Dicas para produzir conteúdo com mais acessibilidade na EAD

A inclusão social na educação à distância é um dos maiores desafios dessa modalidade. Embora a tecnologia seja uma aliada da inclusão e apresente boas perspectivas com apps, softwares e ferramentas de inteligência artificial, mecanismos que levam em consideração as especificidades de aprendizado  ainda são raros.  E as metodologias de ensino também devem avançar para promover a inclusão de fato, seja na educação totalmente à distância ou no ensino híbrido.

No entanto, existem pequenas medidas que os professores podem adotar na hora de produzir o conteúdo educativo. Isso garante mais acessibilidade na EAD para jovens com deficiência ou para a turma em geral, considerando as limitações de cada um.

Caso você não tenha acesso a plataformas com recursos de acessibilidade na hora de criar ou publicar suas aulas, algumas dicas simples podem ajudar.  Veja a seguir algumas delas.

8 maneiras de garantir mais acessibilidade na EAD

Textos

Ao produzir textos e material escrito voltados aos estudantes, cuide para que a fonte dos textos seja legível e grande o suficiente para ser lida em telas menores – no mínimo tamanho 12, aumentando à medida que os estudantes forem menores. Evite também trabalhar com mais de uma fonte diferente, o que acaba por deixar o material mais poluído, e escolher fontes rebuscadas, com serifas, por exemplo. Arial, Verdana e Calibri são ótimas indicações para leituras em telas.

Além disso, o espaço entre linhas é fundamental para garantir uma leitura mais fluida e um visual mais clean. Trabalhe com espaçamento de 1,5 ou duplo, sempre que possível. Outra dica é quebrar o texto em pequenos blocos, inserindo uma linha inteira de respiro entre os parágrafos – e nomeá-los com intertítulos, deixando a leitura mais escaneável.

Cores

Usar e abusar das cores é uma ótima forma de deixar o conteúdo mais atrativo. Mas nem sempre elas são visíveis a todos os alunos – no Brasil, há pelo menos 8 milhões de daltônicos.

Sempre que incluir um gráfico ou algum grafismo, lembre-se de inserir uma pequena descrição da cor usada. Dê preferência a cores contrastadas e não se esqueça de verificar a leitura do texto e das imagens (se os elementos estão bem visíveis) antes de finalizar o conteúdo. Se perceber que algum gráfico esteja difícil de ler ou requeira muito foco, incluir uma cor contrastante no fundo pode ajudar.

Legendas

Introduzir legendas em todos os vídeos é fundamental. Não só para alcançar alunos com deficiência auditiva, mas também considerando que muitos estudantes veem o material pelo celular ou com distrações a sua volta. As legendas ajudam a manter o foco e reforçam o que está sendo dito.

Muitos aplicativos atualmente fazem esse trabalho automaticamente, portanto você nem precisa se preocupar. Alguns até traduzem o que está sendo dito para idiomas como inglês ou espanhol, caso essa seja uma necessidade em suas aulas.

Ao produzir conteúdo audiovisual para redes sociais – stories, reels, vídeos, imagens – lembre-se também de sempre resumir o que está sendo dito em uma pequena legenda, usando os recursos da própria ferramenta. Isso ajuda a sintetizar o conteúdo em poucas palavras e torná-lo mais acessível também. 

Textos alternativos

Um dos recursos que facilita bastante a acessibilidade do conteúdo on-line, promovendo mais inclusão social no Ensino a Distância, é incluir um texto alternativo descritivo para todas as imagens e vídeos. Além de ser muito importante para o ranqueamento do conteúdo em sites de busca como o Google, se for o caso, essa prática leva em consideração que nem todo usuário consegue carregar a imagem, carregá-la na velocidade esperada ou enxergar.

Para isso, é importante que o texto seja curto, objetivo, direto e bastante descritivo do que se vê nas imagens.

Tradução

Talvez esta dica possa parecer óbvia quando o assunto é inclusão social no Ensino a Distância ou simplesmente produção de conteúdo para as plataformas digitais, mas é importante lembrar que incluir a opção de legendas traduzidas para conteúdos como palestras, comentários de especialistas ou qualquer inserção em língua estrangeira, mesmo que os estudantes dominem completamente o idioma. Assim como no caso das legendas, vários apps ou mesmo plataformas como o YouTube fazem isso de forma automatizada, poupando trabalho operacional  aos professores.

Imagens

Nas telas, as imagens ganham peso ainda maior na compreensão do conteúdo. Elas são facilmente escaneáveis aos olhos e têm o poder de sintetizar ideias. Por isso, trabalhe com imagens sempre que possível. Elas não só contribuem com os alunos que apresentam algum déficit de atenção, como também ajudam a deixar o conteúdo mais leve e descontraído – use e abuse dos memes e dos gifs quando o conteúdo das aulas permitir.

Módulos curtos

Muitos professores, acostumados às aulas tradicionais de 50 minutos, tendem a gravar conteúdos muito extensos em vídeo, o que acaba deixando a dinâmica da aula lenta e enfadonha. Isso porque nossa capacidade de concentração e foco quando assistimos a um conteúdo nas telas – especialmente as de tablet e smartphone – é infinitamente menor do que em uma situação presencial. Por isso, “quebre” o conteúdo de uma aula em diversos vídeos menores, separando por assunto. Isso ajuda quem tem mais dificuldade de concentração, facilitando a inclusão social no Ensino a Distância, e também auxilia os estudantes a buscar o conteúdo por tema posteriormente, localizando exatamente a lição que desejam rever.

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