Desafios do ensino no Brasil e a Educação Empreendedora

Blog Desafios do ensino no Brasil e a Educação Empreendedora

Compartilhe este conteúdo
Segundo os dados estatísticos mais recentes da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil ocupa o 56º lugar dentre 65 países em relação à Educação Empreendedora.
Essa posição, embora não pareça tão distante, evidencia, em termos práticos, que grande parte dos jovens do país desconhece a Educação Empreendedora. E, diante desse contexto, a educação em questão se torna cada vez mais desafiadora por causa das expressivas transformações que o mundo atual exige a cada dia.
Tal exigência obriga o ensino brasileiro a se adequar ao novo paradigma referente a essa educação. Isso posto, o mercado de trabalho necessita de jovens que saibam lidar com inúmeros acontecimentos ao mesmo tempo.
Dessa forma, a Educação Empreendedora prepara o jovem para atender a essa importante demanda que a vida moderna exige, sempre trabalhando a inovação e a criação para atender às exigências atuais.
Mesmo sendo um grande desafio para o ensino brasileiro, as escolas estão, cada vez mais, adequando-se a esse novo sistema de ensino. A ideia é tirar o estudante da condição passiva de aprendizado e torná-lo protagonista de sua história, baseada nas suas competências emocionais e comportamentais.

A Educação Empreendedora no presente cenário brasileiro

De acordo com o CER Sebrae, referência em Educação Empreendedora no Brasil, muitas escolas estão se ajustando a esse modelo. Além disso, reconhecem que não basta apenas ensinar dentro dos parâmetros da educação tradicional, em que o estudante sai da escola apto a profissões de técnicas repetitivas, decorrentes da Revolução Industrial.
As profissões advindas da fase da Revolução Industrial estão perdendo cada vez mais espaço para as novas habilidades interpessoais, as chamadas Soft Skills. Assim, o cenário atual necessita de jovens empreendedores que saiam da escola capazes de conduzir a própria vida, respaldando-se nessas habilidades interpessoais para serem empreendedores de sucesso.
Dessa forma, com essas habilidades, os indivíduos tornam-se mais flexíveis e aptos a entender as mudanças e se adaptarem mais facilmente aos novos cenários que se desenham no ambiente corporativo. Esse ambiente, portanto, exige muito equilíbrio para lidar com os antagonismos da presente sociedade.
Mas existe atualmente desafios para aplicação da Educação Empreendedora pela falta de entendimento que o ensino do empreendedorismo pode conectar com projetos educacionais.
Contudo, mesmo com obstáculos, o crescimento do ensino empreendedor está aumentando paulatinamente. Posto isso, o objetivo empreendedor é ampliar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica mediante ações de assistência técnica e financeira.
Logo, os indicadores mostram que 50% dos especialistas em empreendedorismo mencionam que a educação e a capacitação são o alicerce para melhorar as possibilidades de empreender no país.
No entanto, quando os jovens adquirem as habilidades mencionadas nesse contexto empreendedor, ao sair da escola encontram dificuldades burocráticas para iniciar o próprio negócio. Diante dessa conjuntura, as leis da União devem ser reeditadas para que facilitem a abertura de novos empreendimentos.
Nenhum outro país, no entanto, apresenta tanta facilidade em dar início ao negócio próprio como a China. O país incentiva os jovens ao empreendedorismo, desde a Educação Básica até os anos finais do Ensino Superior.
Logo, eles saem preparados para administrar a própria vida com ideias enriquecedoras, que, sem sombra de dúvida, alavancam a economia do país.
Esse modelo, como é comprovado, pode ser um norte ao Brasil, porque, além de terem um leque de oportunidades de desenvolvimento, os jovens trarão lucro também ao país. Portanto, não deve haver barreiras de entrada para a abertura do próprio negócio. Pelo contrário, deve haver facilidades para estimular essa nova cultura de empreendedorismo na nação.

Escolas e cursos voltados ao empreendedorismo no Brasil

Mesmo diante dos desafios da Educação Empreendedora no Brasil, escolas e cursos baseados em metodologias ativas e em empreendedorismo instigam o estudante a uma dinâmica, que, conforme o Cer Sebrae:
“provoca o estudante a construir o conhecimento de forma participativa e autônoma. O que traz benefícios como aumento do interesse e engajamento no conteúdo”.
Esses estudantes precisam, porém, do auxílio de professores com mente empreendedora para esse tipo de engajamento. Ou seja, é importante que o educador se desvencilhe do ensino tradicional e assuma esse novo paradigma que se exige atualmente.
Só para ter uma ideia, as escolas, principalmente as do Ensino Médio, executam os projetos de Empreendedorismo na Sala de Aula. Tais projetos estão fazendo grande diferença na vida dos estudantes que sonham em ter o próprio negócio. Em vista disso, versam o autoconhecimento, a definição do negócio, a entrevista de emprego até o planejamento de um empreendimento.
Nessa fase, o empreendedorismo na vida dos educandos é fundamental porque propicia a eles escaparem daquela metodologia do ensino tradicional, que os deixa desmotivados pela falta principalmente da interação entre eles e os professores.
Com isso, o desafio da Educação Empreendedora desperta para uma metodologia mais ousada, em que os estudantes participam ativamente das aulas com opiniões pertinentes a um determinado assunto, tendo em vista o conhecimento de mundo que carregam.
Por conseguinte, isso torna o ambiente mais interativo, com ampla variedade de assuntos e trocas de experiências motivadoras e fundamentais para a própria construção pessoal.
Diante disso, vale ressaltar que, para haver essas trocas de experiências, o professor deve assumir uma postura de igual para igual. Um bom exemplo a mencionar para esse intercâmbio de ideias em sala de aula é sentar-se em círculos a fim de que todos estejam no mesmo nível.
A Educação Empreendedora, ministrada no Ensino Médio, portanto, norteia os jovens para que eles se tornem empreendedores de sucesso, engajando-se nesse novo ambiente repleto de tecnologia, o qual requer uma sociedade cada vez mais exigente, que seja capaz de discernir, de maneira coerente, várias decisões simultaneamente.

Capacitação empreendedora

É importante mencionar que, em alguns países, há o estímulo da colaboração entre escolas e empresas e da criação de pequenos negócios para estudantes.
O Brasil, logo, é um deles. O Sebrae mantém diversos cursos de Educação Empreendedora, que abrangem o ensino formal com início no Ensino Fundamental até o Ensino Superior.
Desse modo, Rafael Gregório, analista de Educação Empreendedora do Sebrae/MG, é um grande incentivador dessa educação.
Numa entrevista, Gregório menciona que já tinha o comportamento empreendedor, que o envolvia, implicando mudanças coletivas. Esse foi, assim, o estímulo inicial para que ele ingressasse no contexto empreendedor, cuja atitude veio por uma oportunidade do Sebrae.
E, hoje, como analista no Sebrae, Rafael se encantou com a Educação Empreendedora por ser uma arma contra o empoderamento coletivo.
A fim de que você se aprofunde mais no tema deste artigo e se capacite com esse novo paradigma empreendedor, fica o convite para conhecer os desafios da Educação Empreendedora e o porquê de sua importância. Acesse agora a plataforma Cer Sebrae.
Compartilhe este conteúdo

Assine a Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades