O impacto da Educação Empreendedora para o desenvolvimento das nações

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Desde a Antiguidade a Educação contribui com o desenvolvimento das nações. Afinal, é por meio da educação que a população encontra meios e recursos necessários para criar e desenvolver tecnologias que contribuam com o progresso da civilização.
Com o passar dos anos, a educação evoluiu conforme o meio na qual estava inserida. Com a chegada das competências do século XXI, a educação passa por novo processo e começa a ser empreendedora.
Dessa forma, as escolas se tornam responsáveis em desenvolver cidadãos autônomos, seguros e capacitados para lidar com os desafios no ambiente de trabalho e em casa, gerando oportunidades de crescimento e contribuição econômica, social e emocional à comunidade em que mora.
Sendo assim, a Educação Empreendedora coloca o jovem no centro de todas as decisões e tem a função de torná-lo um ser humano ético, responsável, proativo, inovador, um solucionador de problemas, e, principalmente, um líder.
Durante a leitura, você vai entender a importância da Educação Empreendedora na vida do aluno e como ela contribui com o desenvolvimento progressivo da sociedade.
Boa Leitura!

Como surgiu a Educação Empreendedora

A Educação Empreendedora surge a partir da necessidade em contribuir com uma sociedade mais autônoma que vai em busca de seus interesses e, principalmente, para minimizar a evasão escolar. De acordo com o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 29,2% dos adolescentes abandonam a escola por falta de interesse.
Dessa forma, a Educação Empreendedora nasce com o objetivo de desenvolver conhecimento comportamental, social e emocional nos estudantes, gerando independência ao direcionar a própria vida, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional.
Ou seja, a Educação Empreendedora ensina o aluno a ter pensamento crítico, sabendo questionar e pesquisar soluções que contribuam com o progresso dele e da comunidade. É permitir que ele tenha autoconhecimento e saiba quais suas habilidades naturais e limitações, tendo a oportunidade de desenvolver novas competências de acordo com o seu objetivo de vida.
E mais: é possibilitar que o estudante enxergue em si, e também no outro, oportunidades de crescimento, trabalhando em equipe e testando todas as opções disponíveis em prol de um bem maior: o desenvolvimento da sociedade.
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os professores encontrarão quatro competências específicas com a função de desenvolver a atitude empreendedora nos jovens e nos adolescentes:
  • Pensamento Científico, Crítico e Criativo
  • Trabalho e Projeto de Vida
  • Argumentação
  • Responsabilidade e Cidadania
Além disso, ao chegar no ensino médio, o aluno terá a oportunidade de colocar em prática todas as habilidades desenvolvidas ao longo dos anos da Educação Básica, por intermédio do eixo estruturante, do Empreendedorismo, e assim, por meio de projetos, desenvolver ações que auxiliem a comunidade onde mora.
Assim sendo, a Educação Empreendedora permite que o aluno aprenda a fazer, praticando, ‘colocando a mão na massa’, ou seja, diz respeito à habilidade do ‘saber fazer’.

A Educação Empreendedora e o desenvolvimento das nações

Para fortalecer atitudes empreendedoras nos alunos, é fundamental que a escola traga desafios da própria comunidade para a Educação Básica, isto é, incentive ações que beneficiem o desenvolvimento daquela região. Assim, o aluno se sente parte de um grupo e responsável pelo desenvolvimento da sua escola, do seu bairro, da sua cidade, e, inclusive, do seu país.
São inúmeras as ações que a escola pode fazer com os alunos, dentre elas: coleta seletiva e reciclagem, horta ou biblioteca comunitária, feira sustentável, debates e até mesmo assembleias para a cobrança de políticas públicas.
No Paraná, a Escola Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, com o auxílio do Sebrae, criou uma horta hidropônica por meio do projeto ‘Meio Ambiente e Sustentabilidade’, em conjunto com os alunos dos 6.º e 7.º ano. A professora Sarita Maria Pieroli relata que, em todo o momento, o projeto considerou o aprendizado e o desenvolvimento das atitudes empreendedoras.
A professora explica que a divulgação foi feita em sala de aula e resultou na inscrição de 90 estudantes. Em seguida, todos se reuniram e fizeram reuniões para compreender qual o nível de entendimento dos alunos sobre Empreendedorismo Social. Sarita revela que ficou impressionada com o engajamento e as referências que eles trouxeram sobre o assunto.
Após alguns debates, foi feito um Plano de Ação, em que as datas dos encontros foram estipuladas, sendo que no primeiro os participantes fizeram cartazes, mural de avaliação, mural das expectativas e o mural da amizade.
Sarita conta que o projeto despertou o interesse dos alunos: Os encontros eram aguardados com muita expectativa. Quando havia algum feriado no dia do encontro, eu sentia a frustração do grupo. Nessas atividades, encontrei a alternativa que buscava para atrair o interesse dos jovens. Nada de notas, apenas a vontade de participar de algo prazeroso, de ouvir os alunos e de saber quais eram suas expectativas”.
O projeto contou com seis etapas desde o seu planejamento, criação e validação, tendo como objetivo:
Ensinar aos alunos a importância de preservar a natureza, tornando-se responsável por ela
  • Incentivar o uso sustentável dos recursos naturais
  • Contribuir com soluções para questões ambientais
  • Estimular a conscientização
  • Expor as agressões causadas pelo homem contra a natureza
  • Ensinar valores, como respeito e cuidado com o meio ambiente, e minimizar a criação de lixo
  • Incentivar a coleta seletiva e reciclagem
  • Identificar quais ações o aluno faz e que podem ferir a natureza
  • Contribuir com a qualidade de vida de todos os seres vivos
  • Incentivar o uso adequado de matérias-primas
Ao final do projeto, Sarita revelou o que a Educação Empreendedora fez aos alunos: “A Educação Empreendedora incentivou os alunos a buscar o autoconhecimento e novas aprendizagens, além do espírito de coletividade. Atuou também como transformadora, incentivando-os à quebra de paradigmas e ao desenvolvimento das habilidades e dos comportamentos empreendedores”.
Dessa maneira, é possível perceber que desenvolver o Empreendedorismo em sala de aula é dar oportunidade aos alunos de serem protagonistas de sua história, ou seja, liberdade para traçar um objetivo e mudá-lo quando necessário, com embasamento, planejamento e inteligência emocional.
Ademais, a Educação Empreendedora é responsável por transformar o aluno em um cidadão capaz de apresentar soluções criativas e que dialogue com o seu meio social de forma plena e eficaz.
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