Curiosidades sobre a educação no Japão

Ocupando o sexto lugar mundial nos rankings de desempenho em Matemática e Ciências do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2019, divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Japão é um país reconhecido pela qualidade de sua educação, que possui algumas práticas bem diferentes das escolas do Ocidente. Valores rígidos de disciplina e cooperação marcam a educação daquele país, bem como o grande tempo dedicado pelos alunos ao aprendizado de diversas habilidades.

Passe as imagens para o lado e descubra 9 curiosidades sobre a educação japonesa.

1. O ano escolar começa em abril

O ano escolar no Japão começa em abril e vai até o início de março do ano seguinte. São três períodos de férias: as de verão, que vão do final de julho até o final de agosto; as de inverno, que vão do final de dezembro ao início de janeiro; e as de primavera, que começam no final de março e vão até o início de abril. As aulas ocorrem em cinco ou seis dias por semana, das 8h30 às 15h, ou das 8h30 às 15h30.

A educação no Japão tem forte ensino moral

Nas escolas japonesas, os alunos não fazem nenhuma grande prova até atingir a quarta série, por volta dos 10 anos de idade. Antes disso, são submetidos a apenas pequenos testes. Isso porque o objetivo dos anos iniciais da escola está muito mais focado em ensinar boas maneiras e valores éticos e morais. A ideia é desenvolver o caráter das crianças primeiramente, antes de começar a julgar o conhecimento e o nível de aprendizagem delas a respeito das disciplinas comuns.

Grandes ensinamentos passados nesse período são o respeito com o próximo, com os animais e com a natureza, além de virtudes como generosidade, empatia, coragem, autocontrole e justiça.

Os pais podem visitar a sala de aula...

Aqui no Brasil, todos conhecem as reuniões de pais e professores realizadas nas escolas. Na educação no Japão, essa troca entre as famílias e as instituições é ainda mais forte. Em um dia especial do ano, chamado de Jyugyou Sankan, os pais podem visitar os filhos na sala de aula, participando de algumas atividades junto a eles. É uma oportunidade de os pais acompanharem de perto o ambiente de aprendizagem e a conduta dos filhos, podendo trocar ideias com os professores.

… e os professores podem visitar os alunos

Além disso, há também o Katei Houmon, prática que ocorre no início de cada ano letivo, em que os professores visitam a casa dos alunos. Nessa oportunidade, os docentes conhecem os pais, estreitam laços com eles, entendem qual é o ambiente familiar da criança e podem verificar problemas que ela possa estar vivenciando.

Os alunos são responsáveis pela limpeza

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Talvez o grande diferencial entre as escolas japonesas e as ocidentais é que, no Japão, não existem funcionários contratados para fazer a limpeza das instituições: os próprios alunos são encarregados dessa tarefa e devem desempenhá-la diariamente.

Para isso, eles são distribuídos em pequenas equipes e se revezam a fim de limpar ambientes comuns, como salas, corredores, pátios, incluindo os banheiros. Na hora do almoço, eles também se servem, recolhem as bandejas e separam o lixo reciclável.

Tal prática da educação no Japão faz com que as crianças valorizem os espaços, conservando-os melhor. Elas ainda desenvolvem habilidades de trabalho em grupo com essas atividades.

A refeição é feita em sala de aula

Nas escolas japonesas, o horário de lanche é feito nas salas de aula mesmo, e não em refeitórios. Os professores também acompanham esse momento junto com a turma, estreitando os laços com os estudantes.

As refeições são padronizadas, preparadas pela escola e servidas a todos. Os alunos fazem um agradecimento pelo alimento sempre antes de comer, e não devem deixar sobra nos pratos.

Existem muitas atividades extracurriculares 

Caligrafia, poesia japonesa, culinária, costura, jardinagem, karatê, natação, música, ballet… apenas para citar algumas das atividades extracurriculares comuns na educação no Japão. São espaços em que as crianças e os jovens aprendem a valorizar a cultura e a tradição milenar do país e, assim, têm a oportunidade de desenvolver habilidades diversas. Essas atividades ocorrem depois do horário das aulas regulares ou nos fins de semana, o que torna o período em que os estudantes ficam na escola semanalmente mais longo do que no Brasil, por exemplo.

Há uma espécie de ENEM japonês

A  educação no Japão também conta com um grande exame visando à admissão em faculdades, realizado no final do ensino médio, semelhantemente ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) aqui do Brasil. Cada faculdade tem determinada pontuação necessária para a admissão desses alunos. Cerca de 76% das pessoas que completam o ensino médio continuam a estudar.

O Japão tem altas taxas de suicídio de estudantes

Um fato muito negativo, que não é modelo em relação à educação no Japão, é que o país possui altas taxas de suicídio de estudantes. Apenas entre abril de 2016 e março de 2017, 250 alunos de escolas primárias e secundárias tiraram a própria vida. Esse grande número vai na contramão da redução de suicídios que se observa na sociedade japonesa, em geral, nos últimos anos.

Dentre os fatores que influenciam o autoextermínio de estudantes, estão problemas familiares, dúvidas sobre o futuro e bullying. Um relatório do governo do país citado por uma matéria da BBC revela picos de suicídio de crianças e adolescentes sempre no início do segundo semestre escolar, ou seja, no começo de setembro. O período analisado foi entre 1972 e 2013.

Agora, você já conhece um pouco mais  da educação no Japão. Quão diferente achou da educação brasileira? Em quais aspectos as escolas daqui poderiam beneficiar-se ao se inspirarem nas práticas japonesas?

Veja também 5 fatos sobre o modelo de referência de educação no Canadá.

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