Educadores do futuro: veja as tendências e como se preparar

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As dinâmicas sociais e profissionais estão mudando. A tecnologia está fazendo parte de quase todos os setores, trazendo transformações drásticas e exigindo adaptações. A educação caminha lado a lado a esse avanço, dando sinais claros sobre as características do professor do futuro.
A inclusão de novas metodologias e o uso da tecnologia no aprendizado fazem com que os educadores tenham de passar por processos de atualização a fim de acompanhar essas mudanças. Mas será que os professores estão preparados para todas as transformações de carreira que estão por vir?
É preciso estudo e entendimento sobre a importância das atualização educacional para que os novos modelos de ensino possam ser aplicados com eficiência.

Quais são as principais tendências da educação?

Uma tendência surge com base em comportamentos do presente que demonstram sinais sutis de mudanças. Desse modo, é possível identificar alguns pontos no presente que podem ser considerados bases para a educação do futuro.
O crescente uso e avanço da tecnologia fez com que a visão sobre ela fosse modificada. Hoje em dia, os recursos digitais já começaram a ser vistos como impulsionadores do aprendizado. Muitas escolas estão aplicando metodologias que necessitam do uso de ferramentas digitais.
Além disso, a lógica do ensino está mudando. Os educadores estão tendo de modificar o seu papel central no aprendizado, dando lugar à centralização do estudante.
Assim, é possível prever que as tendências educacionais serão pautadas no aumento do uso da tecnologia e na personalização do ensino, tendo como objetivo a formação integral do estudante.
As mudanças serão repletas de desafios, mas os resultados das modificações do presente já demonstram que a educação será transformadora.

Qual é o perfil do educador do futuro?

Partindo do contexto de uma educação mais tecnológica e voltada também ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, o professor do futuro também precisa trabalhar características que serão posteriormente passadas às turmas.
A criatividade, a comunicação, a escuta ativa e o pensamento crítico, por exemplo, devem estar bem consolidados no dia a dia do docente. Valendo-se desse desenvolvimento, o educador passa a ter uma visão mais sensível sobre cada estudante, tendo material suficiente para explorar o processo de aprendizagem integral.
Além disso, o professor deve trabalhar o cultivo do afeto, o acolhimento da diversidade e ter uma visão multidimensional, enxergando todas as dimensões do estudante ao longo da vida escolar. Com essas habilidades, ele estará preparado para enfrentar os desafios de uma educação cada vez mais inovadora.
“A criança é racional, mas também é emoção e valores. Quando o docente trabalha de maneira afetiva, colaborativa, com empatia e reflexão, ele estimula nela o desejo de criar significados”, afirmou Miguel Thompson.

Como o professor deve se preparar?

O preparo começa com o entendimento sobre as novas funções exercidas pelos docentes. Muitos professores acreditam que não tiveram preparo completo durante a graduação para enfrentar os novos desafios educacionais, como aponta a pesquisa Profissão Docente, realizada em 2018 pelo “Todos pela Educação”.
De acordo com os dados levantados, cerca de 71% dos professores acreditam que a sua formação inicial tenha sido insuficiente. Diante disso, fica evidente que o estudo e a busca por atualização devem fazer parte do cotidiano dos professores.
Tal aprofundamento em novas metodologias e técnicas de ensino fará com que eles consigam conciliar a teoria aprendida à nova prática que vem sendo aplicada. Posteriormente à imersão nos novos modelos educacionais, o educador deve seguir desenvolvendo as habilidades que serão transferidas aos estudantes durante o aprendizado.
Por fim, é preciso também mudar a visão sobre a tecnologia, conhecendo as inúmeras possibilidades que elas proporcionam à educação. Como é possível perceber, a educação está em constante mudança; então o professor deve ter em mente que as adaptações e as atualizações acontecerão, praticamente, em toda a sua jornada profissional.
Neste contexto, o Termo de Referência em Educação Empreendedora, lançado pelo Sebrae em 2020, traz uma estimativa do que esperar para os próximos anos no quesito “desenvolvimento de novas tecnologias”, como inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, biotecnologia, engenharia espacial, dentre outras.
O documento pode ser um excelente guia para fundamentar o planejamento, a aplicação e as melhorias de ações de Educação Empreendedora, apoiadas pelas inovações tecnológicas.

Metodologias ativas e o futuro da educação

Para entender um pouco mais o modo pelo qual o professor do futuro trabalhará em prol do desenvolvimento integral do estudante, é importante conhecer algumas metodologias que fazem parte dessa educação inovadora.
As metodologias ativas priorizam o ensino personalizado, colocando o estudante como o centro do próprio aprendizado. As turmas têm contato com um ensino mais dinâmico, aumentando o engajamento.
Muitas instituições de ensino já as aplicam e estão apresentando resultados positivos, como é o caso da gamificação.
Tal metodologia promove o aprendizado com jogos, dando a oportunidade aos estudantes de aprenderem enquanto se divertem. Eles conseguem desenvolver a autonomia, a busca ativa por soluções, o trabalho em equipe e o pensamento crítico.
Segundo Bernard Caffe, criador da Jovens Gênios, em entrevista ao Portal CER-Sebrae:
“Quando você usa elementos de Gamificação, consegue engajar mais o seu aprendiz ou estudante dentro da jornada de aprendizado. Isso se dá porque ele está interessado naquilo e consegue perceber quais são as recompensas. Sejam elas cognitivas, sejam não cognitivas, por interesse social ou qualquer tipo de recompensa, então é possível fazer esse resgate.”
Além dela, pode-se citar a sala de aula invertida.
Este modelo de aprendizado – sala de aula invertido –, defendido e popularizado por Jon Bergman, professor e autor de sete livros sobre o assunto, consiste em inverter a dinâmica do ensino. Os estudantes estudam o conteúdo proposto em casa e deixam as aulas presenciais para debater, fazer exercício e conversar sobre as dificuldades encontradas durante o processo.
Os estudantes criam o seu cronograma de estudo e ainda podem realizar pesquisas por conta própria, com a orientação do professor. Essa metodologia é ideal para trabalhar o protagonismo do estudante, além de aumentar a autonomia da turma.
Mas o professor também sai ganhando. Segundo Jon:
“A sala de aula invertida está mudando a maneira como pensamos a educação. Digo que ela é uma meta-estratégia que apoia todas as outras, porque dá aos professores algo que pode parecer difícil de dimensionar: tempo. Tempo para fazer métodos de aprendizado mais ativos, como os baseados em projetos, em pesquisa ou competências. Se um professor gasta muito tempo lecionando, não sobra tempo para fazer essas outras coisas. Assim, a sala de aula invertida permite que os professores usem outras estratégias.”

A Educação Empreendedora e o professor do futuro

A Educação Empreendedora também está entre as tendências da educação do futuro. Ela trabalha o desenvolvimento integral dos estudantes, fazendo com que eles consigam aprimorar e desenvolver também as suas habilidades socioemocionais.
Com isso, o professor do futuro deverá estar inserido dentro desse contexto empreendedor, compreendendo a importância de criar cidadãos que criem projetos capazes de beneficiar o todo.
Para compreender melhor o futuro desejável e a educação para o empreendedorismo, veja a entrevista completa do Rafael Gregório, analista de Educação Empreendedora do Sebrae/MG. Ele fala sobre as mudanças educacionais, os desafios, a pluriversalidade e mostra como a Educação Empreendedora ajuda a criar o futuro educacional desejável.
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