Ensino de programação: 7 dicas para quem está começando

Cada vez mais presente nos currículos escolares, o ensino de Programação é uma necessidade dos dias de hoje, em que os estudantes precisam compreender a tecnologia e utilizá-la criticamente, além de se prepararem para o futuro do trabalho, no qual a previsão é a de que a habilidade de Programação esteja em alta.

Ensinar Programação certamente pode parecer um desafio para muitos professores, mas é algo que pode ser aprendido e replicado com a ajuda de tecnologias que deixam o processo mais lúdico e simples. Por onde começar, como ensinar os códigos e quais são as melhores tarefas a ser propostas aos alunos são algumas dúvidas que podem surgir. Por isso, separamos 7 dicas que vão esclarecer tais dúvidas em relação aos professores que estão começando. Confira!

Dica #1: Comece ensinando o pensamento computacional

Antes de mostrar linguagens de Programação aos alunos, é importante ensinar a eles as bases do raciocínio no qual os computadores operam. Por meio do pensamento computacional, é possível fundamentar o entendimento dos alunos de como os códigos funcionam e apropriar-se dessa estrutura de raciocínio a fim de resolver problemas até mesmo fora do campo da Computação.

Pensamento computacional é uma ideia citada pela primeira vez, em 1980, por Seymour Papert, teórico conhecido por cunhar as ideias do Construcionismo, e disseminada mundialmente em 2006, por meio de um artigo assinado por Jeannette Wing, chefe do Departamento de Ciência da Computação na Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA.

De acordo com ela, o conceito de pensamento computacional corresponde ao processo mental de formular problemas e suas respectivas soluções de modo que possam ser executados por processadores de informações – seja seres humanos, seja computadores, seja uma combinação de ambos.

Esse processo consiste em quatro etapas:

1º) Decomposição: decompor o problema em partes menores, a fim de que seja mais fácil trabalhar com ele.

2º) Padrões: identificar o(s) padrão(ões) que gera(m) o problema.

3º) Abstração: ato de ignorar os detalhes de uma solução para que ela possa ser válida em relação a diversos problemas (alcançar uma solução generalizante).

4º) Algoritmo: estipular um algoritmo (sequência de passos, como numa receita de bolo) visando à resolução do problema.

O pensamento computacional é ensinado por meio de exercícios de Computação desplugada e plugada. Para saber mais, confira nosso post sobre como aplicar o pensamento computacional em sala de aula.

Dica #2: Explore plataformas gratuitas

Há um vasto repertório de recursos gratuitos na internet para utilizar no ensino de Programação. O site code.org, por exemplo, possui um catálogo com diversos cursos de Programação, com conteúdo para alunos a partir de quatro anos de idade. Há também a Hora do Código, evento mundial de ensino de Programação em que são promovidos tutoriais de uma hora que ensinam as bases da Computação.

Além disso, há o Scratch, software em que os estudantes podem programar os próprios jogos, animações e histórias interativas, com a possibilidade de compartilhar suas criações em uma comunidade on-line. O Scratch é um projeto do grupo de pesquisas Lifelong Kindergarten, pertencente ao MIT.

Dica #3: Foque em apenas uma linguagem de Programação

Assim como em idiomas, cada linguagem de programação é um conjunto de regras e instruções para gerar programas (softwares). Elas são várias: Java, Phyton, JavaScript, HTML, Objective-C entre outras. Por isso, para que a aprendizagem seja mais efetiva, foque em ensinar apenas uma linguagem de Programação. Mantenha-se nela até que os estudantes alcancem um nível avançado de conhecimento. Apenas a partir daí é que outras linguagens devem ser introduzidas.

Dica #4: Escreva códigos na frente dos alunos

Escrever códigos na frente dos alunos é melhor do que mostrar os códigos prontos em slides, mesmo que isso gaste mais tempo. Ao escrever o código, os alunos aprendem pela observação, têm mais chances de fazer perguntas do tipo “e se…”, são beneficiados por uma explicação mais lenta, podem ver como os professores diagnosticam e corrigem erros e têm a oportunidade de observar que até mesmo os professores cometem erros, entendendo que a falha é normal.

Dica #5: Adote uma abordagem de Aprendizagem Baseada em Projetos

Uma boa abordagem para o ensino de Programação é a Aprendizagem Baseada em Projetosmetodologia ativa por meio da qual os alunos aprendem ao se envolverem com tarefas e desafios para desenvolver um projeto ou um produto. O método torna o aprendizado mais prático e estimula competências como o pensamento crítico e o protagonismo.

Dica #6: Deixe que haja momentos de “discussão”

Durante a execução de uma tarefa ou projeto, deixe com que os alunos discutam entre si para encontrar os caminhos de resolução do problema, mesmo no caso de tarefas individuais. Isso vai ajudá-los a desenvolver habilidades de colaboração, tornar o processo de aprendizado mais fácil e beneficiar os estudantes que têm maior dificuldade.

Dica #7: Proponha tarefas autênticas no ensino de Programação

Os alunos costumam ficar mais engajados em tarefas autênticas, que tenham um ponto de contato com a vida real, do que em exercícios abstratos. Por isso, use exemplos práticos e proponha tarefas verdadeiras para os alunos, tocando em temas que vão mobilizá-los. A motivação conta muito no envolvimento deles com o conteúdo.

O uso da Programação na resolução de problemas reais é um exercício que também promove a Educação Empreendedora, metodologia de aprendizagem que busca formar indivíduos para agir com protagonismo perante a sociedade e o mercado de trabalho. Isso porque a Programação é dada como ferramenta para que o aluno possa atuar no mundo.

O ensino de Programação vem ao encontro de necessidades de formação de pessoas no século XXI, preparando os jovens para lidar com a tecnologia, trabalhar com ela e usá-la na resolução de problemas da sociedade. Se quiser saber mais do ensino de Programação, baixe o nosso e-book sobre Pensamento Computacional

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