Inclusão social e tecnológica – Case professora Roseli da costa

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A tecnologia está presente em quase todos os setores da atualidade, facilitando diversos processos e otimizando os resultados. Na educação, apesar de ainda encontrar muitas barreiras, a inclusão tecnológica ocorre progressivamente.
As instituições de ensino estão percebendo o alto poder engajador das ferramentas digitais e a capacidade de proporcionar o desenvolvimento completo dos estudantes. Além disso, os jovens dessa geração já nasceram conectados e apresentam uma necessidade de incluir a tecnologia em quase todos os âmbitos da vida, incluindo o aprendizado.
Foi com base nessa visão que a professora Roseli da Costa da E. E. Professor Fábregas, Luminárias (MG), criou o projeto “LITERACY ANTES QUE SEJA TARDE!”. Ela conseguiu incluir a tecnologia no ensino e ainda fez um ótimo trabalho entre os estudantes que não tinham acesso à internet.
Vamos conhecer um pouco mais desse projeto transformador.

LITERACY antes que seja tarde! Como o projeto surgiu?

O início da idealização do projeto ocorreu em 2017, quando a professora Roseli percebeu a necessidade de incluir a tecnologia na educação. Ela teve a sensibilidade de compreender que as turmas eram formadas por jovens conectados, porém, sem orientação para aproveitar o melhor que o mundo virtual tinha a oferecer.
Além disso, cerca de 30% dos estudantes da zona rural não tinham acesso às tecnologias, sendo mais uma oportunidade de incluí-los nesse aprendizado inovador.
O principal objetivo era inserir um sistema paralelo de aprendizagem que pudesse otimizar o tempo em sala de aula, dando também orientação para que os estudantes pudessem continuar aprendendo em casa.
Ela deduziu que seria uma ótima oportunidade trazer as tecnologias utilizadas em escolas particulares e universidades para uma escola pública estadual. A sua larga experiência com o ensino a distância (EaD) fez com que ela acreditasse ainda mais no sucesso do projeto.
Então, o planejamento teve início depois da apresentação de um livro sugerido pelo SRE (Superintendência Regional de Ensino) de Varginha, no qual o assunto era “Tecnologia da Educação”. Ela apresentou a ideia a outros docentes, e a aceitação foi quase unânime, bem como o apoio da direção e da SRE de Varginha.
“Sugeri aos meus colegas que utilizássemos uma plataforma para o ensino a distância, concomitante às aulas presenciais, como uma forma de complementar as atividades e ainda proporcionar a utilização da tecnologia aos alunos que não tinham acesso”, conta a professora Roseli da Costa.
O seu colega de profissão e professor de língua inglesa, Saulo Augusto, foi o seu grande aliado, ajudando na criação e no planejamento do projeto, além de se encarregar de toda a parte técnica da implantação da plataforma.
Após muito estudo, os dois docentes decidiram que a melhor plataforma para colocar em prática o projeto seria o Google Classroom, já que ele apresentava baixo custo, e a sua utilização era fácil e intuitiva.

A implementação do projeto

O início do projeto foi um pouco difícil, visto que os dois professores tiveram de fazer todo o treinamento de professores e estudantes para que ficassem familiarizados com o Google Classroom.
Ao todo, foram três meses de preparo, incluindo palestras, treinamentos, coleta de materiais e tutoriais. A escola, na época, apresentava um laboratório de informática com poucos recursos, mas o suficiente para eles conseguirem realizar todos os passos iniciais com eficiência.
Posteriormente a essa fase, todos estavam treinados e prontos para colocar em prática tudo o que foi aprendido e colher os frutos da utilização da ferramenta digital.
“Alguns professores utilizavam para complementar as atividades, e outros, para pesquisas, avaliações bimestrais, seminários e diversos fins. Também começamos a utilizar para reduzir um pouco os papéis com diários, provas, questionários, materiais didáticos e várias burocracias dentro da escola”, conta a professora Roseli da Costa.
O interessante do projeto foi que cada educador conseguiu aliar a sua visão sobre o ensino com a facilidade proporcionada pela plataforma. As aulas passaram a ser mais dinâmicas, e os estudantes contavam com aprendizado mais interativo.

Quais foram os resultados?

Não demorou muito para que os resultados positivos começassem a aparecer. Os estudantes passaram a ter um aproveitamento maior das aulas, absorvendo o conteúdo com prazer. Os celulares, antes usados apenas para distração durante as aulas, viraram ferramentas de estudo, e a turma começou a entender a grandiosidade que se pode alcançar utilizando-os da maneira correta.
A escola também ganhou alguns computadores da SEE/MG (Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais) pelo projeto inovador, uma vez que eles foram a primeira escola a utilizar tal metodologia de ensino no Estado. O interesse pelo ensino e pela aprendizagem por parte dos professores também aumentou, e os estudantes da zona rural tiveram a oportunidade de acesso às tecnologias.
Um fato importante é que, em 2020, quanto a pandemia iniciou e as aulas tiveram de migrar para o ensino remoto, a escola novamente se destacou na SEE/MG, pois, desde o início, estavam utilizando a plataforma Google Classroom.
Os estudantes e os docentes já estavam preparados para o ensino remoto, o que facilitou ainda mais a superação das dificuldades encontradas durante o período de ensino a distância.
“Mais um resultado deste projeto foi que, agora em 2021, com a adesão de toda a SEE/MG na plataforma Google Classroom, nós professores sentimos a necessidade de algo mais para o processo de ensino e aprendizagem. Então, nós fizemos cursos, pesquisamos, compartilhamos, trocamos ideias e estamos cada vez mais conectados pela internet com os alunos por meio de várias outras plataformas de aprendizagem”, conclui a professora Roseli

Inclusão tecnológica e Educação Empreendedora

Os resultados do projeto da professora Roseli se destacam como resposta para a inclusão de novas metodologias de ensino que visam ao desenvolvimento integral dos estudantes.
A utilização de ferramentas digitais está dentro do escopo da Educação Empreendedora, com o intuito de desenvolver habilidades essenciais para a formação dos jovens. O empreendedorismo entende a importância dessas ferramentas no ensino, priorizando sempre o aprendizado por meio da inovação.
O CER histórias traz cases que mostram exatamente a importância da inclusão de novas metodologias e como elas são base para o empreendedorismo e para a formação completa dos estudantes.
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