Perestroika: 5 lições de criatividade na educação

Ela se intitula a “pior escola do mundo”. Mas a verdade é que a Perestroika é uma referência no Brasil em educação criativa e, aos poucos, está ganhando o mundo – os cursos já foram levados ao Vale do Silício e a Portugal.

Fundada em 2007, em Porto Alegre, a Perestroika tem o objetivo de construir um novo modelo de educação (Perestroika, em russo, significa reconstrução). Assim, evita seguir padrões ou exigências dos órgãos reguladores. Além de Porto Alegre, atualmente a escola tem sede em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, e conta um portfólio de cursos online.

Mas, o que a Perestroika apresenta de diferente? Selecionamos cinco curiosidades da escola que são verdadeiras lições de educação criativa.

1 – Cursos para inconformados

A Perestroika nasceu de um incômodo dos sócios com a falta de preparação dos jovens para o mercado de trabalho. E é por isso que os cursos são os mais diversos possíveis: vão do empreendedorismo ao poker profissional, do design thinking à psicologia das finanças. Sempre com o objetivo de preencher lacunas de conhecimento importante para a atuação profissional que não são ensinadas nas universidades ou outras instituições de ensino.

Para se ter uma ideia, um dos cursos que está há mais tempo no portfólio da escola é o “Chora PPT”. O curso ensina técnicas de storytelling para que os alunos dominem a arte de fazer apresentações memoráveis.

2- Muito mais que aulas, experiências

Professor fantasiado, aula com os olhos vendados, apresentação de pole dance ou ensaios fotográficos profissionais no meio da aula. Tudo pode acontecer (e com um propósito, claro).  A metodologia de ensino foi desenvolvida pela própria equipe da escola. Os profissionais utilizaram como base experiências bem sucedidas no Brasil e no mundo. Batizado de Experience Learning, o jeito Perestroika de ensinar é totalmente focado na experiência do aluno. Como resultado, o conteúdo é absorvido da melhor maneira possível.

A escola compartilha abertamente sua metodologia de ensino. Divida em oito capítulos, ela aborda as estratégias de contextualização, conteúdo, forma, engajamento emocional e estrutura dos cursos.

3 – Ensino centrado no aluno

Antes do início das aulas, os curadores da Perestroika fazem uma busca na interne. Nessa atividade, apuram informações sobre os interesses e perfis dos estudantes para os professores. A estratégia contribui para personalizar o conteúdo das classes e fazer com que nenhuma turma tenha a mesma a experiência.

Além disso, os alunos têm a oportunidade de darem mini-aulas sobre qualquer tema, com o objetivo de compartilharem seu próprio conhecimento. Isso sem falar nos momentos de interação, que são muito mais que simples happy hours.

4 – Diploma não tem importância

Os músicos Morais Moreira, Liniker, Lenine, a monja Coen, o cozinheiro Alex Atala, o ex-jogador de futebol e técnico Dunga, o artista Eduardo Kobra, a astronauta Yvone Cagle. Todos eles já foram professores na Perestroika. Na escola, o que conta é a experiência de mercado e a capacidade e passar o conteúdo de maneira surpreendente e instigante. Além disso, o mesmo vale para os alunos: todos são bem-vindos, independentemente da formação.

5 – Infraestrutura descolada

Casarões antigos, bares na entrada da escola, paredes com trabalhos artísticos, espaços para música, gastronomia e arte. Na Perestroika, a experiência de criatividade vai além do conteúdo das aulas: está, literalmente, nas paredes das escolas. Tudo isso para fazer o aluno se sentir acolhido e imerso em um ambiente “cool”, cheio de inovação e tendências.

Gostou da Perestroika? Conheça também a escola pública de São Paulo que é referência mundial em inovação.

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