O impacto da Educação Empreendedora para o desenvolvimento das nações

Blog O impacto da Educação Empreendedora para o desenvolvimento das nações

16/07/2021
Desde a Antiguidade, a Educação contribui com o desenvolvimento da sociedade. Afinal, é por meio da educação que a população encontra meios e recursos necessários para criar e desenvolver tecnologias que contribuam com o progresso da civilização.
Com o passar dos anos, a educação evoluiu conforme o meio na qual estava inserida. Com a chegada do século XXI, a educação passa por novo processo e começa a abarcar o desenvolvimento de competências empreendedoras.
Dessa forma, as escolas se tornam responsáveis por formar cidadãos autônomos, seguros e capacitados para lidar com os desafios no ambiente de trabalho e em casa, gerando oportunidades de crescimento e contribuição econômica, social e emocional à comunidade em que moram.
Sendo assim, a Educação Empreendedora coloca o jovem como protagonista na tomada de decisões e tem a função de contribuir para que ele se torne um ser humano ético, responsável, proativo, inovador e um solucionador de problemas.
Durante a leitura, você vai entender a importância da Educação Empreendedora na vida do estudante e como ela contribui com o desenvolvimento progressivo da sociedade.
Boa Leitura!

Como surgiu a Educação Empreendedora

A Educação Empreendedora surge a partir da necessidade de contribuir para a formação de cidadãos mais autônomos, que vão em busca de seus interesses e, também, para minimizar a evasão escolar. De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 29,2% dos adolescentes abandonam a escola por falta de interesse.
Dessa forma, a Educação Empreendedora nasce com o objetivo de desenvolver conhecimento comportamental, social e emocional nos estudantes, gerando independência para desenvolverem seus projetos de vida, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional.
Em outras palavras, a Educação Empreendedora ensina o estudante a ter pensamento crítico, sabendo questionar e pesquisar soluções que contribuam com o progresso dele e da comunidade. O objetivo é permitir que ele tenha autoconhecimento e saiba quais são suas habilidades naturais e limitações, tendo a oportunidade de desenvolver novas competências de acordo com o seu objetivo de vida.
E mais: é possibilitar que o estudante enxergue em si, e também no outro, oportunidades de crescimento, trabalhando em equipe e testando todas as opções disponíveis em prol de um bem maior: o desenvolvimento da sociedade.
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os professores encontrarão quatro competências específicas relacionadas ao desenvolvimento da atitude empreendedora nos jovens e nos adolescentes:
  • Pensamento Científico, Crítico e Criativo
  • Trabalho e Projeto de Vida
  • Argumentação
  • Responsabilidade e Cidadania
Além disso, ao chegar ao ensino médio, o estudante terá a oportunidade de colocar em prática todas as competências desenvolvidas ao longo dos anos da Educação Básica, por intermédio do eixo estruturante do Empreendedorismo e assim, por meio de projetos, poderá desenvolver ações que auxiliem a comunidade onde mora.
Assim sendo, a Educação Empreendedora permite que o jovem aprenda a fazer praticando, ‘colocando a mão na massa’, ou seja, ela diz respeito ao ‘saber fazer’.

A Educação Empreendedora e o desenvolvimento da comunidade

Para fortalecer atitudes empreendedoras nos estudantes, é fundamental que a escola traga desafios da própria comunidade para a Educação Básica, isto é, incentive ações que beneficiem o desenvolvimento daquela região. Assim, o jovem se sente parte de um grupo e responsável pelo desenvolvimento da sua escola, do seu bairro, da sua cidade  e, inclusive, do seu país.
São inúmeras as ações que a escola pode fazer com os estudantes, dentre elas: coleta seletiva e reciclagem, horta ou biblioteca comunitária, feira sustentável, debates e, até mesmo, assembleias para a cobrança de políticas públicas.
No Paraná, a Escola Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, com o auxílio do Sebrae, criou uma horta hidropônica por meio do projeto ‘Meio Ambiente e Sustentabilidade’, em conjunto com os alunos dos 6.º e 7.º ano. A professora Sarita Maria Pieroli relata que, em todas as fases, o projeto considerou o aprendizado e o desenvolvimento das atitudes empreendedoras.
A professora explica que a divulgação foi feita em sala de aula e resultou na inscrição de 90 estudantes. Em seguida, todos se reuniram e fizeram reuniões para compreender qual o nível de entendimento deles sobre Empreendedorismo Social. Sarita revela que ficou impressionada com o engajamento e as referências que os estudantes trouxeram sobre o assunto.
Após alguns debates, foi feito um Plano de Ação, em que as datas dos encontros foram estipuladas, sendo que no primeiro os participantes fizeram cartazes, mural de avaliação, mural das expectativas e o mural da amizade.
A professora conta que o projeto despertou o interesse dos jovens: “Os encontros eram aguardados com muita expectativa. Quando havia algum feriado no dia do encontro, eu sentia a frustração do grupo. Nessas atividades, encontrei a alternativa que buscava para atrair o interesse dos jovens. Nada de notas, apenas a vontade de participar de algo prazeroso, de ouvir os alunos e de saber quais eram suas expectativas”.
O projeto contou com seis etapas desde o seu planejamento, criação e validação, tendo como objetivo ensinar aos estudantes a importância de preservar a natureza, tornando-se responsável por ela. Além disso, a iniciativa buscou:
  • Incentivar o uso sustentável dos recursos naturais
  • Contribuir com soluções para questões ambientais
  • Estimular a conscientização
  • Expor as agressões causadas pelo homem contra a natureza
  • Ensinar valores, como respeito e cuidado com o meio ambiente, e minimizar a criação de lixo
  • Incentivar a coleta seletiva e reciclagem
  • Identificar quais ações o aluno faz e que podem ferir a natureza
  • Contribuir com a qualidade de vida de todos os seres vivos
  • Incentivar o uso adequado de matérias-primas
Ao final do projeto, Sarita revelou o efeito que a  Educação Empreendedora teve sobre os estudantes: “A Educação Empreendedora incentivou os alunos a buscar o autoconhecimento e novas aprendizagens, além do espírito de coletividade. Atuou também como transformadora, incentivando-os à quebra de paradigmas e ao desenvolvimento das habilidades e dos comportamentos empreendedores”.
Dessa maneira, é possível perceber que desenvolver as competências empreendedoras em sala de aula é dar oportunidade aos estudantes de ser protagonistas de sua história, ou seja, proporciona liberdade para traçar um objetivo e mudá-lo quando necessário, com embasamento, planejamento e inteligência emocional.
Ademais, a Educação Empreendedora contribui para transformar jovem em um cidadão capaz de apresentar soluções criativas e que dialoguem com o seu meio social de forma plena e eficaz.

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