Metodologia sociointeracionista: o que é e quais seus benefícios?

Blog Metodologia sociointeracionista: o que é e quais seus benefícios?

24/03/2022
Você pode até não conhecer a metodologia sociointeracionista pelo nome, mas, se você acompanha conteúdos sobre metodologias ativas e Educação Empreendedora, vai imediatamente se conectar com o que ela propõe. Afinal, esses colocam o aluno – com toda sua bagagem social e cultural – como protagonista no processo de ensino-aprendizagem, mediado e apresentado pelo docente.
Neste post, explicaremos mais a respeito de como o sociointeracionismo surgiu, o que ele compreende, como é o ensino com base nessa metodologia, o que se espera do professor e mais. Continue lendo!

O que é a metodologia sociointeracionista e como surgiu?

“Na ausência do outro, o homem não se constrói homem”. Quem disse isso foi o psicólogo bielo-russo Lev Semionovich Vygotsky, no começo do século 20. Ele foi pioneiro em seu campo, afirmando que o desenvolvimento intelectual é feito mediante a interação social, ao longo de um processo histórico, cultural e social.
Para Vygotsky, a formação ocorre por meio da relação recíproca entre a pessoa e a sociedade a seu redor – ou seja, o sujeito modifica o ambiente, que, por sua vez, o modifica também. Em outras palavras: o conhecimento é resultado de uma construção. Assim, a pessoa aprende ao conviver com outros e com a cultura, mas a cultura e as outras pessoas também aprendem e se transformam a partir dela. Uma relação que está em constante mudança e evolução.
Chamado de “sociointeracionismo”, essa concepção prioriza a relação social e cultural da pessoa com o meio em que está inserida, estimulando uma aprendizagem ativa. Ou seja, a interação com o meio em que vive e com outras pessoas é de extrema importância e é por intermédio dela que se dá o aprendizado.
E, já que a infância é quando começa o percurso de aprendizado, o sociointeracionismo é especialmente importante para o desenvolvimento psíquico das crianças (mas não impõe um limite de idade, claro!).
Em detalhes
Quando as crianças experimentam, pela primeira vez, uma atividade, um adulto acompanha a fim de oferecer as ferramentas necessárias para descobrir e, então, se apropriar daquilo que se propôs a fazer e se tornar independente.
Esse é o papel do professor, de acordo com Vygotsky: um impulsionador do desenvolvimento psíquico das crianças (e posteriormente de adolescentes e jovens). O docente apresenta ao aluno o conhecimento, mas possibilitando que os quatro pilares da educação para o século XXI, de acordo com a UNESCO, sejam uma realidade: que ele aprenda a aprender; aprenda a fazer; aprenda a ser; e aprenda a conviver.
As pessoas se desenvolvem, aprendem a raciocinar, adquirem cultura e linguagem, quando inseridas em meios sociais com outros seres.

Quais as vantagens de aplicar a metodologia em sala de aula?

A metodologia sociointeracionista aplicada nas escolas incentiva a participação e a colaboração dos estudantes. Ela trabalha em sala de aula valores como o respeito pela bagagem histórica do estudante , além de incentivar a criança a se manifestar, a participar e a ser ativa no seu meio social. Dessa forma, é possível fazer com que seus valores sejam respeitados também por outros.
Da educação infantil ao ensino médio, a metodologia sociointeracionista pode ajudar a envolver e a formar alunos com competências diversas, dentre elas a curiosidade, a habilidade de trabalhar em grupo, a experimentação e a autonomia. Para isso, é importante a participação da gestão e a formação dos docentes, que devem estar preparados para assumir uma postura mentora e que estimule a colaboração e o compartilhamento de opiniões, experiências e pontos de vista.
Nas salas de aula da sua escola, percebe-se a presença do sociointeracionismo pela postura do professor, que deve ser um mediador ativo no processo de ensino-aprendizagem, e não apenas um detentor do conhecimento (lembrando que maior aprendizado não quer dizer sobrecarregar alunos com conteúdos, sem planejamento e adaptação). Também é possível notá-lo pelo aluno que tem a oportunidade de trocar experiências, mostrar as suas histórias e é motivado a participar de forma ativa da busca pelo conhecimento.
Aqui, mais uma vez, vale ressaltar que não há mais espaço para uma educação conteudista, e, assim como a Educação Empreendedora, o sociointeracionismo também reforça isso. O objetivo é que um estudante possa contribuir para o aprendizado do outro e que a instituição garanta que as atividades e a abordagem sejam coerentes com a realidade e o potencial de desenvolvimento da turma. Esta última parte é até mesmo um importante elemento de inclusão para garantia de um aprendizado efetivo, e tem tudo a ver com a personalização do ensino.
O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações; ele amplia a estrutura cognitiva da criança. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidade de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.
Na prática
Ao unir uma metodologia sociointeracionista com a Educação Empreendedora, a escola garante um processo de ensino-aprendizagem significativo, que supera o conteudismo para oferecer uma vivência rica e integral aos estudantes.
Para que isso seja possível, o aluno deve ser colocado em contato com atividades que estimulem a criatividade e a colaboração, além de desenvolver habilidades e competências que o desafiem a criar conexões, refletir e experimentar.
Algumas maneiras de fazer isso são: atividades físicas, lúdicas, musicais e artísticas. Eventos, oficinas, grupos de leitura, jogos e brincadeiras que incentivem a socialização e até mesmo a integração das funções motoras e psíquicas, além de estimular o aprendizado matemático e científico.
Essas são apenas algumas formas de aplicar a metodologia sociointeracionista nas escolas e desenvolver as múltiplas inteligências dos alunos. A Educação Empreendedora pode ser uma parceira desse processo, permitindo que a formação seja ampla, criando as condições para que jovens exerçam plena cidadania, analisando contexto, fazendo perguntas e buscando respostas para problemas do mundo. Transforme seus alunos em protagonistas de seu ensino-aprendizado. Saiba mais!

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