilização de metodologias como a sala de aula invertida, seja na atribuição de papéis mais parecidos aos de um mentor ou curador de conteúdo, novas experiências têm sido testadas pelas escolas em busca de uma educação mais inovadora e atual. Uma dessas estratégias é o coensino, ou ensino colaborativo.

Um dos modelos pedagógicos mais comuns no processo de inclusão de alunos com algum tipo de deficiência, a colaboração entre professores também tem muito a acrescentar ao ensino regular. Conheça, a seguir, seis formas de colocar o coensino em prática e as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Coensino: mais que divisão de tarefas, colaboração

Coensino é a prática de incluir, em uma mesma sala de aula, dois (ou mais professores), compartilhando não só as tarefas de instrução dos alunos, mas também as etapas de planejamento de aulas e avaliação dos discentes. Os dois profissionais têm responsabilidades iguais dentro desse modelo. Ele garante um ambiente mais inclusivo, uma vez que os estudantes conseguem receber atenção mais frequente e direcionada.

Dentre os muitos benefícios do coensino, destacam-se:

>> Maior interação entre aluno e professor.

>> Atendimento mais personalizado.

>> Aulas mais criativas e completas.

>> Acesso de alunos com deficiência ao conteúdo do currículo.

>> Divisão da carga de trabalho e das dinâmicas entre professores.

>> Espírito de colaboração e mentoria entre os profissionais.

Um desafio do coensino apontado pelo professor Sean Cassel, em artigo publicado no site Edutopia, é que grande parte dos professores a quem são atribuídas tarefas de coensino, na realidade, não têm experiência prévia com essa metodologia.

Seis formas de colocar o coensino em prática

Existem seis maneiras principais de implementar o coensino. Conheça, a seguir, quais são elas.

Um ensina, o outro observa

Enquanto um professor se encarrega do ensino em si, ou seja, da instrução aos alunos, o outro faz uma observação ativa do processo. Ele é responsável por fazer anotações em relação ao interesse e às dificuldades da turma e até às estratégias adotadas pelo colega. Tais dados podem ser usados para o planejamento de aulas mais completas e instigantes. Além disso ajudam no aprimoramento na atuação dos educadores, que assim conseguem debater com seus colegas e direcionar um olhar crítico às próprias práticas educacionais.

Essa é uma das formas mais rápidas de colocar o coensino em prática, já que não é necessário tempo de trabalho em equipe visando elaborar tarefas ou desenvolver o planejamento de aula. Mesmo sendo mais simples, a coleta de dados de forma estratégica é uma vantagem que justifica a tentativa.

Um ensina, o outro dá assistência

À medida que um professor lidera a aula, o segundo se movimenta pela sala de aula, ajudando os alunos que tiverem dúvidas ou precisarem de apoio nas atividades. Um dos maiores benefícios é conseguir ampliar a percepção acerca dos alunos, observando atentamente seus incômodos, distrações e ajudando-os de forma pontual em suas dificuldades.

Ensino paralelo

Este modelo de coensino requer um pouco mais de planejamento. Ele funciona da seguinte forma: distribui-se a turma em dois grupos, liderados por cada um dos professores, ambos ensinando o mesmo conteúdo, porém para um número reduzido de jovens. Isso faz com que os alunos se sintam mais próximos e consigam fazer mais perguntas.

Apesar de exigir mais dedicação durante o planejamento e demandar que os dois professores dominem o mesmo conteúdo, a estratégia é uma excelente aliada na hora de repassar conteúdos com grau de dificuldade mais elevado ou para gerenciar as turmas em momentos mais agitados ou de ansiedade.

Ensino alternativo

Como o próprio nome diz, o ensino alternativo provê uma instrução mais desacelerada ou especializada a um grupo pequeno de alunos. Seja por sua dificuldade no aprendizado, seja porque já dominam o conteúdo e têm interesse em aprofundar seus conhecimentos, acelerando o aprendizado.

Para que funcione bem, o segredo é criar uma dinâmica de forma que um grupo não interrompa ou distraia o outro. Outro ponto de atenção é garantir o alinhamento entre os planejamentos de aula. Isso é importante para garatnir que nenhum grupo deixe de ter acesso a informações importantes.

Ensino por estações

Neste modelo, cada professor se encarrega de uma parte do conteúdo. Os alunos transitam entre uma estação e outra buscando ter acesso ao conteúdo completo. O formato permite que o profissional repasse o conhecimento de forma mais profunda e especializada, focando nos conhecimentos que consideram seus pontos fortes. É possível ainda trabalhar com mais de duas estações, quer incluindo a figura de um terceiro professor, quer permitindo que o aluno trabalhe individualmente e sozinho na resolução de problemas relacionados aos temas.

Ensino em equipe

Talvez a ‘cereja do bolo’ quando o assunto é coensino, o modelo de ensino em equipe é totalmente colaborativo e compartilhado. Os dois professores dividem as tarefas de planejamento, instrução e avaliação. Como em um verdadeiro pas-de-deux, os educadores devem estar extremamente alinhados e de acordo no que diz respeito ao momento certo de ‘passar a bola’ para o colega.

O método pode ser usado também por professores de disciplinas distintas, como Física e Química ou Literatura e História, por exemplo, em que cada um tem uma perspectiva diferente sobre o mesmo assunto. Seja qual for o caso, é indispensável que os profissionais tenham grande sintonia, não só na forma de planejar e lecionar as aulas, como no próprio relacionamento entre eles.

Pronto para colocar um desses modelos de coensino em prática? Descubra também os benefícios de incentivar os alunos a se tornarem professores e a aprenderem ensinando.

 

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