Por que inserir educação empreendedora nas escolas – exemplo dos EUA

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A Educação Empreendedora beneficia estudantes de todas as camadas sociais  porque incentiva a pensar de forma criativa, com foco na resolução de problemas das mais diversas naturezas.

No entanto, a reflexão sobre o papel do Empreendedorismo nas Escolas nem sempre acontece. Educadores ainda têm dificuldade de ver o Empreendedorismo em seu conceito mais amplo – ligado ao desenvolvimento de competências empreendedoras –, que pode ser um aliado da educação integral, aquela que prepara o ser humano para a vida.

No Brasil, com a inclusão do eixo de Empreendedorismo nos Itinerários Formativos do ensino médio, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que ocorrerá a partir de 2021, a Educação Empreendedora ganha um lugar de maior destaque no sistema de ensino. Isso a exemplo de outras nações, que já percebem a importância da Educação Empreendedora para o futuro dos jovens e até para a própria economia.

Educação Empreendedora nos EUA, um exemplo

Nos Estados Unidos, em 2009, 19 estados incluíam matérias de Empreendedorismo no ensino básico. Em 2015, esse número subiu para 42, de 50 estados no total. Em 18 estados, cursos de Empreendedorismo são obrigatórios. Mesmo assim, muitas instituições norte-americanas (e no resto do mundo) só começaram a perceber agora que o Empreendedorismo não consiste apenas na capacidade de abrir uma empresa, mas de pensar com criatividade e em colaboração.

O ganhador do prêmio Pulitzer, Thomas Friedman, começou a escrever sobre o tema para diversos veículos porque percebeu que os empregos que sua geração almejava já não existem da mesma forma. Por isso, dedica-se a preparar estudantes para que saiam da escola prontos a inovar e a inventar as próprias carreiras. Friedman dá o exemplo dos imigrantes: 18% dos negócios nos EUA foram criados por pessoas vindas de outros países. Isso significa uma renda de 775 bilhões de dólares. Por isso, ele aconselha os novos empreendedores desta forma: pensem como imigrantes, pois eles são otimistas paranoicos”. Se continuar assim, o método de ensino tradicional, baseado em giz e lousa, está prestes a ser transformado.

Motivos para apostar na Educação Empreendedora

Embora não seja possível afirmar que o aumento do Empreendedorismo no Brasil seja o reflexo de uma maior difusão da Educação Empreendedora, é inegável que empreender faz parte do futuro do trabalho no país. Segundo a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), as taxas de Empreendedorismo registradas em 2019 foram de 38,7%, isto é, um aumento em relação ao ano anterior, que era de 38%.

Isso significa que existem cerca de 53,5 milhões de brasileiros (com idade entre 18-64 anos) à frente de alguma atividade empreendedora, envolvidos na criação de outro empreendimento, consolidando um novo negócio ou realizando esforços a fim de manter um empreendimento mais estabelecido.

No entanto, muitos desses empreendedores não abrem um negócio por opção, mas por necessidade. O percentual de pessoas que afirmam empreender “para ganhar a vida, porque os empregos são escassos” é de 88,4%. No entanto, cresce o número de empreendedores por oportunidade no país. E esse número tende a aumentar ainda mais, quanto mais a Educação Empreendedora se tornar uma realidade nas escolas e instituições de ensino superior. Por quê? Porque, além do emprego, ela traz inúmeros benefícios ao desenvolvimento dos jovens. Veja alguns deles:

– Fomenta a Economia criativa

A Economia Criativa é a bola da vez. Ela é que um conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade para gerar valor econômico. Entretanto, com a digitalização do mundo e a automação de tantas tarefas antes executadas exclusivamente por seres humanos, a Indústria Criativa ganha ainda mais relevância. Temos valor naquilo em que somos insubstituíveis: capacidade crítica e de resolução de problemas de forma criativa.

E estas são exatamente as premissas da Educação Empreendedora: desenvolver indivíduos capazes de analisar cenários criticamente, identificando oportunidades e oferecendo soluções “fora da caixa”. Assim, em um país com mais Educação Empreendedora, a Economia Criativa também se fortalece.

– Impulsiona a inovação

Ter ideias não é um dom mágico ou um talento reservado a poucos. É uma prática. Com a Educação Empreendedora, os estudantes entendem como surgem as ideias e como podem fazer para ter mais e melhores ideias, ou seja, inovar. E aqui não estamos falando apenas de Inovação Tecnológica, mas de qualquer tipo de inovação que permita otimização de processos, ganho de produtividade, economia de recursos ou mesmo atendimento a necessidades que antes estavam desatendidas.

– Estimula a diversidade

Ao ter acesso a Educação Empreendedora, o estudante passa a ter em mãos ferramentas para tirar suas ideias do papel e fazer a diferença. Quando isso se dá, de forma ampla e democrática, é possível ter a presença de pessoas que antes não ocupavam espaços nos negócios abrindo as próprias empresas e implementando seus projetos.

Negros, mulheres, pessoas LGBTQIA+ e a população de baixa renda, por exemplo, têm a chance de colocar em prática seu olhar para o mundo. Mais pessoas empreendendo significa mais pontos de vista e soluções diversas para os problemas da sociedade.

Além dos Estados Unidos, outro exemplo de país que aposta na Educação Empreendedora é a Dinamarca. Quer saber como eles fazem isso? Conheça a Kaospilot, uma instituição de ensino totalmente inovadora.

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