Metodologias ativas e educação empreendedora: qual a relação entre elas?

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O uso de metodologias ativas na educação tem sido considerado uma das tendências mais importantes para a transformação das dinâmicas de ensino-aprendizagem nos tempos atuais. Não que elas sejam novidade, longe disso. As metodologias ativas, embora nem sempre tenham recebido tal denominação, estão em uso na educação há pelo menos nove décadas. No entanto, com a introdução de cada vez mais tecnologia no ambiente educacional e no cotidiano dos jovens, elas se tornaram muito mais relevantes para o processo de aprendizagem.

O que poucas pessoas ainda compreendem é que as metodologias ativas têm relação muito próxima com a Educação Empreendedora, em seu conceito mais abrangente. Investir no aprendizado ativo é também investir no desenvolvimento da mentalidade empreendedora. Quer entender como? Confira neste artigo.

Metodologias ativas e sua relevância no século XXI

Como vimos, as metodologias ativas não são algo novo. Em sua essência, metodologia ativa é toda a dinâmica que provoca o estudante a construir o conhecimento de forma participativa e autônoma. O que traz benefícios como aumento do interesse e engajamento no conteúdo. Jogos educacionais, trabalho em equipe, aprendizado por projeto…. tudo isso é considerado dentro das metodologias ativas e são estratégias utilizadas por escolas há muitos anos.

O que mudou nas últimas décadas, no entanto, é que, com a democratização do acesso às tecnologias digitais, o papel da escola vem sendo ressignificado.  Ela perde sua função como única fonte de informação, que pode ser adquirida facilmente e de maneira gratuita em sites, jogos, vídeos e tantas outras fontes de conteúdo nas plataformas digitais. A demanda é que os educadores e a escola passem a atuar como curadores de conteúdo, facilitadores das dinâmicas de aprendizado e mentores dos jovens em suas escolhas pelo caminho e na forma como vão construir o conhecimento.

Com essas mudanças, as metodologias ativas começam a ocupar papel central na educação do século XXI.  As metodologias são capazes de dar exatamente a autonomia e o protagonismo no aprendizado que os tempos atuais exigem.

Estudante no centro do aprendizado é o foco das metodologias ativas

Um dos aspectos mais importantes das metodologias ativas é o lugar que o estudante ocupa em sua jornada de aprendizado. Enquanto nos modelos tradicionais de educação os jovens são ouvintes em aulas expositivas,  e geralmente constroem o conhecimento de maneira reativa, nas metodologias ativas o estudante ocupa lugar central em todo o processo.

Na metodologia da Sala de Aula Invertida, por exemplo, o primeiro contato com o conteúdo é feito pelo jovem sem a mediação do professor, a fim de que ele absorva as informações valendo-se de sua bagagem pessoal e da maneira como julga ser mais adequada. A gamificação é outro exemplo. Por intermédio dos jogos, o jovem aprende de uma maneira que respeita seus interesses, seu tempo de aprendizado e por meio de desafios e afirmação (bônus, progressão, etc.). Esses aspectos também são priorizados nas atividades makers, que permitem que o estudante trace o próprio caminho, construindo, errando, readequando o projeto, prototipando e testando, em um trajeto totalmente singular em relação ao de seus colegas de turma.

Por esses motivos, as metodologias ativas são frequentemente apontadas como um dos caminhos para atingir os objetivos educacionais apresentados pela UNESCO para o século XXI: aprender a ser, aprender a conhecer (aprender a aprender), aprender a fazer e aprender a conviver. Elas também têm grande importância no desenvolvimento das softskills, ou competências socioemocionais, que são parte essencial da mentalidade empreendedora, como veremos a seguir.

Desenvolvimento de competências empreendedoras: um processo ativo

Na Educação Empreendedora, são consideradas dez competências principais que formam parte da mentalidade empreendedora. São elas:

  1. Perceber e buscar oportunidades e tomar a iniciativa de aproveitá-las.
  1. Persistir diante de obstáculos.
  1. Correr riscos calculados.
  1. Exigir qualidade e eficiência.
  1. Comprometer-se com o trabalho contratado.
  1. Ter disponibilidade e interesse para buscar informações.
  1. Estabelecer metas.
  1. Planejar e monitorar sistematicamente.
  1. Persuadir e estabelecer redes de contato.
  1. Ter independência e autoconfiança.

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A origem da palavra empreendedorismo traz em si o fazer e a capacidade de realizar de um indivíduo como foco para a resolução de problemas da sociedade por meio do desenvolvimento de produtos ou serviços. Assim como nas metodologias ativas, o desenvolvimento das competências empreendedoras está intimamente ligado à autonomia, à ação e ao protagonismo. Além disso, a mentalidade empreendedora tem forte ligação com o domínio de competências socioemocionais, que vão influenciar a capacidade de liderança, a tomada de decisão, a gestão de pessoas e o equilíbrio emocional dos futuros empreendedores. Tais competências também são reforçadas nos processos ativos, que estimulam o autoconhecimento, a autoestima e a habilidade para lidar com o outro.

Dessa forma, um dos primeiros passos para implantar a Educação Empreendedora em uma escola é rever as metodologias pedagógicas, investindo em metodologias ativas para que os estudantes se tornem capazes de tirar projetos do papel com sucesso, seja na vida profissional, seja na vida pessoal.

Conheça mais, neste Observatório especial que preparamos sobre o tema o que são as metodologias ativas e os benefícios delas .

 

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