Metodologias Steam e Educação Empreendedora

Blog Metodologias Steam e Educação Empreendedora

17/12/2021
​​A interdisciplinaridade, no processo de ensino-aprendizagem atual, abrange várias áreas do conhecimento. Isso é importante porque, segundo a Nova Escola, estimula a criatividade; a inventividade; a empatia; o humanismo e o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à vida contemporânea.
Os tempos atuais exigem que o estudante tenha o pensamento computacional e o espírito empreendedor, como, por exemplo, o “faça você mesmo”.
Dessa forma, a Educação Empreendedora direciona o educando para ser protagonista da própria aprendizagem. Nesse contexto, as metodologias STEAM intensificam esse protagonismo por ser um potencial transformador dentro e fora da sala de aula.

O que são as metodologias STEAM?

Primeiramente, STEAM é um acrônimo da língua inglesa para as disciplinas: Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
Conforme a Tecnologia Integral, essas metodologias são integradas, baseadas em projetos para que o estudante adquira diversos conhecimentos e desenvolva valores mediante conteúdos abordados.
Corroborando com tal informação, a Nova Escola postula que o STEAM
“é conhecido como uma abordagem pedagógica que integra áreas e é baseada em projetos, tendo como objetivo formar pessoas com diversos conhecimentos para que desenvolvam diferentes habilidades, entre elas as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trabalhando questões socioemocionais e preparando nossos alunos para os desafios futuros”.
Assim, as atividades direcionadas pelas metodologias em questão auxiliam os estudantes a resolver os problemas. Elas beneficiam o aprendizado interdisciplinar, como mencionado na introdução deste artigo, e trazem sobretudo os educandos para o centro do processo cognitivo.

Os benefícios da STEAM

Entre inúmeros benefícios, a Nova Escola aponta que essa metodologia pretende o desenvolvimento de algumas habilidades essenciais para este século, como:
  • Criatividade, imaginação e inovação.
  • Pensamento crítico e resolução de problemas.
  • Comunicação e colaboração.
  • Flexibilidade e adaptabilidade.
  • Habilidades sociais e culturais.
  • Capacidade de lidar com diferentes situações.”
Tais habilidades são desenvolvidas por meio de projetos de forma mais interativa e autônoma. Isso posto, os educandos constroem, fazem protótipos, criam, solucionam problemas e interpretam as próprias criações. Para que isso aconteça, a STEAM é composta de cinco etapas elementares. Veja a seguir:
  • investigar
  • descobrir
  • conectar
  • criar
  • refletir
Vale ressaltar que os projetos devem abranger todas as áreas do conhecimento, considerando que essas fortalecem a integração entre elas e, por sua vez, desenvolvem habilidades e competências.
Logo, eles são baseados na experimentação. Por intermédio das Metodologias Ativas, o professor propicia ao estudante a oportunidade de lidar com várias disciplinas, como Matemática, Ciências, Artes, Engenharia e Tecnologia, criativamente, sem perder o foco investigativo.

Como aplicá-las em sala de aula?

O professor, inicialmente, deve acatar esse novo modelo de educação. Contudo, ele precisa, primordialmente, ouvir o estudante, lembrando que o papel do educador é de intermediador. Por isso, sistematizar a escuta é o caminho certo para que se deem os primeiros passos e o aprofundamento na STEAM.
Para a sua aplicação, é necessário, de acordo com a Nova Escola:

Espaço de aprendizagem

Esse espaço deve ser usado principalmente para aceitar o desconhecido e o erro num trabalho colaborativo. O professor é mediador, e a hierarquia se dá por reconhecimento, e não pela autoridade.
O espaço em pauta é regulado pelo respeito e pela segurança, e todos devem cuidar uns dos outros, do próprio espaço e de si mesmo. Dessa forma, a autonomia é buscada pela empatia e cria-se um vínculo com o estudante, reconhecendo o contexto de cada um.

Transforme conceitos em aulas práticas

Os conceitos, advindos da BNCC, devem ser vistos, analisados e trabalhados de forma prática através de resoluções de problemas. O professor deve testar as hipóteses dos alunos por meio do learning by doing, isto é, conforme a Nova Escola: “O aprender de forma prática, unindo os conceitos das áreas Ciência, Tecnologia, Artes, Engenharia e Matemática para resolver o desafio proposto”.

Crie oficinas

O professor deve criar grupos para iniciar a abordagem na sala de aula. Posteriormente, é necessário levar o problema relacionado ao conteúdo a ser trabalhado e propor ao educando buscar soluções práticas. Materiais sucateados são convidativos para que o jovem se envolva nas atividades de maneira mais prazerosa.

Problematize

As perguntas são essenciais a fim de que estudantes avancem nas hipóteses. O professor deve tomar cuidado para não deixar escapar as respostas, incentivando a imaginação e a criatividade de cada um para que produzam, testem e reflitam determinado assunto.

Planejamento é bom

Segundo Débora Garofalo, assessora especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP), o planejamento é “fundamental para o sucesso da abordagem pedagógica. Estabeleça roteiros e parcerias, já que a proposta é estabelecer um projeto integrado, que contemple etapas definidas, pesquisa com dados, produção e testes de aplicação”.

Foque na integração de conhecimentos

Em conformidade com a referida autora, é essencial equilibrar conhecimentos das cinco áreas. No desafio prático, é importante explorá-los das diferentes áreas do conhecimento.

Trabalhe com habilidades socioemocionais

A STEAM é o impulsionador para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais por permitir atividades em grupo voltadas a gerar empatia e também resoluções de problemas.

Envolva os alunos em problemas reais

Os desafios fazem sentido uma vez que são inseridos no contexto da aula. Garofalo argumenta que “é essencial propor desafios reais aos alunos, para que eles possam atuar com problemas do entorno da comunidade escolar, levando e aplicando conceitos ao propor soluções. Eles devem se sentir motivados para atuar na sociedade e buscar respostas para questões que afetam sua comunidade”.

Relação da Metodologia STEAM com a Educação Empreendedora

A Educação Empreendedora e a Metodologia STEAM direcionam o estudante para que ele seja protagonista do próprio aprendizado. Os projetos alicerçados na interdisciplinaridade objetivam que o educando adquira posturas ativas dentro do ambiente da sala de aula pelas próprias reflexões.
Isso posto, o professor deve, de maneira prática, discutir os conceitos de sua disciplina com os estudantes porque, assim, eles passam a ser capazes de adquirir soluções criativas. Nessa esfera, o educador transforma-os em cidadãos mais críticos e transformadores.

Aplique a STEAM e a Educação Empreendedora na sua sala de aula

No contexto atual, a Educação Empreendedora é a chave para transformar a educação no país. Cada vez mais, as metodologias atuais estão aprimorando o ensino baseadas na STEAM, dentre outras. Para conhecer esse novo universo do processo de ensino-aprendizagem, acesse o CER Sebrae e entenda por que esse centro é referência em Educação Empreendedora.

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