Tecnologia na educação: tendências e visões

Blog Tecnologia na educação: tendências e visões

19/07/2022

O mundo todo vive conectado. A todo tempo, em qualquer lugar. Os recursos tecnológicos se tornaram itens indispensáveis na vida em sociedade e há muita gente que não se imagina sem eles. Eles fazem a diferença na saúde, na indústria, no trabalho, nas relações e, claro, no ensino também. A tecnologia na educação é uma realidade que cresce diariamente e pode fazer a diferença na rotina. Acompanhe!

O uso de ferramentas tecnológicas em ambientes educacionais vem se tornando cada vez mais comum. Afinal, a tecnologia na educação é capaz de fazer com que  o processo seja mais prático, dinâmico e interessante. Além de ser mais um atrativo para os estudantes, essa ferramenta  favorece a interatividade entre eles. Ou seja, o benefício vai muito além da sala de aula e pode até ser um potencial desenvolvedor das competências socioemocionais no que diz respeito à socialização.

Dados podem ser bons indicativos. Ainda que a desigualdade social faça com que parte da população não tenha acesso à internet, uma matéria publicada pelo G1, em dezembro de 2021, aborda o tema e mostra que o número de usuários cresceu depois da Covid-19. De acordo com a matéria, um relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) apontou que aproximadamente 4,9 bilhões de pessoas usaram a internet no ano, o que significa quase 800 milhões de pessoas a mais do que antes da pandemia.

Afinal, a tecnologia na educação é um avanço ou um atraso?

Embora exista algum receio por parte de alguns profissionais, é importante pensar que a tecnologia é sobretudo uma aliada da educação, não uma substituta.

A professora Débora Garofalo – primeira brasileira e a primeira sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize – aborda esse tópico em uma entrevista que concedeu ao Portal CER sobre as tendências da educação para este ano. Segundo ela, devemos pensar na tecnologia como uma propulsora dos processos de aprendizagem – ela não tem uma finalidade, por si só, de transformar a educação. “Para que seja transformada, a educação precisa vir acompanhada de novas abordagens de ensino. E é aqui que entra o ensino híbrido, que caminha lado a lado e agrega dentro do universo da Educação 5.0″, revela.

Tendências da tecnologia na educação

Gamificação

Esse assunto é pauta no Portal CER recorrentemente. E não é por acaso: o uso dos jogos para ensino de conteúdo pode ser uma alternativa muito interessante. O processo de gamificação apoia no desenvolvimento do raciocínio lógico, no planejamento de médio e longo prazos e na capacidade de concentração. Além disso, a utilização dos jogos aumenta o engajamento do estudante e pode tornar a jornada de aprendizagem mais divertida.

Assistentes virtuais

“Alexa!”. Se você nunca falou isso, certamente já ouviu. Isso porque as assistentes virtuais viraram febre em todo o mundo e, claro, chegou à educação. Com base no mapeamento feito pela inteligência artificial, fica mais fácil respeitar o ritmo de cada aluno –  uma vez que isso permite a personalização do ensino de acordo com as características de aprendizado de cada um.

>> Confira aqui um artigo da Amazon que aprofunda o uso dessa tecnologia na educação e apresenta dois cases de sucesso.

Softwares de acessibilidade

Pessoas com Deficiência (PCDs) encontram, infelizmente, dificuldade em inúmeros lugares – nas instituições escolares também. E aqui entra mais um benefício da tecnologia na educação: tem sido cada vez mais comum o surgimento de softwares de acessibilidade que podem auxiliar alunos com diferentes necessidades, apoiando no processo de ensino-aprendizagem de pessoas com autismo, deficiência auditiva e deficiência intelectual.

>> Leia no portal da Prefeitura de Campinas: Plataforma de softwares para alunos com deficiência é implantada na rede

Metaverso

O assunto entrou em pauta recentemente e, embora não esteja efetivamente disponível, já traz inúmeras especulações e possibilidades. Por meio do metaverso, um ambiente virtual que imita a vida real, será possível imitar a vida real em um “universo paralelo” – trabalhar, socializar, viajar, estudar. Essa integração entre os ambientes on-line e off-line, que se aproximam por recursos como óculos de realidade aumentada e luvas sensoriais, abre espaço para avanços na educação. Além de intensificar o interesse do estudante no conteúdo, a ferramenta tem potencial para melhorar o processo de ensino-aprendizagem por meio da criação de ambientes virtuais paralelos que podem ser compartilhados entre os estudantes.

Palavra de especialistas

No vídeo “Educação e Tecnologia: Ontem, Hoje e Amanhã“, do canal Café Filosófico CPFL, especialistas discutem o tema e abordam questões que fazem refletir. Destacamos alguns depoimentos a seguir.

“Na questão educacional, é complicado essa tecnologia substituir, realmente, um bom professor. Eu costumo brincar dizendo que, se o professor pensa que a tecnologia, a inteligência artificial vai substituí-lo, ele realmente merece ser substituído porque não entendeu qual é o seu papel e qual é a sua função nesse processo de ensino-aprendizagem.”

José Armando Valente | Professor de IA da Unicamp

“A educação, especificamente, é uma manifestação social. Ela é indissociável. Não tem como separá-la das próprias relações humanas. Todo ser, todo indivíduo tenta conceber essa educação, tenta pensar essa educação baseado nas suas referentes, nas suas ideologias dominantes de um determinado período em que está inserido – histórico, cultural, social. Quem trabalha muito bem esse tema é Boaventura de Sousa Santos [professor português], que diz que a educação é um espelho da sociedade. O que ela reflete é o que, em última instância, a sociedade é.”

Bruno Tovar Falciano | mestre em Educação, especialista em Educação Infantil e pesquisador de políticas públicas para a educação

“Então vale a pena a gente ver que essa resistência em mudar [para o mundo tecnológico] talvez seja medo de enfrentar o desconhecido. Vamos aproveitar a nossa experiência e vamos alavancar outra. Nós ainda temos essa ideia de que as escolas precisam ser todas iguais. Não precisam, aliás, nem devem. O que se aprende na escola não é apenas conteúdos, quantidade de conteúdos, mas principalmente metodologias – como [elas] trabalharam os conteúdos do conhecimento sistematizado. A diversidade do mundo tem que estar presente no mundo escolar. Uma boa escola faz qualquer aluno aprender.”

Rosely Sayão | Psicóloga e consultora educacional

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