Saiba como usar o mapa mental como ferramenta de aprendizagem

“Eu sei o que é, mas não sei explicar”. Quem já ouviu essa explicação de um estudante entende a frustração ao perceber que a matéria não ficou gravada na memória dele. O modelo comum de aprendizagem em sala de aula – palestras expositivas e o estudante copiando textos do quadro – pode deixar um pouco a desejar no que diz respeito à compreensão e à fixação de conteúdo.

Felizmente, existem ferramentas simples e criativas que podem ser utilizadas para engajar os estudantes na matéria e facilitar o processo de aprendizagem. Isso porque elas atuam de forma mais semelhante ao funcionamento do cérebro humano. O mapa mental é uma delas.

O que é um mapa mental?

Para compreender o recurso, criado em 1970 pelo consultor em educação Tony Buzan, é necessário entender como o cérebro aprende. Ao receber estímulos externos, os neurônios começam a interagir entre si, formando redes neurais. Dessa forma, as informações são armazenadas pelo cérebro de forma não linear.

É por isso que o mapa mental é uma ferramenta poderosa: ele consiste de um diagrama que contém uma ideia central e informações ramificadas a partir dela. Assim, as ideias são estruturadas de forma não linear, de modo similar ao que ocorre no cérebro, e hierarquizadas de acordo com as relações que têm entre si, formando sequências lógicas.

Ideias concretas e fáceis de visualizar

Popularizado por metodologias de resolução de problemas de jeito criativo como o Design Thinking, o mapa mental ajuda a condensar grandes quantidades de informação em uma só representação gráfica, tornando-as mais inteligíveis e fáceis de ser analisadas. O modelo de organização também favorece a criação de relação entre os dados que antes estavam dispersos na mente, ajudando estudantes e professores a desenvolver o pensamento sistêmico e mais estratégico.  Outra vantagem é a possibilidade de a pessoa ter uma visão geral sobre o assunto, melhorando a capacidade de síntese do conhecimento adquirido.

Esses resultados contribuem para a criação de soluções e para o estabelecimento de processos mais inovadores, bases da mentalidade empreendedora, isto é, essencial para a educação a as empresas. Tudo isso sem falar no potencial que os mapas mentais têm de diminuir o estresse causado pelo excesso de informações, impulsionando a produtividade e a capacidade criativa.

Sete passos para que seja feito um bom mapa

Se você já se convenceu das vantagens e quer partir para a prática, saiba que fazer um mapa mental é muito simples. Vejamos:

  1. Comece com uma folha em branco, preferencialmente virada na horizontal.
  2. No centro da folha, coloque a ideia principal.
  3.  Valendo-se da ideia principal, faça ramificações com as informações relacionadas a ela – para isso, utilize setas ou linhas.
  4. Seja conciso: dê preferência a palavras-chave ou a frases curtas.
  5. Deixe claro qual é a relação entre cada informação e não permita que alguma ideia fique solta.
  6. Utilize símbolos e cores para as setas e palavras que tenham um sentido estratégico.
  7. Use fotos e imagens, mas cuidado para não deixar o mapa poluído visualmente.

Você também pode fazer o mapa mental no computador: sites como Coggle.it e Wisemapping oferecem gratuitamente um ambiente virtual a fim de elaborar esse tipo de diagrama.

Como aplicar a ferramenta para a aprendizagem

Agora que já sabe fazer um mapa mental, você pode aplicar o método de diferentes formas em sala de aula. O uso mais comum é durante a finalização e a revisão de um tema, porque assim o estudante relembra os pontos centrais de tudo que viu e fixa o conteúdo com mais eficácia. Mas também é possível utilizá-lo já na introdução ao tema da aula, mostrando a visão geral desse tema, que será retomada no final. Tal estratégia pode ser uma interessante ferramenta para quem usa a metodologia da Sala de Aula Invertida, por exemplo.

É uma boa ideia pedir para que os estudantes façam mapas mentais coloridos e criativos como atividade avaliativa, antes de provas ou como primeiro passo na elaboração de trabalhos em grupo e projetos (em processos de brainstorming). Há professores que até substituem provas finais pela elaboração dos mapas.

Estimule os estudantes a adotar o recurso como método de estudo pessoal. Assim, você dará a eles uma ferramenta que poderá ajudá-los quando precisarem organizar as ideias no geral.

Para saber mais de mapas mentais, confira o vídeo no canal do Sebrae Minas no YouTube. Quer aprender outras formas de tornar as anotações das aulas mais divertidas e dinâmicas? Baixe nosso infográfico.

leia também

Como cuidar da saúde mental dos professores em tempos difíceis
continuar lendo
Ensino de programação: 7 dicas para quem está começando
continuar lendo
O que é cultura empreendedora e como estimulá-la na escola
continuar lendo

Quer ficar sabendo de tudo antes? Assine a
newsletter e receba novidades no seu e-mail.

x
área restrita
Usuário
senha
×