Prêmio Sebrae Educação Empreendedora

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01/06/2022

Vencedores do Prêmio Sebrae Educação Empreendedora 2022: melhores práticas

O Prêmio Sebrae Educação Empreendedora 2022 tem como objetivo identificar e reconhecer as melhores práticas de Educação Empreendedora no Brasil. Até hoje, a iniciativa já impactou mais de 7 milhões de estudantes, por meio da capacitação de 270 mil professores.
O propósito de iniciativas como o tal prêmio é ampliar o alcance da Educação Empreendedora. Na edição de 2022, o foco foi incentivar, apoiar e premiar os educadores.
Com a pandemia, de uma hora para outra os educadores precisaram empreender na educação, aplicar novas metodologias, ser mais criativos, trabalhar com novas ferramentas, trazer ideias; tudo isso para que a educação continuasse.
Com o prêmio, foi possível compartilhar e conhecer essas práticas inovadoras. Os professores puderam se inscrever de forma individual ou em grupo. Era necessário que os inscritos fossem vinculados a alguma instituição de ensino.
Desde 2013, o Sebrae investe em Educação Empreendedora, por meio do Centro Sebrae de Referência em Educação Empreendedora (CER), que tem como objetivo reduzir a lacuna entre o mundo acadêmico e o mercado de trabalho. Há mais de 50 anos, o Sebrae apoia o empreendedorismo no Brasil.
]O educador pode ser entendido como um agente de mudança, e iniciativas como esse prêmio aumentam o alcance da Educação Empreendedora no Brasil.

A Educação Empreendedora

A Educação Empreendedora tem como intuito desafiar os jovens a resolver problemas da sociedade mediante ideias novas, de um modo diferente, trazendo melhorias. Como o empreendedorismo é um motor de transformação social, é importante estimular os jovens a se comprometerem com essas mudanças.
A formação empreendedora aproxima a escola da resolução de problemas reais, possibilitando aos estudantes assimilar melhor o conteúdo teórico e fazer um paralelo com a realidade. Por outro lado, o empreendedorismo promove uma postura mais protagonista, na resolução de desafios da sociedade.
Para além de ganhos técnicos, a cultura empreendedora faz com que habilidades comportamentais sejam trabalhadas pelos jovens. São habilidades como iniciativa, saber aprender, autonomia, capacidade de resolução de problemas.
Ser empreendedor envolve buscar soluções, usar os recursos que estão à nossa disposição para gerar valor à sociedade. E pensamento crítico e criatividade bem desenvolvidos são habilidades importantes, pois estão cada vez mais ganhando destaque.
Competições e premiações são incentivos para que os estudantes e os educadores se reúnam ao redor de uma causa e busquem uma solução. É uma forma de fomentar a discussão sobre empreendedorismo nas escolas.
Cabe ressaltar que a Educação Empreendedora não é capacitar o estudante para ser um empresário, mas sim para ter uma postura mais ativa, para ser capaz de criar o projeto de vida, por exemplo, que está previsto pela BNCC.

A premiação

A expectativa com o Prêmio Sebrae Educação Empreendedora 2022 era conhecer projetos diversificados, criados em diferentes contextos. Tal iniciativa premiou 5 categorias: Ensino Fundamental Anos Iniciais, Fundamental Anos Finais, Ensino Médio, Ensino Profissionalizante e Ensino Superior.
As inscrições para a premiação ocorreram em 2021, e, assim como nas edições anteriores, foi realizada uma etapa estadual e nacional de competição. Quem foi agraciado com a medalha de ouro na estadual concorreu na etapa nacional.
A entrega do Prêmio Nacional se deu na maior feira de educação básica no Brasil – a Bett Educar, em maio de 2022.
Dentre os critérios de avaliação dos projetos, buscou-se entender quais as metodologias foram aplicadas no contexto de cada projeto inscrito. Isso porque, quando se fala em Educação Empreendedora, não se pode aplicar somente metodologias tradicionais, porque envolve metodologias ativas, mão na massa, práticas.
Os professores puderam narrar como foram essas experiências de projetos de Educação Empreendedora em sala de aula. Apesar de o foco da premiação ser o educador, era necessário demonstrar e explicar como as habilidades empreendedoras foram trabalhadas com os estudantes. Outro diferencial da Educação Empreendedora é que os estudantes precisam tomar iniciativa, ser mais protagonistas, e devem se envolver verdadeiramente na execução dos projetos.

Ganhadores do Prêmio Sebrae Educação Empreendedora 2022

Agora vamos comentar a premiação nas 5 categorias, com o intuito de abarcar mais agentes de transformação social: Ensino Fundamental Anos Iniciais, Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio, Ensino Profissionalizante e Ensino Superior.

Ensino Fundamental Anos Iniciais

No que diz respeito à categoria “Ensino Fundamental Anos Iniciais”, a vencedora foi Regiane Freitas Pereira de Meira, do Paraná, com o projeto “Lixo é responsabilidade, sustentabilidade e renda”.
A iniciativa procurou tratar a questão do lixo reciclável, entendida também como fonte de renda para famílias e que contribui para a sustentabilidade do planeta.
O segundo lugar foi para o projeto “Colhendo os frutos do JEEP”, de Verônica Bruno Ximenes de Araújo, do Sergipe. O projeto voltou-se à resolução de uma situação do pipoqueiro da escola, um empreendedor muito querido que acabou despertando o espírito de empreendedorismo, da criatividade e da solidariedade em uma turma da escola.
E o 3º lugar foi obtido pelo projeto “Plante-me e descubra quem sou!” – de Valda Nascimento de Oliveira de Barros, do Amapá. O projeto de Valda iniciou em 2020 e continua em desenvolvimento desde então. Ele tem como objetivo convidar os estudantes a observar e a refletir sobre o ambiente à sua volta, focando em buscar soluções para resíduos orgânicos e o destino do “lixo” gerado no lar.

Ensino Fundamental Anos Finais

O vencedor da categoria “Ensino Fundamental Anos Finais” foi Gonçalo Lopes da Silva Neto, do Piauí, com o projeto “Matemática e o meio ambiente: do lixo ao luxo!”. Havia sido identificada nos alunos do 8º ano uma dificuldade com a realização de cálculos matemáticos, especialmente com números de casas decimais, além de embaraço ao lidar com o dinheiro. O professor optou por realizar um projeto “mão na massa”, envolvendo toda a comunidade e áreas como reciclagem e artesanato, fazendo com que o material reciclável se transformasse em itens a ser comercializado, gerando dinheiro.
Já o segundo lugar no prêmio nessa categoria foi direcionado ao projeto de nome “REUSETECH” – Reutilizando resíduos sólidos para a educação tecnológica, de Anselmo Augusto Fernandes Costa, do Pará. O projeto pautou-se nas metodologias “mão na massa” e “faça você mesmo” a fim de aproveitar e reutilizar o lixo gerado na criação de protótipos de robôs.
E o terceiro lugar foi para Pábula Nataely, do Amapá, com “O empreender na escola: Espetáculo Circo Almirante da Alegria”. A iniciativa teve como objetivo desenvolver práticas circenses na aula de Educação Física. Os alunos foram apresentados a atividades de movimentos corporais, técnicas de mágica, brincadeiras e músicas.

Ensino Médio

A vencedora da categoria “Ensino Médio” foi Joseane Angela Pasqualli do Amaral, do Rio Grande do Sul, com o projeto “Beep Factory”. Foi desenvolvido um dispositivo de baixo custo para aumentar a segurança de pessoas surdas ou com limitação auditiva na indústria, buscando aperfeiçoar a segurança dos equipamentos de proteção individual (EPIs). Com o uso do dispositivo, foi possível garantir que pessoas surdas ou com problemas auditivos pudessem se locomover com mais segurança em ambientes industriais.
O segundo lugar ficou com o projeto “Papel reciclado com a fibra de babaçu”, de Edson Sousa da Silva, do Maranhão. Foram selecionados estudantes, filhos de pessoas que vivem da quebradeira de coco babaçu para uma Oficina de Capacitação para produção de papel reciclado. O objetivo foi apresentar essa atividade como uma fonte de geração de renda.
E o terceiro lugar coube ao “InSocialTec”, de Danilo Freire de Souza Santos, da Paraíba. Foi desenvolvido um projeto interdisciplinar com o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação, com formação teórica e experiências de experimentação “mão na massa”.

Educação Profissional

A vencedora da categoria foi a Ivanilde Cordeiro Pacheco, do Maranhão, com o projeto: “COWORKING IFMA 2021 – Empreender no mundo digital para superar crises na Covid-19”. O intuito foi apoiar os empreendedores impactados pela crise da Covid-19 e promover a capacitação da comunidade e dos estudantes, contribuindo para a solução de problemas enfrentados por empreendedores durante a pandemia.
O segundo lugar ficou com o projeto “Produção de escudos faciais e máscaras VNI no combate à pandemia”, de José Augusto Andrade Filho, do Sergipe. Os estudantes no início da crise sanitária da Covid-19 se engajaram no combate à pandemia ao realizar a produção de escudos faciais e máscaras VNI. A proatividade dos estudantes foi colocada em prática na resolução das questões que lhes eram apresentadas.
Já o terceiro lugar foi obtido pelo projeto “KUCARACHA”, de Fabíola Dorneles Inácio, do Paraná. O projeto incentivou os estudantes a criar e a preparar receitas à base de insetos. A partir da conexão com um criador especializado, foram desenvolvidas receitas como balas de banana com bicho-da-seda e cerveja artesanal com baratas cinéreas.

Ensino Superior

O vencedor da categoria “Ensino Superior” foi Marcelo Oliveira Camponez, do Espírito Santo, com o projeto ‘Inovaweek”. Foi montada uma Feira de Inovação para expor os trabalhos dos estudantes, examinados de forma integrada com as avaliações bimestrais das disciplinas em que os estudantes estavam matriculados.
O segundo lugar da categoria foi destinado ao projeto “Engenheiros da infância”, de Daniel Fernandes da Cunha, de Goiás. A proposta foi a fabricação de brinquedos pedagógicos para utilização em Centros Municipais de
Educação Infantil (CMEI) da cidade de Goiânia e do entorno. Os brinquedos foram fabricados e melhorados com base na necessidade e nos relatos da equipe de educadores das unidades.
E o premiado em terceiro lugar foi o projeto “Carnaúba Valley: comunidade de startups, tecnologia e empreendedorismo da região norte do Piauí”, de Rodrigo Augusto Rocha Souza Baluz, do Piauí. O intuito do projeto foi promover habilidades técnicas e socioemocionais para a Educação Empreendedora dos estudantes, por meio de cursos, treinamentos, encontros, competições e outras atividades.

Menção Honrosa

O projetoPapel reciclado com a fibra de babaçu”, de Edson Sousa da Silva, do Maranhão, recebeu menção honrosa. Foi desenvolvido no âmbito da Educação de Jovens e Adultos (EJA), levando a experiência de produção de papel reciclado por meio de oficinas de capacitação para os estudantes. Foram selecionados estudantes filhos de pessoas quebradeiras de coco babaçu para participação de uma Oficina de Capacitação.

Destaque na pandemia

O projeto “Alunos amigos da escola em tempos remotos”, de Maria Carleene Rufino Maciel, de Pernambuco, foi destaque na pandemia. Diante da queda no interesse pelo aprendizado e da redução da socialização entre os estudantes, foi criado o projeto, distribuindo uma turma em grupos de WhatsApp, para o envio de atividades, dúvidas e contribuições.
Por um período de 15 dias, um “aluno amigo” observava quais os questionamentos dos demais e as repassava à professora, facilitando o entendimento dos conteúdos.

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