Gestão de crise em escolas: como enfrentar momentos difíceis

Estamos passando por um período bastante desafiador em razão de uma pandemia do novo coronavírus, a COVID-19. Todos os setores estão sendo impactados e com a educação, não é diferente. 

O número de estudantes fora da sala de aula já é superior ao de jovens que seguem indo à escola em todo o mundo, e a tendência é que esse número aumente ainda mais nos próximos dias. Por isso, a educação on-line tem sido uma grande aliada das instituições de ensino ao redor do planeta. Aquelas escolas que já haviam passado por uma transformação digital saem na frente, com infraestrutura e metodologia adaptadas para o ensino a distância (EAD). Outras instituições, no entanto, tentam fazer o melhor com o que podem e se têm aventurado nas  videochamadas, na produção de conteúdo para o YouTube, dentre outras alternativas. 

Pensando nisso, o CER preparou uma série de conteúdos especiais para o momento. Nossa intenção é sanar suas dúvidas e oferecer ferramentas visando dar o suporte necessário durante esse período de educação on-line. Esperamos que goste! Boa leitura!

A Gestão de Crise em Escolas tem sido um tema relevante em tempos de pandemia do novo coronavírus – COVID-19. Afinal, a realidade das instituições tomou um novo rumo nos últimos meses. No que diz respeito ao universo das Relações Públicas, o gerenciamento de crise é um assunto que nunca perde a importância. Afinal, boa parte das organizações está sujeita a passar por crises, que podem ser financeiras, de qualidade, de imagem, dentre tantas outras.

Diante da intensa rotina objetivando manter o funcionamento das instituições educacionais, nem sempre é simples conseguir um tempo para planejar ações estratégicas que possam prevenir crises. No entanto, entender e mensurar o cenário pode ser importante no sentido de prever ameaças e dificuldades futuras.

O aumento da taxa de inadimplência, a evasão escolar para instituições com mensalidade mais baixa ou para escolas públicas e até mesmo a dificuldade em efetivar novas matrículas nem sempre são identificados pela organização como uma crise. Por isso, muitas vezes falta estratégia, organização e planejamento que visem a mudar o cenário sem afetar a reputação, as finanças e as atividades da instituição. A fim de entender a melhor maneira de se preparar para situações inesperadas nas instituições de ensino, acompanhe a leitura seguinte e descubra práticas para a Gestão de Crise em Escolas.

Gestão de Crise em Escolas: 5 dicas para enfrentar momentos difíceis

Antes de mais nada, em uma situação emergencial, reflita sobre estas perguntas e responda com franqueza:

  • O gestor do colégio está preparado para lidar com uma crise ou é necessário recorrer à ajuda externa?
  • O gestor é capaz de responder a todas as dúvidas do público ou será preciso nomear um porta-voz para essa função?
  • A escola tem um Plano Estratégico?
  • A instituição se preocupou com um mapeamento de todos os possíveis desdobramentos negativos e em relação a sua resposta para cada um deles?
  • Quais canais de comunicação a escola tem e como cada um será utilizado no momento de crise?
  • A tecnologia pode ajudar a instituição a enfrentar a crise de alguma maneira? Temos infraestrutura tecnológica suficiente ou precisaremos investir?

Com esse mapeamento inicial, é hora de dar os primeiros passos. Veja alguns deles a seguir:

1. Agilidade é fundamental

Primeiramente, a agilidade na Gestão de Crise em Escolas é fundamental para evitar problemas ainda maiores. Sendo assim, a comunicação é muito eficaz mesmo quando não não é possível dispor das melhores respostas para todos os públicos. Agir rápido, posicionar-se e criar um canal de comunicação ágil e confiável com os envolvidos é o melhor a fazer.

2. Comunicação deve ser constante

Em uma crise não basta apenas se posicionar. Continuar ouvindo e se comunicando com os públicos é necessário para tomar medidas de curto e médio prazos. A transparência no discurso constrói uma narrativa que é o fator-chave para que você mantenha a reputação da escola.

Lembre-se também de que a transparência deve ser a base de toda a sua comunicação, levando em consideração os valores e os limites éticos da instituição. Além disso, para evitar gargalos na comunicação, faça alinhamentos constantes com todos os funcionários e os professores a respeito da situação e das ações que serão tomadas. Apresente também qual será o fluxo de informação adotado e quem serão os porta-vozes oficiais da escola. Afinal, um sistema de diálogo falho pode prejudicar a sua equipe. Não se esqueça de manter a comunicação interna, já que ela é essencial para uma boa Gestão de Crise em Escolas.

3. Planeje-se com antecedência (sempre que for possível)

Realmente é desafiador se posicionar e propor medidas ágeis quando surge uma crise. Em geral, muitos problemas das escolas são resolvidos de forma reativa, tomando uma decisão no improviso e no calor dos acontecimentos. Mas é possível se antecipar. Um bom Plano de Gestão de Crises é implementado na instituição com antecedência.

Já ouviu falar de Gerenciamento de Risco? Bom, este estudo pode ser feito pelas próprias instituições ou contratando profissionais terceirizados. Normalmente, uma análise é realizada para entender o contexto da escola e quais riscos ela sofre potencialmente, podendo prever algumas situações. Esse tipo de estudo pode envolver pesquisas de opinião ou auditorias, por exemplo. O Mapeamento e o Gerenciamento de Risco é uma das maneiras mais eficazes de se antecipar a qualquer situação inesperada.

4. Organize-se financeiramente para a Gestão de Crise em Escolas

Para quem deseja vencer e minimizar os impactos da crise em uma instituição de ensino, o Planejamento Financeiro e a Organização são fundamentais. Toda a atenção do gestor deve voltar para o acesso e o controle do fluxo de caixa. Afinal, você nunca sabe qual a dimensão que uma crise vai tomar.

Um dos maiores desafios das escolas é manter o nível de inadimplência sob controle para que o planejamento financeiro não seja prejudicado. Uma boa dica é ter um profissional focado em atender as famílias dos alunos e tratar esses casos de inadimplência com eles.

5. Quem cuida da crise são os gestores

A Gestão de Crise em Escolas pode e deve ter o auxílio do Setor de Comunicação, mas é um equívoco pensar que só ele será responsável por tudo. Quem deve cuidar da crise são os próprios gestores.

É muito comum ver diretores deixando a responsabilidade para outros setores da escola, o que pode tornar os problemas ainda maiores.

O mais recomendado é que você organize um Comitê de Crise. Assim, você consegue se envolver e ainda contar com o auxílio de outros profissionais da escola. É o comitê que fará o planejamento de toda a operação e a condução de tudo juntamente com a equipe. Por isso, é importante ter em mente que esse grupo não pode passar de dez pessoas, em função de manter a resolução das adversidades ágil e sem burocracia.

Gestão de Crise na Educação: a COVID-19

Com a pandemia de COVID-19, as escolas do Brasil e do mundo foram pegas de surpresa e tiveram de adotar o ensino remoto. A falta de infraestrutura e de experiência com a educação a distância (EAD) está gerando muitas dúvidas aos gestores.

Além de pensar estratégias para garantir o acesso ao conteúdo das aulas, neste momento é mais necessário manter a combinação de aprendizagem com suporte emocional. Afinal, os alunos têm sentido falta da escola, dos amigos e dos professores. Por isso, é preciso mobilizar os docentes para que eles mantenham contato com a turma, seja por WhatsApp, seja por e-mail, seja por outros canais de redes sociais.

Buscando auxiliar gestores neste período, o Sebrae lançou uma cartilha que se propõe a auxiliar no enfrentamento do novo coronavírus. O material é gratuito e está disponível para download. Basta clicar aqui.

Gostou da leitura sobre Gestão de Crise em Escolas? Descubra também como conseguir o apoio da família durante o período de ensino remoto. Isso certamente  ajudará você a amenizar os impactos do distanciamento social na aprendizagem dos estudantes.

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