Experiência de aprendizagem com o planejamento reverso

Blog Experiência de aprendizagem com o planejamento reverso

15/03/2022

Como pensar e disponibilizar aulas que ofereçam aos estudantes experiências relevantes, significativas e amplas? Como garantir que as disciplinas não sejam centradas no professor, mas sim nas necessidades e capacidades dos alunos? O planejamento reverso pode ser a solução.

A metodologia propõe que o plano de aulas seja pensado de trás para a frente, colocando a vivência dos estudantes no cerne da estratégia de ensino-aprendizagem. Dessa forma, os docentes primeiramente pensam no objetivo daquela disciplina ou do tema a ser trabalhado, e posteriormente definem formas de comprovar se o objetivo foi alcançado; por fim, descrevem o planejamento da experiência completa.

Aprender e colocar em prática múltiplas maneiras de transformar positivamente o processo de ensino-aprendizagem é importante para que escolas, docentes e estudantes alcancem novos e ótimos resultados.

Quer saber como o planejamento reverso pode ser um ótimo modo de construir e delinear suas disciplinas? Continue lendo!

Entendendo o planejamento reverso

O planejamento reverso tem como fio condutor a busca por criar experiências e vivências significativas, reais e relevantes. Ele coloca o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem e incentiva o protagonismo do aluno – e uma postura investigativa – para que ele acesse e retenha o aprendizado.

Quando falamos de postura investigativa, isso significa que desde o início das aulas os estudantes saberão quais perguntas estão por trás daquela disciplina e durante todo o período letivo se dedicarão a respondê-las. Nesse processo, construirão sentido e consolidarão o aprendizado.

Do ponto de vista do docente, a sua visão sobre os resultados do trabalho executado se amplia. Ele parte do que quer alcançar com a sua disciplina e, com base nisso, monta o caminho necessário para chegar lá, com métodos de diagnóstico ao longo do percurso.

Essa é uma mudança na ótica pela qual se avaliam os métodos de ensino e também os resultados alcançados, permitindo que o “modelo padrão”, conteudista, dê lugar a práticas pedagógicas atuais, ativas e de qualidade. E assim os alunos serão realmente preparados para lidar com questões do seu dia a dia, desafios da sociedade e tudo o mais que for necessário no decorrer da vida.

Diferença para o planejamento padrão

O que mais diferencia o planejamento tradicional e o planejamento reverso na educação é o foco. O planejamento tradicional tem um ensino centrado no professor, partindo da escolha de um livro didático para a criação da ementa, da revisão dos termos, e para a elaboração dos planos de aula e dos exames de avaliação.

Já o planejamento reverso parte das metas de aprendizagem visando à definição dos conteúdos relevantes, às atividades a ser aplicadas e aos modelos avaliativos, para só então virar um planejamento em si.

Passo a passo do planejamento reverso

São três as principais etapas do planejamento reverso. Elas existem para orientar o docente no processo, garantindo uma visão do todo e um resultado de qualidade. São elas:

1. Definição dos objetivos de aprendizagem, ou seja, dos resultados desejados

Você quer que sua turma saiba que um evento ocorreu, que aprenda um conceito ou que tenha a capacidade de colocar em prática o conhecimento ofertado? Qual a importância desse aprendizado para a formação dos estudantes?

Essas são as questões que devem guiar a primeira fase do planejamento reverso. Aqui, o docente precisa definir as perguntas essenciais que vão atrair a atenção e o interesse dos alunos e possibilitar que eles investiguem para obtera resposta.

2. Definir as evidências de aprendizagem

Não adianta um planejamento ter qualidade, mas não atingir os objetivos propostos quando colocado em prática. Afinal, o ensino precisa ser efetivo.

Esta é a etapa que vai possibilitar que os docentes avaliem se os alunos estão absorvendo o conhecimento e se apropriando dele, fazendo um diagnóstico da disciplina. Mas nada de deixar avaliações apenas para o final do curso. A ideia é que sejam definidas quais evidências de aprendizagem podem ser acompanhadas durante todo o percurso, descrevendo os critérios que serão utilizados e quais ações serão colocadas em prática.

É importante ter uma visão global de qual o nível de conhecimento dos alunos antes da disciplina, para que ao final a análise seja mais assertiva. Além disso, criar momentos para que eles consigam revisar o próprio conhecimento e trabalhar de maneira que aborde as diferentes necessidades e linguagens das crianças e dos adolescentes é essencial.

Tenha em mente que um processo de ensino-aprendizagem capaz de formar pessoas criativas, empáticas, curiosas, colaborativas e com visão do todo, dentre outras competências empreendedoras, precisa garantir um entendimento justo e abrangente.

3. Desenhe o planejamento da experiência de aprendizagem

A última fase é definir e explicar como o processo de ensino-aprendizagem vai ocorrer. Geralmente, no modelo tradicional, os profissionais da educação começam por esta etapa, mas agora a organização das aprendizagens fica no final.

Para documentar o detalhamento, o professor pode seguir o seguinte fluxo:

  • descrever qual conteúdo vai ser abordado;
  • explicitar as habilidades e os conhecimentos a ser desenvolvidos;
  • dizer quais recursos (vídeos, livros, fotos, música, etc.) serão utilizados para alcançar os objetivos

Como sempre falamos em conteúdos sobre a Educação Empreendedora, visamos um processo de ensino-aprendizagem que não seja conteudista, mas que envolva os alunos durante todo o processo. O planejamento reverso é a maneira de considerar esse objetivo na fase que antecede o início das aulas em sua totalidade.

Um bom plano de aula precisa descrever as metas e ter condições de cumpri-las, bem como de medir e diagnosticar os resultados.

Por uma experiência educacional completa

Colocar o aluno no centro do planejamento das disciplinas é focar em uma formação que tem como foco principal os interesses e as competências que ele precisa desenvolver. Os alunos saberão, desde o início, a quais perguntas aquele conhecimento busca responder, criando as condições para que eles se engajem e participem ainda mais.

Lembre-se! A boa experiência educacional pode transformar positivamente o aprendizado, enquanto uma experiência ruim é capaz de criar verdadeiros traumas, até afastando aquele aluno tanto da busca por conhecimento quanto da sala de aula.

E não é necessário ter um orçamento robusto, infraestrutura de última geração e uma equipe multidisciplinar e volumosa. Uma boa experiência educacional significa uma vivência significativa e, muitas vezes, o simples é a resposta. O mais importante é envolver e participar!

Como vimos acima, o planejamento reverso na educação é uma metodologia que coloca a experiência de aprendizagem em primeiro lugar. As avaliações contínuas, as adaptações e as perguntas certas para os problemas que devem ser abordados têm muito a contribuir para uma educação de qualidade e um processo de ensino-aprendizagem eficiente.

Muitos outros métodos e abordagens também podem contribuir e aqui indicamos que você deve procurar mais informações sobre as metodologias ágeis aplicadas na educação. Vale a pena aliar Educação Empreendedora, planejamento reverso e elas. Saiba mais!

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