Picting: uso de imagens para um aprendizado mais criativo

Uma imagem vale mais que mil palavras. Esta máxima nunca foi tão verdadeira quanto no século XXI, em que a comunicação por imagens muitas vezes substitui por completo expressões escritas. Na era das fotos digitais, emojis, gifs, vídeos e boomerangs, a transmissão de ideias por meio de imagens ganhou até um nome específico: picting, que deriva da palavra em inglês picture, ou imagem.

De acordo com os professores universitários e pesquisadores Cathie Norris e Elliot Soloway, nos Estados Unidos, 90% do tempo que os alunos do ensino fundamental passam na escola é gasto em materiais baseados em texto e apenas 10% do tempo com o estudo baseado em imagens. Fora da sala de aula, o comportamento dos jovens mostra que suas preferências são exatamente contrárias: 90% do tempo é gasto na visualização e interação com imagens e apenas 10% com textos. Isso indica que, independentemente da vontade dos educadores e do currículo das escolas, os alunos estão construindo seus hábitos de consumo de informação moldados pela lógica das das mídias digitais e redes sociais. E se quiserem tornar o conteúdo relevante para esses estudantes, as escolas devem parar de lutar contra as novas mídias e passar a usá-las a favor da educação.

Instagram, YouTube e Snapchat são três dos aplicativos baseados em imagens mais usados hoje em dia. Com criatividade, eles podem potencializar o ensino, tornando o conteúdo mais atrativo e promovendo mais integração entre os alunos. Confira algumas possibilidades:

Instagram: mostrar os bastidores da sala de aula, o passo a passo dos trabalhos e projetos, dar destaque a iniciativas dos alunos ou para criar desafios com imagens, nos moldes do Instamission e outros projetos já existentes.

YouTube: criação de conteúdos longos, com produções mais complexas. Que tal manter os alunos atualizados sobre os últimos fatos políticos e históricos pedindo que eles criem seu próprio telejornal? Ou substituir os resumos escritos de livros por resenhas em vídeo? As atividades de ciências, física e matemática podem virar pequenos tutoriais e até as apresentações de final de ano podem ganhar novo formato através do YouTube.

Snapchat: por ter uma característica mais efêmera – os vídeos têm duração de apenas 24h – o Snapchat pode se transformar em uma ferramenta para comentar o conteúdo das aulas, dar dicas gramaticais e pequenos lembretes. Os alunos também podem usar o app como um canal para fazer suas próprias recomendações de atividades culturais, livros e sites, por exemplo, ou tirar dúvidas uns dos outros.

Saiba também como utilizar o Twitter em suas aulas.

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