O que é polímata e por que o futuro é dele?

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Em um mundo focado em especificações, com as profissões cada vez mais ramificadas, parece não fazer sentido ser um polímata.

Contudo, esse é um erro de pensamento comum das pessoas, pois essas confundem o “polímata” com uma pessoa sem conhecimento profundo em uma área específica, mas que tem somente um pouco de conhecimento sobre cada área.
No artigo a seguir, veremos não só que ser um polímata é algo necessário na atualidade, como também que o futuro do mercado de trabalho e do conhecimento é dele.

O que é um polímata?

Polímata vem do grego polymathēs, que significa “aquele que aprendeu muito”. Atualmente, o termo é usado para designar pessoas que estudaram e aprenderam muito em várias áreas do conhecimento humano.
Não é que um polímata saiba um pouquinho sobre cada área, mas sim que ele estuda a fundo diversas áreas. 
Isso era muito comum para os cientistas do passado, como, por exemplo, Leonardo da Vinci (1452-1519), que tinha muito conhecimento em áreas como Anatomia Humana, Óptica, Escultura, Matemática, Engenharia Civil e Arquitetura.
A grande questão do polímata é que ele não se restringe a uma única área, expandindo o seu conhecimento por outras áreas que não necessariamente têm relação direta entre si.
Mas, não adianta a pessoa ser polímata se não conseguir conectar o conhecimento das diferentes áreas na solução dos problemas do dia a dia. Portanto, o polímata também precisa ser um nexialista.

A relevância do nexialismo para o polímata

Uma pessoa nexialista é aquela que consegue mesclar várias áreas de conhecimento, encontrando um nexo entre elas, com o objetivo de encontrar  respostas a indagações às quais outras pessoas não conseguiriam.
O nexialista é inquieto e curioso, com desejo de buscar o saber. Ao encontrar pontos em comum entre áreas de conhecimento diferentes, ele pode compreender situações que não poderiam ser vistas somente de uma perspectiva teórica.
Com uma criatividade aguçada, as sugestões e as ideias de um nexialista estabelecem um padrão de pensamento “fora da caixa”, visto que ele tem uma visão mais próxima do todo. 
Um líder nexialista, por exemplo, pode não saber as respostas para tudo, mas sabe onde encontrar as respostas certas.
O polímata só tem o seu potencial máximo explorado quando se torna um nexialista, uma vez que, ao unir ambas as características, ele consegue ser uma pessoa com muito conhecimento em vários assuntos que mantêm  “links” entre si.
Por exemplo: uma pessoa nexialista e polímata é capaz de fazer uma conexão mais complexa entre competência técnicas, comerciais e gerenciais, trazendo, desse modo, maior coesão e coerência entre os setores de uma organização.
É claro que esse grau de proficiência requer um estudo constante e disciplinado. Não é à toa que o polímata nexialista é adepto do lifelong learning.

Qual a importância do Lifelong Learning para o polímata?

O Lifelong Learning significa literalmente “Educação Continuada” ou “Aprendizado ao Longo da Vida”. Uma pessoa que segue esse estilo de vida está sempre aberta a novos conhecimentos e aprendizados, mostrando-se disposta a estudar de forma contínua com a intenção de se aperfeiçoar.
Ignorar a quantidade de diplomas que já se possui com o objetivo de buscar mais o saber é o grande lema do Lifelong Learning. 
Um profissional com esse tipo de mentalidade está muito à frente de seus concorrentes, porque não parou de estudar depois de sua graduação, nem acha que já sabe o bastante, mas está permanentemente com vontade de desenvolver-se mais.
Viver em Lifelong Learning se tornou uma necessidade do século XXI, muito por causa da mudança da relação entre as pessoas e suas carreiras. 
Há alguns anos, a vida profissional era previsível e linear, já que o mais valorizado na sociedade era se manter em uma mesma empresa por anos e depois se aposentar. 
Entretanto, houve drástica mudança nessa mentalidade nos anos atuais.
De acordo com a pesquisa Re:Trabalho – realizada pela Tera e a Scoop&Co, com apoio de Época Negócios, 48% das pessoas pretendem mudar de carreira nos próximos 12 meses, e 63% já mudaram. Além disso, 70% das pessoas dizem que querem carreiras mais alinhadas com seus gostos e propósito de vida. (qual a fonte da pesquisa?)  
Tendo isso em vista, o Lifelong Learning é o melhor meio para uma pessoa (inclusive um polímata) continuar se atualizando durante a vida, visando satisfazer seus desejos profissionais, os quais estão sujeitos a mudanças, que podem ser radicais.
Outra metodologia que tem tudo a ver com o perfil do polímata e que pode ajudar na sua formação é a Educação Integral.

O valor da Educação Integral para o polímata

A Educação Integral é um conceito que prega que a Educação deve abranger todas as dimensões do sujeito, como a física, intelectual, social, emocional e cultural. Nesse projeto, a Educação seria personalizada de forma individual, com a participação de educadores, gestores, famílias e comunidades locais.
O objetivo da Educação Integral é formar indivíduos autônomos, responsáveis e críticos, conforme o nosso século demanda. Por respeitar a singularidade dos sujeitos e a identidade de cada um, a construção da Educação Integral é alinhada aos interesses do aluno, por ser ele a pessoa que escolhe o que estudar.
Pelo fato de possuir um pensamento multidimensional,  o aluno pode se aproveitar de várias disciplinas e estabelecer novos conhecimentos. De maneira simplificada, é possível dizer que esse modelo de aprendizado cria estudantes polímatas com alta capacidade de levar novos conhecimentos ao mercado de trabalho.
Infelizmente, sem uma Educação Integral que ofereça acesso de qualidade à Tecnologia, à Arte, à Cultura, às Ciências, ao Esporte e a outras disciplinas, dificilmente haverá cidadãos polímatas com um pensamento autônomo e crítico na sociedade.

Vantagens de ser polímata

Há vários motivos para considerar ser um polímata. Veja a seguir:
a) multidisciplinaridade: explorar várias áreas diferentes para resolver um problema;
b) mais criatividade: ao ter disponível conhecimentos diferentes, você pode pensar em alternativas inovadoras;
c) integração entre tecnologia e componente humano: com a tecnologia fortemente presente no ambiente empresarial, alinhar o componente humano com o tecnológico se torna cada vez mais complexo; 
d) versatilidade: um polímata pode atuar em diversas frentes em uma empresa e apoiar as equipes.
Todas essas vantagens contribuem para a construção de um ser humano menos dependente de uma única profissão. Com o avanço da tecnologia, principalmente no século XX, diversas profissões perderam sua utilidade, assim como surgiram outras profissões exigidas pelo cenário mundial. 
Estar preso a uma área de atuação é muito arriscado em um mundo que está sempre mudando. Até mesmo as emissoras de televisão, que reinavam soberanas até poucos anos atrás, estão em um processo de adaptação para o streaming, algo sem precedentes, que era difícil de imaginar. 
Em vista disso, tornar-se um polímata faz-se necessário tanto para atuar de forma singular no mercado de trabalho quanto para sobreviver às mudanças sofridas por esse. Por isso, ressalta-se que o futuro exige profissionais polímatas, capazes de fluir em meio a transformações no panorama global.

Como me tornar um polímata?

O primeiro passo para se tornar um polímata é identificar quais áreas são do seu interesse. Pense em temas nos quais você mais se encaixe e faça uma lista bem organizada. Depois da lista feita, pesquise temas dentro dos assuntos que colocou e comece a estudar.
É bem importante também que você esteja aberto às pessoas que você conhece de outras áreas. Pode ser que, a princípio, você tenha preconceito com determinada ciência e não esteja disposto a estudá-la. Entretanto, depois de conhecer um profissional apaixonado por ela, você pode acabar achando-a interessante.
Quem nunca teve preconceito com alguma matéria por ter ido mal nela na escola? Então, depois de anos, você pode chegar a conclusão de que ela é muito mais agradável do que parecia no colegial.
Buscar vídeos no YouTube também é uma ótima alternativa. E gratuita. Na plataforma há todo tipo de profissional que você imaginar; desse modo, é possível conhecer infinitas áreas, até mesmo aquelas sobre as quais você nunca tinha ouvido falar e que são novidade no mundo científico.
Manter-se de olho nas novidades da Ciência pode render a você ideias inusitadas e incríveis nunca pensadas antes por ninguém. 

Vale a pena ser polímata?

Como vimos, um profissional polímata é raro e tem lugar garantido no mercado de trabalho. Isso porque ele contribui de maneira multidisciplinar com a equipe, ajudando um setor a entender e a  utilizar os conhecimentos do outro.
Em vista disso, e das demais informações contidas neste artigo, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que vale a pena se tornar um polímata, e que, como expressado no começo, o futuro pertence a esse profissional!
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