O que eu faço para transformar a educação?

O que significa, na prática, transformar a educação? Como implementar pequenas ações nas redes públicas ou privadas de ensino? Conversamos com cinco educadores das mais diversas áreas – de neurocientista a secretária de Educação – para saber o que eles têm feito para transformar a educação em suas realidades. A partir de uma pergunta elementar, eles revelam que iniciativas simples podem fazer grande diferença e que a educação feita com intenção é capaz de mudar a vida de muitos jovens.

Confira e aproveite para nos contar, em nossas redes sociais, o que você tem feito para transformar a educação.

“Na Cidade dos Meninos, temos transformado a educação dos jovens aliando impacto social à tecnologia, no intuito de reduzir as desigualdades sociais na região de Ribeirão das Neves (MG). Em 2019, vamos começar a criar jogos, usando a estratégia de desenvolvimento de jogos digitais, para trabalharmos disciplinas como Português e Matemática com crianças de 11 a 13 anos”.

Deise Lúcia da Silva, socióloga e coordenadora geral da Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo

“Em relação à cultura empreendedora, estou procurando cada vez mais fortalecer nosso projeto: em 2017, implementamos, sob forma de lei, a educação empreendedora no currículo de educação com aulas semanais. Acabamos de colher os primeiros frutos dessa iniciativa, realizando a primeira feira de cultura empreendedora do município, com a participação de alunos desde o Maternal III até o quinto ano do Ensino Fundamental. Todas as escolas estão participando do projeto. É muito bacana ver os frutos da cultura empreendedora, em que o aluno é protagonista da própria educação. Eles se sentem extremamente úteis e começam a enxergar a escola com um novo olhar”.

Gabriela Kenia Ferreira, secretária de Educação de Bom Jesus do Amparo

“Não é uma resposta simples, pois uma resposta simples pressupõe uma receita, uma fórmula. Cada dia, nós, educadores, temos um desafio diferente. O que tento fazer todos os dias, após cada período de trabalho, é um balanço do que foi proveitoso, do que foi suficiente para sensibilizar meus alunos e o que pode ganhar continuidade nas minhas aulas. O ensino de História exige que você consiga sensibilizar o aluno para as realidades históricas que fundamentaram a nossa organização civilizacional. Então também sempre procuro trazer as realidades históricas distantes no tempo para mais perto da realidade dos alunos”.

Eduardo de Araújo Luiz, professor de História na E.E. Paulo das Graças e no Colégio Clita Batista

“Sou apaixonada pela educação e acredito que ela muda o mundo e as pessoas. Todos os dias busco trazer algo de diferente para o meu trabalho para que os professores cada dia se apaixonem mais também pela educação. Tenho procurado entender o ser humano como multifatorial e atendê-lo nas suas especificidades, trazer um pouco de paz, tranquilidade e felicidade para as pessoas que estão envolvidas com outros seres humanos e assim causar um impacto positivo na educação”.

Débora Guimarães, neurocientista no IDG PNL coach

“A tecnologia vem avançando, e os alunos, cada dia mais, têm o anseio de ter jogos e a linguagem dos games em sala de aula. Estou procurando levar a cibercultura para dentro da escola. Essa já é a linguagem dos jovens e nós, professores, devemos aprender a trabalhar com ela. Isso ajuda a incentivar o aluno a ressignificar o espaço da escola e se sentir mais parte dela”.

Geisiana Aparecida Gonzaga, coordenadora do Centro de Tecnologia Avançada e Informática (Cetai) da Cidade dos Meninos

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