Metodologia de rotação por estações: saiba o que é e como colocar em prática

Blog Metodologia de rotação por estações: saiba o que é e como colocar em prática

02/08/2022

A metodologia de rotação por estações combina espaços, ferramentas e estilos visando otimizar o aprendizado. Cada pessoa compreende e retém melhor o conhecimento de uma forma; por isso, apresentar um leque diverso de possibilidades, aumenta a capacidade de absorção.

Há pessoas, por exemplo, com uma memória visual mais apurada – em razão disso, atividades de anotações, mapas mentais e desenhos contribuem para maior fixação.

Outros estudantes podem ter uma memória mais mecânica; assim, a pesquisa ativa, a redação de textos e a transcrição de trechos serão formatos mais favoráveis ao  aprendizado deles. E tem quem memorize bem simplesmente ouvindo, e por aí vai.

Essa é uma das razões da importância de incluir no seu planejamento pedagógico atividades diferentes.

Para saber como aplicar a metodologia de rotação por estações, leia este post até o fim!

O que é a técnica de rotação por estações?

Trata-se de uma técnica de ensino híbrido, que combina momentos online e offline, em que a turma é distribuída em grupos e em estações para trabalhar um tema de forma autônoma e independente e com recursos distintos.

Cada grupo recebe uma tarefa diferente, e a ideia é que os grupos rotacionem por essas atividades.

Em todas as estações, o estudante aprende algo sob uma perspectiva diferente e com a aplicação de recursos variados – assim, ele percorre as estações como se fosse um circuito.

Portanto, na técnica de rotação por estações, ao menos em uma estação, e por ser uma estratégia de ensino híbrido, será utilizado no mínimo um recurso tecnológico com conexão online.

Ensino híbrido

Afinal, esta é a definição de ensino híbrido – mesclar momentos online com momentos presenciais. Esse modelo ficou muito popularizado durante a pandemia do coronavírus; no entanto, ele existia anteriormente.

A presença de momentos online tem como vantagem educar o estudante a empregar as tecnologias disponíveis a favor do seu desenvolvimento pessoal e para uma finalidade que vá além do lazer. É uma maneira de incentivar a autonomia e a responsabilidade. Afinal, o estudante terá uma tarefa e um tempo determinado, precisando se organizar para o cumprimento dessa.

Dependendo da forma como for organizado esse momento online, o estudante poderá escolher como ditar o seu ritmo e qual a melhor forma de seguir para aprender.

Já no momento offline, ele terá a oportunidade de ouvir as instruções do professor, de compartilhar com os colegas e de manter interação social.

Ambos os momentos – online e offline – ocorrem dentro da escola.

Objetivos da metodologia de rotação por estações

Um dos objetivos é contemplar todos os estilos de aprendizagem: visual, auditivo, cinestésico e também leitura e escrita.

Por isso, é importante que esses recursos estejam bem distribuídos nas estações. Pode ser que uma mesma estação faça uso de dois recursos.

O trabalho em cada estação deve ter começo, meio e fim e ainda autonomia, e cada desafio deve ser resolvido de forma independente. A proposta é que os conteúdos online e offline se conectem.

Normalmente, a metodologia de rotação por estações abarca quatro grandes momentos. São eles:

1 – Um momento de interação entre estudantes e professores

Em que a dinâmica é explicada e são passadas as instruções.

2 – Trabalho colaborativo

Em pelo menos uma estação, é interessante que os grupos trabalhem de forma conjunta, construindo uma pesquisa ou interagindo.

3 – Estudos individuais

Em algum momento, vale a pena incentivar o estudo individual e autoguiado, valendo-se dos recursos disponibilizados nas estações.

4 – Fechamento

É a etapa de sistematização da dinâmica, que pode ser utilizada para se mensurar resultados, engajamento, avaliação e até mesmo fazer uma discussão de encerramento sobre a aprendizagem.

Metodologia de rotação por estações: como colocar em prática

Agora que você certamente entendeu como funciona o método de rotação por estações e seus principais objetivos, fizemos um passo a passo para ajudar a colocar tudo em prática.

1 – Divida os grupos e as estações

Pense na quantidade de estudantes ideal para cada grupo e na quantidade de estações que você está apto a estabelecer.

O número de estudantes por grupo pode variar conforme o tamanho da turma; se possível, forme grupos menores – de até 5 pessoas.

E o número de estações depende também dos recursos que serão empregados e do espaço físico disponível.

Assim, será possível escolher as estações e os temas.

2 – Planejar as atividades

O segundo passo é realizar previamente o planejamento didático da aula.

Escolha o tema central – todas as estações vão abordar subtópicos de um mesmo tema central de forma diferente.

Cada estação deve ter uma atividade independente – com começo, meio e fim. Portanto, a estação 2 não pode depender do tema da estação 1; afinal, cada grupo começará de um ponto diferente.

Selecione um objetivo pedagógico, os recursos que serão utilizados e as metodologias.

Lembre-se de incluir métodos diferentes, contemplando ao máximo a diversidade de perfis dos estudantes e de forma inclusiva. Portanto, disponibilize formatos variados: leituras, áudios, vídeos, imagens, material tátil, tecnologia. Cada estação pode contar com mais de um desses formatos.

Não se esqueça também de levar em consideração o tempo que será necessário e se esse está compatível com o calendário escolar. Isto é, a aplicação do método de rotação por estações não pode atrapalhar o bom acompanhamento do restante do planejamento didático.

O ideal é que o tempo de trabalho de cada estação seja bastante similar. Assim, em uma estrutura de rotação, fazer com que os grupos troquem de estação será mais fácil.

3 – Levante os recursos selecionados

Uma vez definidos os recursos a serem utilizados, agora é hora de selecioná-los para colocar em prática. Pense o que é possível dentro da sua realidade.

Se for usar vídeos e áudios, por exemplo, pode ser necessário fones de ouvido, para que uma estação não atrapalhe a dinâmica da outra – os podcasts podem ser recursos interessantes. Ou pode ser que você consiga utilizar esses recursos mesmo que de forma offline.

Dependendo das regras da instituição e da idade dos estudantes, é provável que eles usem o próprio aparelho de celular.

Pense se vale a pena usar livros extras como fonte de pesquisa para os grupos.

Uma preocupação é pensar qual será a forma de sinalização de tempo para os grupos. Isso para que eles consigam fazer uma autogestão e cumprir com as atividades planejadas de cada estação.

4 – Tenha um momento de compartilhamento de experiências

Um momento de fechamento é importante para entender como foi a experiência da turma, visando identificar quais as dificuldades encontradas e como foi o engajamento.

Agora é hora de colocar tudo isso em prática! E, se precisar de ajuda na hora de escolher a forma de avaliação, acesse este conteúdo.

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