Saiba como as escolas internacionais praticam a Educação Empreendedora

Blog Saiba como as escolas internacionais praticam a Educação Empreendedora

23/12/2021
A Educação Empreendedora é uma metodologia de ensino que está revolucionando a aprendizagem não apenas no Brasil, mas a educação no mundo. O Empreendedorismo nas Escolas, portanto, está ligado diretamente às habilidades e à solução de problemas. Além disso, esse novo paradigma ensina os estudantes na tomada de decisões e em ações de Inovação.
Diante disso, o Empreendedorismo no mundo favorece as finanças porque mostra a mudança na economia e o modo pelo qual os governos incentivam a abertura das empresas e o aquecimento do mercado. Assim, os novos negócios têm respaldo positivo por aparecerem e impulsionarem, sobretudo a economia do país.
Já a educação no mundo, evidencia a consolidação da Educação Empreendedora como forma de desenvolver jovens altamente capacitados. Esses jovens, dessa maneira, formam-se com habilidades de adaptação e inovação dentro do mercado de trabalho e até mesmo norteando novas startups.

Educação Empreendedora no mundo

Diferentemente do Brasil, alguns países integram a Educação Empreendedora desde o ensino básico até as universidades. Em outras palavras, o estudante, desde criança, começa a adquirir habilidades empreendedoras para mudanças paradigmáticas que surgem positivamente no mundo que exige novas mudanças.
Para maior conveniência, outros simplificam o processo de abertura de empresa, priorizando a agilidade e fornecendo incentivos como linhas de crédito para novos negócios e para novas startups, já que, nesse novo modelo, a tendência dos novos negócios é adquirir empresas com alta produção, porém que mantenham os custos baixos linearmente.
Sob essa ótica, a Educação Empreendedora reinventa as formas de ensinar e aprender, visto que educadores e estudantes evoluem juntos em um modelo pedagógico moderno e que incentiva habilidades e qualificações para o futuro.
Essa nova representação também se faz mediante o empoderamento coletivo, em que todos os estudantes recebem a liberdade e o apoio para se desenvolverem, aprendendo a trabalhar em grupo. Desse modo, eles têm poder de decisão e autonomia na participação da administração de novas empresas.

Conheça alguns modelos de Empreendedorismo no mundo

Europa

Por intermédio de uma pesquisa, Educação para o Empreendedorismo na Escola na Europa, foram levantados dados de escolas públicas de 31 países europeus. Também se compararam informações de termos de estratégias nacionais, iniciativas, reformas em andamento e planos de ação.
A pesquisa, por sua vez, integrou a estratégia da Comissão Europeia 2020, que promoveu o Empreendedorismo como fator-chave, visando à integração na Educação. Os resultados, diante dessa averiguação, indicam que cerca de dois terços dos países que participaram do estudo reconhecem a Educação Empreendedora na educação primária. Nesse nível escolar, é feita abordagem curricular interdisciplinar, como um tema transversal.
Na educação secundária, a abordagem do Empreendedorismo é integrada em disciplinas curriculares existentes. Enquanto, no ensino secundário superior, mais da metade dos países participantes inclui o Empreendedorismo em matérias extracurriculares. Essas matérias são Administração, Educação Profissional ou Economia, porém quase sempre são optativas.
Nesse presente ensaio, levantaram-se informações relevantes como:
  • A Associação Jonk Entrepreneuren, em Luxemburgo, foi criada como parte da Junior Achievement. Ela oferece programas para diferentes níveis de educação com gestão de miniempresas por um ano.
  • O Reino Unido tem uma iniciativa do governo, a Enterprise Village, que investe em recursos on-line sobre Empreendedorismo para Educadores. Outra iniciativa foi o recrutamento de 2.500 empresas pelo Inspiring the Future (em português, “Inspirando o Futuro”).
  • O governo de Malta lançou o Plano Empreendedorismo através da Educação. O projeto apoia escolas por meio de material para os professores, palestras, competições entre os estudantes e visitas a empresas.

Dubai

Em Dubai, a taxa de desemprego entre os jovens locais é de 12%, sendo os Emirados Árabes um país que prioriza os empregos no setor público. Por isso, a cultura do país é tornar o setor privado e de negócios um “vilão”, por praticar precária remuneração dos funcionários e com muitas horas de trabalho. A cultura empreendedora de Dubai, portanto, depende da combinação de esforços entre a escola, o governo e a família, para que esse novo modelo intervenha significativamente nas novas gerações desse país.
Em contrapartida, há os que incentivam a liberdade de escolha e também estimulam a mentalidade para a defesa de desenvolver as habilidades e aprendizado na prática. Assim, o investimento nos jovens emiratis na Educação Empreendedora surge das iniciativas de Young Arab Leaders, Celebration of Entrepreneurship e Education for Employment.

Israel

Mesmo localizado em uma região de conflitos, Israel é referência nos negócios, conseguindo se desenvolver e ampliar o crescimento econômico. O governo israelense, assim, fornece linhas de crédito para incentivar o Empreendedorismo e viabilizar os novos negócios, tornando o país um berço de startups.
Esse destaque no país é porque a cultura empreendedora é imposta desde cedo, uma vez que estudantes universitários possuem acesso a recursos e à Educação Empreendedora para colocar suas ideias inovadoras em prática. Mesmo quando não tem boa performance, a ideia, ao contrário do que ocorre em muitos países, recebe respaldo para que se restabeleça, já que, em Israel, fracassos são vistos como parte da jornada até o sucesso.
Por conseguinte, as universidades também oferecem aos pesquisadores total liberdade para criar e empreender. A atuação dos profissionais é permitida dentro e fora da área de pesquisa, resultando em evolução. Desde o ensino básico até o superior, a Educação Empreendedora é implementada, sobretudo reconhecida no mundo por preparar os jovens para ingressarem no tão competitivo mercado de trabalho.

China

Popular pela sua cultura milenar, por suas dimensões continentais e por ser um país restrito, a China também é referência em Empreendedorismo. O governo chinês oferece incentivos e apoio às empresas do país e contribui para que se estabeleça como um polo global de Inovação. Uma empresa, contudo, pode ser aberta em apenas 30 dias por causa desse amplo incentivo governamental.
Os estudantes chineses, assim como os de Israel, entram em contato com a Educação Empreendedora desde cedo e durante a universidade, tendo acesso a recursos e a incentivos para colocar os projetos em prática. Portanto, os universitários formam uma rede de contatos para investimentos, mentorias e infraestrutura. Algumas instituições de ensino superior, além de incentivar os estudantes, oferecem a eles capital para abertura de novos negócios.
Em vista disso, como em Israel, o ensino da China é de alta qualidade, desde o básico até o superior. A formação dos estudantes garante, especialmente, alta qualificação profissional.

Empreendedorismo Social

O Empreendedorismo no mundo também tem sua vertente no trabalho social. Projetos inovadores focam nas pessoas em estado de vulnerabilidade e na educação de jovens e crianças de classes mais baixas.
A Fundação Schwab trabalha em parceria com cerca de 400 empreendedores sociais em mais de 190 países. Com isso, a comunidade dessa categoria de Empreendedorismo no mundo promove projetos que beneficiam a população mais vulnerável. Os projetos visam aumentar, significativamente, os meios de subsistência, como acesso à saúde, ao fornecimento de energia limpa e à melhoria na educação.
Não se pode deixar de ressaltar que os dez países onde o Empreendedorismo Social é mais ativo são, em sua maioria, mercados de baixa e média renda. São eles: Brasil, Etiópia, Quênia, México, África do Sul, Índia, Nigéria, Tanzânia, Uganda e Estados Unidos.

Outros negócios sociais de Empreendedorismo e Educação no mundo

Além dos projetos sociais engajados, há outros que vêm fazendo a diferença na população de baixa renda como os seguintes:
  • Copa do Mundo dos Sem-teto: uma organização esportiva no Reino Unido, criada para combater a falta de moradia e a pobreza por meio do futebol.
Mothers2Mothers: o projeto da África do Sul trabalha com mulheres e crianças em tratamento de HIV, principalmente na eliminação da transmissão do vírus de mãe para filho. Também criou empregos para mulheres portadoras de HIV.
Room to Read: o projeto estadunidense atuou em 16 países com o Programa de Alfabetização e Programa de Educação para Meninas.
Movimento Financeiro para Crianças e Jovens: sediado na Holanda, o projeto trabalha globalmente para garantir cidadania econômica a jovens e a crianças.
Ainda há muitos desafios do ensino no Brasil, mas, para entender mais dessa metodologia, não deixe de baixar o e-book Educação Empreendedora na Prática.
Como vimos, existem muitas iniciativas ao redor do mundo utilizando a Educação Empreendedora como ferramenta de ensino. No Brasil, ainda existem muitos desafios a ser vencidos para inserir o Empreendedorismo nas escolas. Quer saber mais sobre o assunto? Baixe nosso e-book Educação Empreendedora na Prática e conheça também o Observatório Educação Empreendedora na sua Escola.

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