Tendências de educação para ficar de olho em 2020

Tudo indica que 2020 reserva tendências de educação com desafios importantes à comunidade escolar em todo o mundo. É preciso refletir na forma de como adotar a ampla gama de tecnologias disponíveis para a área de educação e em como atuar para promover a igualdade e o bem-estar social em sociedades que passam por mudanças profundas.

É isso o que delineam organizações como as americanas Broadsuite Media Group e Knowledge Works especialista em pesquisas de tendências e especialista na área do futuro da educação, respectivamente. Neste post, separamos as principais tendências de educação para 2020 nas quais essas instituições apostam.

Tendências de educação e transformação digital 

Em um artigo da revista americana Forbes, o CEO e analista de Pesquisas de Futuro do Broadsuite Media Group, Daniel Newman, deixa pistas a respeito de tendências de educação para 2020 especificamente na área de transformação digital. Para Newman, as mudanças não incluem apenas dispositivos tecnológicos, mas também alterações gerais em relação à maneira como aprenderemos e nos conectaremos através da tecnologia.

  1. Experiências de aprendizagem personalizadas

As experiências personalizadas para os alunos são tendência de educação para o próximo ano. Em algumas escolas particulares dos Estados Unidos, os alunos determinam como gostariam de expressar pessoalmente o aprendizado de cada lição. Isso pode ser feito por meio de relatório, música, obra de arte e até mesmo de dança. Essa linha de transformação digital têm o potencial de facilitar o aprendizado dos discentes. 

  1. Acessibilidade

A acessibilidade também é uma das tendências de educação para 2020: aumento de tecnologias de transcrição tanto de voz para texto quanto de texto para voz, informações disponíveis em formato de vídeo e áudio, dentre outras formas de incluir alunos com deficiência ou dificuldade de aprendizado. A acessibilidade também é uma propensão no sentido geográfico, de que o conhecimento pode chegar a mais pessoas, independentemente de onde estejam, através da internet.

  1. Internet das Coisas

De acordo com Newman, há enorme potencial da Internet das Coisas para a criação de escolas mais inteligentes e conectadas; por isso é considerada uma das linhas de educação que mais têm impactado o setor. Tal tecnologia pode ser usada para tornar energia, iluminação e segurança mais eficientes, economizando recursos e beneficiando alunos e equipe. 

  1. Segurança

A preocupação com a segurança das crianças na internet também é uma das direções de educação para 2020. Isso pois os dispositivos conectados fazem parte da vida escolar e pessoal de tantas delas. Ao questionarem quão seguro o ambiente de aprendizado de seus filhos pode ser, os pais dos alunos devem pressionar as escolas por mais transparência e controle no aprendizado on-line.

“O futuro da educação é emocionante e assustador. As escolas e a educação devem evoluir para adotar novos estilos e tecnologias de aprendizado que possam cativar os alunos, mantendo simultaneamente a integridade do conhecimento […]. Isso realmente deve estar no centro de nossos esforços de mudança e transformação digital na educação”, afirma Daniel Newman.

Propulsores de mudanças para os próximos anos

Uma pesquisa do Knowledge Works, Forecast 5.0: Navigating the Future of Learning (Previsão 5.0: Navegando no futuro da aprendizagem), relaciona cinco fatores que vão atuar como verdadeiros propulsores de mudanças na educação nos próximos anos. São áreas nas quais devemos ficar de olho, pois, de acordo com o documento, são críticas para o entendimento dos profundos desafios e oportunidades que se colocam adiante dessa área de maneira global.

Para o Knowledge Works, é necessário que as instituições se envolvam ativamente com as mudanças. Isso porque elas podem acabar agindo de duas formas: ou aprofundando as desigualdades existentes e o desalinhamento entre a escola e as necessidades da vida em sociedade, ou inspirando “novas estruturas para a forma como vivemos, trabalhamos e aprendemos”.

  1.  Automatização de escolhas

Os algoritmos e a inteligência artificial cada vez mais fazem parte da vida das pessoas. A tendência é que as interações e as transações automatizadas tornem-se ainda mais eficientes, fornecendo conveniência em diversas áreas da vida humana. A automatização já está presente  nos serviços das cidades – transporte, varejo, prestação de serviços, assistência médica, saúde, educação e entretenimento. Neste último, com presença especial nas recomendações personalizadas de produtos para consumo.

Contudo, o uso de automação e inteligência artificial são questionados por às vezes resultarem em consequências ruins. O monitoramento de segurança excessivo no que diz respeito a pessoas não brancas, por exemplo, e negação de serviços financeiros às pessoas com base em dados de viés tendencioso ou preconceituoso. Tudo sob uma capa de suposta imparcialidade que os dados teriam.

A respeito disso, o documento deixa uma provocação: “Como as partes interessadas na educação podem desenvolver estratégias para usar a inteligência artificial na aprendizagem sem sacrificar a atuação dos alunos e dos educadores ou aprofundar a desigualdade?”

  1. Superpoderes cívicos

À medida que a confiança nos governos diminui, mais pessoas da sociedade civil se organizam em prol de causas que seriam de responsabilidade do Estado. E, agora, essas organizações contam com uma série de tecnologias disponíveis para ajudá-las a atingir seus objetivos. 

A tendência é que o uso da tecnologia fique mais sofisticado por meio de mídia participativa, análise de dados, inteligência artificial e tecnologias móveis. O objetivo é expandir sua influência na sociedade, aumentar sua participação nas tomadas de decisão e criar mais transparência nos setores público e privado. Dessa forma, a tecnologia equipa as organizações cívicas de modo a tornarem-nas superpoderosas.

O documento também deixa uma provocação para este tópico: “Como o envolvimento cívico habilitado pela tecnologia pode reformular a governança educacional e a tomada de decisões?”

  1. Cérebros acelerados

Avanços na tecnologia e na neurociência se combinam para transformar nossas habilidades, criando oportunidades de aumentar a plasticidade cerebral e a cognição. Contudo, tais tecnologias geram também efeitos involuntários e muitas vezes indesejados nas pessoas. A criação de ambientes cheios de alertas e distrações que moldam a forma como utilizamos ferramentas digitais e nos relacionamos é um exemplo.

Aqui, a reflexão é: como os alunos podem manter seu direito de decidir quando e como usar novas ferramentas cognitivas ao mesmo tempo que alcançam novas expectativas de desempenho geradas para eles?

  1. Narrativas tóxicas

De acordo com o estudo, as narrativas que moldam a aspiração das pessoas, suas escolhas e comportamentos estão se tornando cada vez mais prejudiciais para a sociedade . Pressões muito fortes e formas de medir sucesso  não saudáveis que contribuem para a formação de ambientes “tóxicos” em sistemas e instituições.

Aqui, deixamos a seguinte reflexão: como as instituições educacionais podem assumir responsabilidade em apoiar uma perspectiva mais ampla sobre o desenvolvimento e o bem-estar dos alunos?

  1. Geografia em mudança

É inegável que o mundo está vivendo diversos processos de mudança na geografia de comunidades. Cidades e países, com fluxos migratórios ocasionados por conflitos, situações climáticas extremas e transformações na indústria. Nesse cenário, muitos lugares precisam reinventar seu senso único do que é aquele lugar, gerando transformações.

A reflexão proposta pela pesquisa para a área educacional é: como a educação pode desempenhar papel de liderança em ajudar cidades, vilas e comunidades rurais a encontrar sua nova identidade?

É possível perceber que muitos desafios estão postos à comunidade escolar para 2020. Assim, a tecnologia parece ditar quais serão os principais agentes de mudança e as principais tendências de educação para este ano. É preciso refletir sobre como isso será feito de forma a promover avanço e bem-estar  na sociedade. Veja também seis tendências que vão influenciar a adoção de tecnologia no ensino superior nos próximos cinco anos.

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