Como aplicar o pensamento computacional na educação

A tecnologia está presente em praticamente todos os aspectos da vida humana, desde o ambiente de trabalho até os momentos de lazer. Ainda muito novos, crianças e adolescentes têm contato intenso com televisão, celular, tablet e tantas outros aparatos adquiridos em busca de maior conforto no dia a dia. Mas será que todas as pessoas sabem quais são os princípios que regulam o funcionamento dessas máquinas? Mais do que isso, será que professores e gestores escolares têm conhecimento sobre como aplicar o pensamento computacional na educação?

A presença quase constante da tecnologia na vida moderna traz a necessidade de que todos compreendam a tecnologia mais profundamente, tendo a capacidade de utilizá-la de maneira crítica. O pensamento computacional, método de raciocínio proveniente da Ciência da Computação, oferece essa possibilidade para quem o desenvolve. E, mais do que isso, apresenta uma estratégia de resolução de problemas  não aplicável somente ao mundo da tecnologia, mas às mais variadas áreas do conhecimento.

Neste post, entenda como aplicar o pensamento computacional na educação com exercícios práticos para a sala de aula.

Como o pensamento computacional funciona

Como dito, pensamento computacional é um processo mental de resolução de problemas baseado em conceitos da Ciência da Computação. Seu objetivo é fazer formulações que possam ser executadas por seres humanos, por computadores ou por uma combinação de ambos. Os benefícios do método colocam à disposição dos estudantes mais confiança e autonomia , maior preparo para a vida profissional e capacidade de entender e produzir tecnologia.

Funciona em quatro etapas:

1°) Decomposição – ato de decompor um desafio em problemas menores, a fim de facilitar sua resolução.

2º) Padrões – reconhecimento de padrões que geram o problema.

3º) Abstração – ação de ignorar detalhes específicos do problema a fim de chegar a uma solução generalizante, que se aplique a uma classe de problemas.

4º) Algoritmo – criação de um algoritmo para a resolução do problema, ou seja, uma lista ordenada de instruções.

Saiba tudo do pensamento computacional na educação baixando gratuitamente nosso infográfico.

 

 

Atividades que desenvolvem o pensamento computacional na educação

Segundo a Secretaria de Educação do Estado do Paraná, o pensamento computacional na educação pode ser desenvolvido por meio de três tipos de atividades. Vejamos:

  • Atividades alquimétricas, que aliam conceitos de métrica (medida) e alquimia (mágico, transformador), resultando na construção de brinquedos didáticos que podem ser produzidos pelos próprios estudantes com o emprego de material reciclável ou alternativo.
  • Computação desplugada, que consiste em atividades fora do mundo virtual que simulam tarefas de computador.
  • Computação plugada, que são atividades de computação que utilizam o computador.

Confira alguns exemplos de atividades que desenvolvem o pensamento computacional na educação e podem ser aplicadas em sala de aula, conforme propostas pela Secretaria.

Desenho no escuro

Nessa atividade, o aluno simula o processo de programação. Aqui, ele entende que os computadores são programados por meio de comandos dados em uma linguagem de vocabulário limitado, e que essas máquinas sempre obedecem às instruções ao pé da letra, mesmo se, no final, for produzido um resultado que não faz sentido nenhum.

Os alunos devem ser distribuídos em duplas, em que sempre um representará o programador, e o outro, o computador. O programador recebe um cartão com um desenho e deve dar instruções simples ao computador para que este o reproduza com fidelidade, sem deixar com que ele veja o desenho ou falar do que se trata. Também não é permitido descrever a imagem ou dar pistas sobre ela. O objetivo é que o desenho feito pelo computador seja o mais parecido possível com a imagem dada.

Caminhos das artes

Em uma folha A4, faça uma tabela com 9 linhas e 7 colunas. Em algumas células aleatórias, posicione figuras de quadros famosos de artistas como Tarsila do Amaral, Salvador Dalí, Pablo Picasso, dentre outros, uma obra para cada pintor. Esse será o tabuleiro do jogo. Imprima um papel com fotos (e nome) dos pintores, de tamanho pequeno, para caber nas casas do tabuleiro.

O jogo também funciona em duplas de um programador e um computador, e o objetivo é que o computador leve a imagem de cada pintor à sua obra. O programador deve dar comandos como “ande duas casas para a direita” ao computador, e este só poderá fazer o que for ordenado pelo primeiro. Esta atividade pode ser adaptada para outras disciplinas também.

Torre de Hanói

Conhece aquele jogo em que existem dois pinos e vários discos de tamanhos diferentes? Que tal levar alguns para a sala de aula? Esse quebra-cabeça trabalha as quatro etapas do pensamento ocupacional, contribui para o raciocínio lógico e para a capacidade de resolução de problemas. O objetivo do jogo é transferir todos os discos de um pino para o outro em no máximo 31 movimentos, sendo que só é permitido mover apenas um disco por vez, e mais: um disco maior nunca poderá ficar em cima de um disco menor do que ele.

Aprender programação online

Depois de realizar atividades desplugadas visando desenvolver o pensamento computacional na educação, é interessante também realizar atividades no computador. Existem plataformas como o Scratch, que ensinam Lógica de Programação a crianças mediante projetos divertidos, e o site Code.org, que ensina conceitos de Ciência da Computação e Linguagens de Programação  lançando mão de tutoriais e cursos. Com isso, os alunos podem experimentar a linguagem computacional.

Treinar pensamento computacional na educação é oferecer aos estudantes conhecimento sobre objetos que influenciam a sua vida diretamente, tornando-os mais conscientes.  Significa também propiciar a eles uma ferramenta de resolução de problemas que os ajude a desenvolver autonomia e protagonismo na vida acadêmica e pessoal. Confira também nosso infográfico com 4 habilidades desenvolvidas pelo pensamento computacional.

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