Empreendedorismo social: crie um modelo de negócios com o Design Sprint

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Tirar uma ideia do papel nem sempre é fácil. Quando essa ideia envolve gerar impacto positivo em uma comunidade ou em um nicho de pessoas e  e também gerar lucro de forma sustentável, outras variáveis tendem a tornar o processo mais lento. São muitas pessoas envolvidas, com muitas ideias e decisões a ser tomadas, além da necessidade de levantar recursos para que o projeto seja financeiramente sustentável e cumpra seu propósito na comunidade escolhida. O Design Sprint pode ser uma ferramenta para dar mais agilidade ao processo. Você sabe do que se trata?

Design Sprint é uma metodologia criada pelo time da Google Ventures, que procurar apoiar novos negócios. Com ela, o processo de ideação se torna mais rápido e objetivo. Quando falamos em rapidez, estamos falando sério: cinco dias é o tempo suficiente para que uma ideia seja desenvolvida do início ao fim, incluindo testes com o público. A dinâmica de Design Sprint pode ser adaptada ainda para menos dias, consumindo menos horas de trabalho, dependendo da expectativa e da necessidade dos participantes.

Quer entender como o Design Sprint pode ser usado para esse tipo de empreendimento e saber de que maneira usar a dinâmica para criar projetos de empreendedorismo social com seus alunos? Confira a seguir.

O que são negócios de impacto social?

Antes de tudo, é importante lembrar  o conceito de empreendedorismo social. Negócios de impacto são aqueles que têm o objetivo de gerar impacto social ou ambiental e que contribuem, de certa forma, para um mundo mais inclusivo e sustentável.

Esses negócios podem, assim, tomar a forma de organizações não governamentais, associações, fundações, cooperativas ou mesmo empresas. O mais importante é que o empreendimento enfoque alguma questão socioambiental, mensure resultados e suas contribuições para a causa, tenha receita própria e gere valor ao longo de toda a cadeia, considerando todas as partes interessadas na tomada de decisão.

Benefícios do Design Sprint para o empreendedorismo social

Na metodologia do Design Sprint, tempo e agilidade são os grandes destaques. Um sprint ajuda a deixar de lado as grandes discussões e partir direto para a prática, prototipando a ideia e testando rapidamente a solução proposta.

Por isso, ela pode ser uma excelente maneira de acelerar negócios na categoria de empreendedorismo social. Selecionamos algumas dicas que vão ajudar você a usar a metodologia do Design Sprint na hora de dar forma aos projetos de empreendimentos sociais de seus alunos ou turma. Veja:

1. Agilidade é fundamental

Por se tratar de uma metodologia ágil, rapidez em todos os processos é fundamental para que uma dinâmica de Design Sprint funcione bem. Por isso, o papel do mediador é muito importante. É ele quem vai conduzir a turma à tomada de decisões e às etapas seguintes.

No início, é comum que os participantes se sintam incomodados ou sob pressão, mas, com um pouco de prática e ao final do exercício, a maioria tende a concordar que um dos maiores trunfos do Design Sprint é exatamente ajudar a deixar os excessos de lado e a focar no que realmente importa na etapa inicial de um negócio.

2. Esteja aberto a novas ideias

Em geral, empreendimentos sociais lidam com questões delicadas, que envolvem grupos vulneráveis ou marginalizados, dificuldade de acesso a recursos básicos, direitos humanos e políticas públicas. Tudo isso parece fazer um projeto dessa natureza ainda mais complexo. Mas um dos mandamentos do Design Sprint é descomplicar. Por isso, é fundamental que a dinâmica envolva pessoas que estejam inseridas no contexto específico que você deseja atuar e que tenham conhecimento da causa por vivência própria.

Elas vão ajudar a encurtar caminhos, mostrando o que realmente tem valor para aquele grupo de pessoas ou comunidade. Estar aberto a mudar suas crenças é essencial, nesse sentido. Não só em relação ao negócio, desapegando de modelos ou ações que tinha como certas, mas também se despindo de qualquer preconceito.

3. Lembre-se de que empreendedorismo social não é o mesmo que caridade

Um dos grandes erros de empreendedores sociais quando começam a dar forma a seus negócios é não priorizar a geração de receita e focar somente no propósito. Por mais que o objetivo do empreendimento seja apaixonante, é essencial lembrar que, antes de tudo, se trata de um negócio. Por isso, monetizar é importante, e a geração de lucro deve ser considerada desde o início. “O core business deve ser focado na resolução de um problema, enquanto se ganha dinheiro com isso”, explica Danisson Reis, analista do Sebrae.

4. Parta para a prática o quanto antes

Como os empreendimentos sociais envolvem muitos sonhos, é fácil se ater à ideação, adiando a prototipação até que o modelo do negócio esteja “perfeito”. Mas o que muita gente não sabe é que a construção do protótipo e dos testes ajuda a ideia a amadurecer mais rapidamente, já que algumas nuances e problemas do modelo de negócio só aparecem na prática. “No Design Sprint o importante é errar rápido. Você erra, refaz, volta ao modelo. Isso coloca menos pressão também nos participantes, no caso, os estudantes”, conta Danisson.

Agora que você já sabe como conduzir melhor uma dinâmica de Design Sprint, que tal entender melhor como o empreendedorismo social pode contribuir para a formação dos jovens? Conheça, então, o projeto Empreendedores da Alegria, realizado pela Escola de Formação Gerencial do Sebrae em Belo Horizonte. Tenha acesso também a história de Guilhermina Abreu, jovem que encontrou no empreendedorismo social seu propósito profissional e de vida.

 

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